A ascensão de governos totalitários pelo voto, ou através de golpes parlamentares (parlamentos corruptos mantem executivos corruptos, avalizados integralmente pelo judiciário, que se sustentam através de forças de segurança internas cooptadas para reprimir resistências democráticas), em todas as parte do mundo asseguram relativo suporte popular regional, emprestando falsa legitimidade aos governantes que resistirão com mão de ferro com a proteção dos norte americanos, desde que mantenham seus mercados permeáveis à penetração do capital manchado pelo sangue dos nativos.
Em setembro de 2014 escrevi um artigo com o título de "Contradição Fatal", (pode ser acessado através do link: https://phoenixsaharaui.blogspot.com/2014/09/contradicao-fatal.html), do qual reproduzo algumas passagens pela atualidade das projeções ali lançadas:
Se a ganância conseguiu transformar um pequeno território desértico em objeto do desejo das grandes "potências" - sem potencial econômico conhecido quando da partilha da África (1884-1885) - imagine a disputa que se avizinha por grandes extensões de terras ricas em minerais, água, fauna e flora abundantes.
A expropriação forçada dos territórios, inevitavelmente, recairá sobre os países que hoje se curvam ou são cúmplices nas graves violações de direitos humanos praticadas contra povos indefesos.
Formalmente protegidos por Tratados internacionais, os direitos fundamentais são sistematicamente violados em nome da democracia pelos membros com assento permanente no Conselho de Segurança da ONU - Reino Unido, EUA, França, China e Rússia - que através de perverso mecanismo de funcionamento, garante a impunidade dos cinco sócios que, não por acaso, são os maiores fabricantes de armas do mundo.
E disso que se trata!!!
Os Estados Unidos removeu o último obstáculo para que o uso total da sua força bélica garanta a imposição dos seus interesses sobre as demais nações.
Direitos humanos nunca impediu a conduta predatória do gigante norte americano, mas seu compromisso com a democracia exigia um discurso pacifista apesar da prática belicista.
Por outro lado, o país, outrora ícone dos valores fermentados na revolução francesa (LIF), nos últimos anos assiste a Rússia e a China, tradicionais e ostensivos violadores dos direitos humanos, sem resistência das Nações Unidas, ocuparem espaços significativos no campo internacional, reduzindo espantosamente a importância dos norte americanos.
"O CONSELHO DOS DIREITOS HUMANOS DA ONU É UMA INSTITUIÇÃO HIPÓCRITA" afirmou a representante do país responsável por 22% do orçamento total daquele foro mundial.
Quando um hipócrita chama outro de hipócrita com absoluta razão dizemos que o jogo está aberto, caíram as máscaras.
Na verdade as Nações Unidas pagaram o preço da vassalagem institucionalizada a serviço dos Estados unidos. Aquela casa não serve mais integralmente aos interesses do norte americanos e por isso foi desprezada. Não vendo como ampliar os enormes poderes que já possuía na organização, restou somente as limitações impostas por uma nova ordem mundial, que, dado a sua formatação, impôs uma agenda que contraria os interesses do governo norte americano.
Direitos humanos e meio ambiente nunca estiveram na agenda norte americana.
O mundo agora vai experimentar as dores e os sofrimentos suportados pelos saharauis diante da omissão e cumplicidade internacional.



















