República Árabe Saharaui Democrática


O POVO QUE O MUNDO ESQUECEU


O POVO QUE O MUNDO ESQUECEU


O POVO QUE O MUNDO ESQUECEU


Bem-vindos ao blog phoenixsaharaui.blogspot.com.br


A criação deste espaço democrático visa: divulgar a causa Saharaui, buscar o reconhecimento pelo Brasil da República Árabe Saharaui Democrática e pressionar a União Européia, especialmente a Espanha, a França e Portugal, mais os EUA, países diretamente beneficiados pela espoliação dos recursos naturais do povo Saharaui, para retirarem o apoio criminoso aos interesses de Mohammed VI, Rei do Marrocos, e com isto permitir que a ONU prossiga no já tardio processo de descolonização da Pátria Saharaui, última colônia na África.


Membro fundador da União Africana, a RASD é reconhecida por mais de 82 nações, sendo 27 latino-americanas.


Nas páginas que seguem, você encontrará notícias do front, artigos de opinião, relato de fatos históricos, biografias de homens do porte de Rosseau, Thoreau, Tolstoy, Emersom, Stuart Mill e outros que tiveram suas obras imortalizadas - enxergaram muito além do seu tempo - principalmente em defesa da Liberdade.


"Liberté, Égalité, Fraternité", a frase que embalou tantos sonhos em busca da Liberdade, é letra morta na terra mãe.


A valente e obstinada resistência do povo Saharaui, com certeza encontraria em Jean Molin - Herói da resistência francesa - um soldado pronto para lutar contra a opressão e, em busca da Liberdade, morrer por sua Pátria.


A Literatura, a Música, a Pintura e o Teatro Saharaui estarão presentes diariamente nestas páginas, pois retratam fielmente o dia-a-dia deste povo, que a despeito de todas as adversidades, em meio a luta, manteve vivas suas tradições.


Diante do exposto, rogamos que o nosso presidente se afaste da posição de neutralidade, mas que na verdade favorece os interesses das grandes potências, e, em respeito a autodeterminação dos povos estampada como preceito constitucional, reconheça, ainda em seu governo, a República Árabe Saharaui Democrática - RASD.


Este que vos fala não tem nenhum compromisso com o erro.


Se você constatar alguma imprecisão de datas, locais, fatos, nomes ou grafia, gentileza comunicar para imediata correção.


Contamos com você!


Marco Erlandi Orsi Sanches


Porto Alegre, Rio Grande do Sul/Brasil

domingo, 20 de agosto de 2017

BRASIL EXPERIMENTA DITADURA PARLAMENTAR

BRASIL EXPERIMENTA DITADURA PARLAMENTAR

- 308 "PARLAMENTARES" APROVAM, $OB CONDIÇÕE$, TUDO O QUE O GOVERNO ENVIA PARA O CONGRESSO;
- CÚPULA GOVERNISTA DENUNCIADA PELO MPF;
- COMPRA OSTENSIVA DE PARLAMENTARES;
- DESMANTELAMENTO DA OPERAÇÃO LAVA-JATO;
- ENFRAQUECIMENTO (DIVIDIR PARA VENCER) DO MPF;
- SUBMISSÃO DO JUDICIÁRIO;

PT...PMDB...PSDB...SAI UMA QUADRILHA, ENTRA OUTRA QUADRILHA, E TEM UMA QUADRILHA BICUDA ESPERANDO A VEZ...

COMANDO SUPREMO É EXERCIDO FULL TIME PELOS TRÊS PATETAS (TPM)


A VENEZUELA É AQUI...

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

CONDOMÍNIO BRASIL IV


CONDOMÍNIO BRASIL IV


BRASIL: QUE PAÍS É ESSE QUE SE CURVA PARA UMA QUADRILHA INSTALADA NO GOVERNO, QUE USA O ERÁRIO PÚBLICO PARA ESCAPAR DA PERSECUÇÃO PENAL?

quarta-feira, 19 de julho de 2017

El Confidencial Saharaui: Juicio de "Gdeim Izik" | Comunicado del Frente Pol...

El Confidencial Saharaui: Juicio de "Gdeim Izik" | Comunicado del Frente Pol...: Birlehlu, 19/0/2017 - ElConfidencialSaharaui.com | Juicio de Gdeim Izik. El Frente Polisario y el gobierno saharaui han condenado hoy las...

sexta-feira, 14 de julho de 2017

CONDOMÍNIO BRASIL III

CONDOMÍNIO BRASIL III


ONDE ESTAVA O TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO ENQUANTO OS COFRES PÚBLICOS ERAM ASSALTADOS (BILHÕES) À LUZ DO DIA PELOS INTEGRANTES DO "ALTO" ESCALÃO DO GOVERNO BRASILEIRO??



RECOMENDO VER FOLHA DE PAGAMENTO DOS MILHARES DE SERVIDORES DO TCU, NO LINK INDICADO: 

https://contas.tcu.gov.br/consultaRemuneracaoWeb/web/externo/consultaRemuneracao/consultarRemuneracao.xhtml


FUNCIONAMENTO DO TCU

O Tribunal de Contas da União (TCU) é um tribunal administrativo. Julga as contas de administradores públicos e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos federais, bem como as contas de qualquer pessoa que der causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário. Tal competência administrativa-judicante, entre outras, está prevista no art. 71 da Constituição brasileira. Conhecido também como Corte de Contas, o TCU é órgão colegiado. Compõe-se de nove ministros. Seis deles são indicados pelo Congresso Nacional, um, pelo presidente da República e dois, escolhidos entre auditores e membros do Ministério Público que funciona junto ao Tribunal. Suas deliberações são tomadas, em regra, pelo Plenário – instância máxima – ou, nas hipóteses cabíveis, por uma das duas Câmaras. Nas sessões do Plenário e das Câmaras é obrigatória a presença de representante do Ministério Público junto ao Tribunal. Trata-se de órgão autônomo e independente cuja missão principal é a de promover a defesa da ordem jurídica. Compõe-se do procurador-geral, três subprocuradores-gerais e quatro procuradores, nomeados pelo presidente da República, entre concursados com título de bacharel em Direito.

Fonte: http://portal.tcu.gov.br/institucional/conheca-o-tcu/funcionamento/

domingo, 9 de julho de 2017

CONDOMÍNIO BRASIL

CONDOMÍNIO BRASIL

VOTAR PARA LEGITIMAR UM PROCESSO ELEITORAL VICIADO É EXERCÍCIO DE CIDADANIA?


sábado, 1 de julho de 2017

CONDOMÍNIO BRASIL


CONDOMÍNIO BRASIL

SE VOCÊ MORASSE NUM PRÉDIO CHAMADO BRASIL, E O SÍNDICO ORGANIZASSE UMA QUADRILHA PARA ROUBAR O CAIXA DO CONDOMÍNIO, O QUE VOCÊ FARIA??



Escuadrones de la muerte la escuela francesa-Completo

sexta-feira, 30 de junho de 2017

El Confidencial Saharaui: URGENTE | Marruecos secuestra a una joven Española...

El Confidencial Saharaui: URGENTE | Marruecos secuestra a una joven Española...: Madrid, 29/06/2017 - ElConfidencialSaharaui.com | Secuestro. ÚLTIMA HORA Las autoridades de Marruecosbrutalmentetrado a una joven españ...

sábado, 24 de junho de 2017

ESQUERDA X DIREITA

ESQUERDA x DIREITA



A falsa dicotomia, esquerda x direita, é fonte inesgotável de manipulação do povo pelos donos do poder.

       Enquanto a esquerda, desunida, disputa o domínio dos filósofos, a direita, unida, de tacape, abate o ser humano inquieto.

       Diferentes na contemplação dos fenômenos da natureza, são absolutamente iguais quando são escolhidos como guardiões do cofre que abriga o esforço coletivo da nação. 

Assim, inquilinos temporários travestidos de estadista não se constrangem de trair antigas convicções, saquear rapidamente o erário público, e espoliar os recursos do estado à exaustão. 

Ao recolher os cacos do passado e olhar para o horizonte desconhecido, verificamos que o elo que une inexoravelmente a esquerda e a direita quando assumem o poder é a corrupção e o amor pelo dinheiro.


Ideologias à parte - cortina de fumaça para mascarar um fenomenal e histórico assalto aos cofres públicos - todos se locupletam quando chegam ao poder. 

domingo, 11 de junho de 2017

FORÇA BRUTA (TACAPE) VENCE O DIREITO

FORÇA BRUTA VENCE O DIREITO

DECISÃO DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL ANISTIOU POLÍTICOS FINANCIADOS PELO CAIXA 2, INICIATIVA QUE O CONGRESSO ACUADO PELA CORRUPÇÃO NÃO OUSOU.

TSE REVELA DESPREZO PELA VONTADE POPULAR, SUBORDINAÇÃO AOS PODERES EXECUTIVO E LEGISLATIVO, E DÁ AVAL PRA FLAGRANTE VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL.
AS QUADRILHAS DE TODAS AS BANDEIRAS ENCASTELADAS NO PODER AGRADECEM, POIS DESCOBRIRAM A VIA DO JUDICIÁRIO PARA LEGITIMAR PRÁTICAS ILÍCITAS.

VERGONHA!!!
Até quando....

sábado, 10 de junho de 2017

El Confidencial Saharaui: La verdad sobre la retirada de la nacionalidad esp...

El Confidencial Saharaui: La verdad sobre la retirada de la nacionalidad esp...: Vía: AJINTEM En estos días se está llevando a cabo un intenso debate sobre la cancelación de nacionalidad española a ciudadanas y ciudada...

terça-feira, 23 de maio de 2017

BANDEIRAS E DEMAGOGIA


BANDEIRAS E DEMAGOGIA

TODOS OS "GRANDES" PARTIDOS DO BRASIL TIVERAM A OPORTUNIDADE DE GOVERNAR.


APARENTEMENTE OPOSTOS IDEOLOGICAMENTE, ESTÃO UNIDOS PELA CORRUPÇÃO E O ASSALTO AO ERÁRIO PÚBLICO. 

VERGONHA!!!

domingo, 21 de maio de 2017

BANDEIRAS RASGADAS

BANDEIRAS RASGADAS

ACABEMOS COM A DEMAGOGIA DAS BANDEIRAS IDEOLÓGICAS QUE DIVIDEM O PAÍS, E QUE TRIUNFE SOMENTE A BANDEIRA DO BRASIL!

A CORRUPÇÃO IMPREGNADA NAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRATICADA À EXAUSTÃO PELOS GOVERNANTES SÓ PODE SER DESAFIADA PELA DESOBEDIÊNCIA CIVIL.


O POVO BRASILEIRO PRECISA MARCHAR UNIDO CONTRA A QUADRILHA QUE SE APODEROU DO BRASIL, E ESVAZIAR O COFRE DOS ASSALTANTES DO ERÁRIO PÚBLICO.

NÃO PAGAREMOS IMPOSTOS ENQUANTO O "PRESIDENTE" NÃO RENUNCIAR! DESOBEDIÊNCIA CIVIL COMO AÇÃO, NÃO VIOLÊNCIA COMO REAÇÃO.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Poemario por un Sahara Libre: Se reanuda el Juicio #GdeimIzik. Lunes, 8 MAYO

Poemario por un Sahara Libre: Se reanuda el Juicio #GdeimIzik. Lunes, 8 MAYO: Fuente: Equipe Media y Defensores de DDHH Saharauis. Lunes 08/05/2017. Según las primeras noticias que ha publicado esta mañana lunes 8...

domingo, 7 de maio de 2017

SERÃO OS BONS, BONZINHOS???

PRIMEIRA CARTA ABERTA

SERÃO OS BONS, BONZINHOS ???





O título é provocativo e dirigido à noventa por cento do funcionalismo público.

O rádio, a televisão, os jornais, as revistas e a Internet, representam fabuloso arsenal na guerra contra a corrupção instalada desde sempre, infelizmente, no corpo podre do setor público. Por interesse público ou por interesse particular, o fato é que os meios de comunicação têm prestado relevantes serviços para a consolidação da democracia em nosso País.

Ideologias à parte - cortina de fumaça para mascarar um fenomenal e histórico assalto aos cofres públicos - todos se locupletam quando chegam ao poder. Inquilinos temporários não se constrangem de trair antigas convicções, nem de saquear rapidamente o erário. A coisa é tão descarada, que os antigos detentores do poder, quando acusados de atos lesivos ao patrimônio público, em vez de negarem, apontam para o ocupante de plantão e respondem aos jornalistas que eles também roubam. Imaginem tal confissão feita por um cidadão comum.

As ideologias de frente para o cofre assumem o brilho dourado das moedas e rasgam as bandeiras.

Que temos um Legislativo ocupado por representantes que são produto de um processo viciado, já sabemos. Portanto, como laranjeira não dá pêssego, o resultado é previsível e catastrófico. E seus presidentes, escolhidos a dedo pelo executivo, disputam o voto de seus pares com promessa de benesses futuras. Resultado: os últimos ocupantes foram obrigados, pela pressão da sociedade, a trocar a confortável cadeira pelas algemas ou pela renúncia. Que vergonha. Obviamente que renunciaram.

No Executivo, temos gestores escolhendo seus secretários e ministros de acordo com a conveniência política, raramente pela competência ou especialidade. Tanto é assim, que os jornais já consagraram a expressão “lotear cargos”, como critério para montagem dos governos. A disputa ocorre pelo montante destinado a este ou aquele ministério/secretaria, jamais pelo interesse social. Educação e cultura, por exemplo, encontram dificuldades de encontrar locatário. Mais, o caixa do governo federal – 34% do PIB em 2006 – e o comando das empresas estatais, leiam-se receitas, transformam o dono da chave e da caneta, no maior aprovador de projetos de todos os tempos. 

 E o Judiciário, outrora encastelado, esconde nas suas entranhas carcomidas e linguagem bordada, os avalistas desta estrutura corrompida conforme noticiado diariamente. O episódio onde o CNJ atacou o nepotismo é simbólico. Representantes de todas as categorias representativas do judiciário, lutaram com unhas e dentes para manter as vantagens espúrias obtidas ao longo dos anos, em total desdém pelo povo brasileiro. Como poderá um desembargador julgar causas de relevante interesse pessoal ou patrimonial, se não consegue abrir mão de ganhos flagrantemente ilegais e imorais??? Terá isenção??? Resistirá à força do poder econômico??? Para nossa surpresa, andou bem o CNJ.

Como visto, até aqui, nenhuma novidade, somente constatações. Poderia se dizer divagações, pois sem nenhuma conseqüência.

Pois bem, apesar do aparente pessimismo demonstrado na introdução, toda vez que alguém acusa qualquer área do setor público, logo aparecem os bombeiros informando que o percentual de pessoas que comprometem toda a categoria não ultrapassam 10%. Ora 10%, curiosamente, é o percentual que ficou consagrado como propina em nosso País, mas, nós vamos partir deste número para propor uma reflexão:

Como é que pode 90% das pessoas que habitam o universo do setor público, se submeterem aos 10%, permitindo que este pequeno contingente de corruptos tornem o nosso País líder nas pesquisas mundiais de corrupção???

No Executivo a corrupção vergonhosa começa na origem. Ora, o critério de escolha dos ministros é o de garantir maioria parlamentar e, para isto, a moeda de troca usada é atender as demandas partidárias dos futuros aliados.

Costumeiramente, a oferta aceita tem sido sempre a dos ministérios com orçamentos polpudos. No comando destes ministérios e dos administrados pelo inquilino de plantão, os projetos anunciados, sempre com grande alarde, servem para drenar e sugar as verbas públicas para quadrilhas que dominam o fornecimento de produtos para o Estado ou prestam algum tipo de serviço. Na maioria das vezes, nem produto nem serviço, somente uma nota fiscal fria para garantir o recebimento do dinheiro sujo.    

Como é que pode alguém ser detentor de cargo eletivo por diversas legislaturas e, tendo uma vida pública sem mácula conhecida, a tudo assistir e mesmo assim se manter impávido e sereno frente ao caos???

Como pode o Judiciário construir um suntuoso palácio em Brasília, e ao final ser constatado o superfaturamento da obra, nas nossas barbas??? O Judiciário também é incapaz de controlar o destino das verbas do seu orçamento???


Como podem as licitações públicas serem fraudadas em todas as áreas dos três poderes, ano após ano, sem que ninguém se posicione??? O modus operandi dos fraudadores das licitações são conhecidos, eis alguns:

Criação de várias empresas para justificar a existência de concorrentes, amostra diferente do produto que realmente será entregue, pagamentos dobrados, acordo entre fornecedores visando obter preços absurdos, aditamentos de contratos, propina para os compradores, propina para quem libera o pagamento, propina para quem recebe o produto...

Será que ninguém percebe??? Onde estão as pessoas de bem??? Onde estão os 90%???

A corrupção não tem cara e não tem nome, mas para identificá-la basta sentir o cheiro de podre, seguir o rastro de sangue e contar o número de vítimas que resultam desta prática que está destruindo nosso País. Estes corruptos que, ao espoliarem o erário público, condenam a grande maioria dos brasileiros a miséria física e intelectual, sendo responsáveis por esta brutal desigualdade social num País que tem todas as condições de responder plenamente as demandas de seu povo.


DA REVOLTA DOS BONS

É possível iniciar uma verdadeira revolução neste País, a partir das pessoas realmente sérias que trabalham no setor público. Seriam, segundo cálculos não confirmados, 90%. 

Onde estão os 90% do Judiciário???
Onde estão os 90% do Executivo???
Onde estão os 90% do Legislativo???

Todos nós sabemos a importância de poder olhar no olho das pessoas, de merecer o orgulho que nossos filhos têm de nós e deitar no travesseiro para dormir com a consciência tranqüila. Mais, a certeza do dever cumprido é instigante, é reconfortante.

Lembram quando ainda disputavam vaga e o esforço feito para adentrar ao setor público??? Quantas noites mal dormidas, estudando, deixando de lado os amigos e a família para se preparar para as provas. Pois bem, o povo brasileiro espera que você deposite neste projeto de reconstrução nacional, toda a sua competência, todo seu amor à pátria e toda a sua integridade. 

Temos certeza que, estando tão perto dos acontecimentos, possuem todas as condições - honra, patriotismo, cultura, estabilidade, coragem - para enfrentar e não se curvar a esta corja de malfeitores que se apoderaram do Estado brasileiro. Vamos acordar, vamos a luta, vamos fazer valer a pena ter vivido. Vamos ter orgulho de nossa existência. Vamos fazer a diferença. Digam não as maracutaias, digam não a todo ato lesivo ao patrimônio público. Cumpram com o seu dever e terão o apoio, o respeito e a admiração de todo o povo brasileiro.


DA RENÚNCIA DOS BONZINHOS

  Porém, se você pensa que é um servidor sério, correto, cumpridor de seus deveres, faz tudo certinho e que a omissão é o combustível da sobrevivência, está enganado. É impossivel desconhecer a podridão que hoje o cerca e aprisiona. Estando no olho do furacão, não tem como negar a existência dos fatos que são manchetes todos os dias. Então, sendo bonzinho, está cometendo crime, crime de lesa Pátria. Ser bonzinho é praticar um crime por dia. No mínimo.

Funcionário público bonzinho faça um favor ao País e a você mesmo. Renuncie!!

Peça exoneração!!
Demita-se!!
Vá para casa!!
Não envergonhe seus filhos!!
Pare de trair o seu País!!

Temos um povo que ama a democracia, porém receia grandes mudanças na estrutura que possam desembocar num conflito entre irmãos.

Não é contra os brasileiros de bem que estamos propondo o enfrentamento, nem é contra as pessoas que pensam política diferente de nós, e sim bandidos, criminosos com e sem gravata, que conseguiram institucionalizar o crime neste País, fazendo da impunidade um porto seguro.

Não é mais. A luta começou. Contamos com você FUNCIONÁRIO PÚBLICO.


DA HERANÇA MALDITA

 Recente episódio envolvendo o gerente administrativo da AL do Rio Grande do Sul – 28 anos de casa/salário R$ 17.000,00 – e também o de repercussão nacional envolvendo alta figura do judiciário de São Paulo, lalau, trouxeram conseqüências terríveis para pessoas provavelmente inocentes em relação aos fatos imputados aos referidos senhores.

Quem são??? São os filhos, os netos, as esposas, os pais e todo o grupo familiar.

As imagens exibidas em rede nacional, mostram homens antes bem vestidos e de apresentação impecável, tentando, em vão, provar que são loucos. Apresentam-se agora com roupa desalhinhada, barba por fazer e olhar senil. O objetivo é mudar o endereço onde estão presos. Do presídio para o Instituto Psiquiátrico Forense.  Alquebrados e perplexos, sentem dificuldades de aceitar a nova realidade. Os corruptos, até agora impunes, devem se enxergar nestas pessoas. Amanhã serão eles.

Quando um jovem envereda pelo mundo do crime - enquanto os sociólogos divergem sobre a conduta ser de origem genética ou conseqüência do determinismo social - a sua família fica preservada. A sociedade entende que o comportamento delituoso não pode ser estendido à família. Portanto, a conduta criminosa fica perfeitamente individualizada, confinada ao indivíduo.

No caso dos 10% de maus servidores públicos, não. Estes malfeitores tem imagem pública invejável, formada por respeitável patrimônio pessoal e material (fruto do roubo) e, mais do que isto, cultivam por muitos anos a fama de pessoas íntegras, sérias, corretas, cumpridoras do seu dever, competentes e bem sucedidas. O seu poder é reconhecido. São temidos.

Quando a casa cai, a sociedade não perdoa o grupo familiar que sofre a contaminação da conduta de seu líder, sendo vítimas de retaliação, repúdio e discriminação de toda ordem. Seu sobrenome, antes motivo de orgulho, passa a ser sinônimo de falcatruas e deboche por gerações. O exílio voluntário não resolve para quem tem vergonha na cara, principalmente inocente.

Esta abordagem se faz necessária, pois queremos trazer para a luta os familiares dos funcionários e dos homens que ocupam cargos públicos – transitórios ou permanentes – para que patrulhem a conduta destes, para que não tenham que sofrer depois. Acompanhem se a evolução patrimonial é compatível com o salário. Não fechem os olhos. Não se omitam. O preço a pagar é muito alto. 

Nós respeitamos e admiramos tanto as pessoas que se colocam à disposição para servir com honra e responsabilidade o Estado, que temos uma proposta inovadora para quem macular a conduta destes brasileiros formidáveis:

Pena máxima para ocupantes permanentes ou eventuais (eleitos/concursados/indicados/terceirizados) de cargos públicos, condenados por concussão, peculato, prevaricação, corrupção ou qualquer ação/omissão lesiva aos cofres públicos.

 1. CONSTITUINTE PURA JÁ

2. ELEIÇÕES GERAIS

Fonte: Manifestação exarada pelo signatário em 31/08/2007.


domingo, 19 de março de 2017

Poemario por un Sahara Libre: Presentación de la tesis doctoral “Los procesos de...

Poemario por un Sahara Libre: Presentación de la tesis doctoral “Los procesos de...: (Fotos: Juanjo Miera) El pasado lunes 13 de marzo de 2017 se defendió en la Universidad de Deusto la tesis doctoral “Los procesos de ...

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Poemario por un Sahara Libre: Contra la provocación, ¡resistencia! Impresionante...: Fuente: Equipe Media, 15 de marzo de 2017 (3ª jornada juicio Gdeim Izik) Desde las inmediaciones del tribunal de Salé (Rabat-Marrueco...

domingo, 12 de março de 2017

NOTA DE APOIO

NOTA DE APOIO: Em alusão às recentes notícias veiculadas pela imprensa uruguaia e brasileira, referentes às lamentáveis ameaças

quarta-feira, 8 de março de 2017

A SERVIDÃO MODERNA (2009) - video completo (Leg. Pt).avi



"É O MEDO QUE NOS FEZ ESCRAVOS E QUE NOS MANTÊM NESTA CONDIÇÃO"

"DISPOMOS DE FORÇA NUMÉRICA FRENTE A ESTA MINORIA QUE GOVERNA. A FORÇA DELES NÃO SAI DE SEUS POLICIAIS, MAS DO NOSSO CONSENTIMENTO"

A Servidão Moderna

domingo, 5 de março de 2017

El Confidencial Saharaui: URGENTE | La policía marroquí continúa reprimiendo...

El Confidencial Saharaui: URGENTE | La policía marroquí continúa reprimiendo...: El Aaiún, 05/03/2017 - El Confidencial Saharaui. Sáhara Occidental.  Las protestas estallaron anoche en los barrios de Maatalla, Batima...

BARBÁRIE AUTORIZADA PELA UNIÃO EUROPEIA, SUPERVISIONADA PELAS NAÇÕES UNIDAS E PRATICADA PELO GENOCIDA MOHAMED VI, rei do marrocos.



segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

El Confidencial Saharaui: Nueva victoria para el pueblo saharaui en la Unión...

El Confidencial Saharaui: Nueva victoria para el pueblo saharaui en la Unión...: Adis Abeba, 30/01/2017 - El Confidencial Saharaui. Etiopía. Presidentes y jefes de estados de la UA/28 sesión ordinaria. El rey...

domingo, 8 de janeiro de 2017

O BRASIL QUE DÁ CERTO CAMINHA EM SILÊNCIO...

O BRASIL QUE DÁ CERTO CAMINHA EM SILÊNCIO...


Globo Rural deste domingo revela iniciativa do escritor Raduan Nassar - Prêmio Camões de 2016 - que doou sua Fazenda para a construção de uma Universidade Federal, voltada para a formação de profissionais dedicados a produção agrícola e preservação do meio ambiente. IMPERDÍVEL!! reportagem apresentada após os 23 minutos. 

Matéria deveria ser apresentada pela Globo em horário nobre, normalmente utilizado para oferecimento de lixo para a população brasileira. 

O exemplo, transformado em legado, do cidadão Ruadan Nassar desafia nossa capacidade de mudar os destinos do país, expõe a classe política - chafurdando na lama da corrupção - provocando um sentimento de incompetência e omissão.

Fonte: https://globoplay.globo.com/v/5563640/?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar

sábado, 31 de dezembro de 2016

RÚSSIA X USA: BRIGA DE QUADRILHAS.

RÚSSIA X USA

BRIGA DE QUADRILHAS

POLARIZAÇÃO QUE GARANTE HEGEMONIA CRIMINOSA E IMPUNIDADE.

SOMOS SENHORES DO NOSSO DESTINO, NÃO ESCRAVOS!!






sábado, 15 de outubro de 2016

PARTILHA DA ÁFRICA - CONFERÊNCIA DE BERLIM - 1884/1885


PARTILHA DA ÁFRICA

CONFERÊNCIA DE BERLIM - 1884/1885

A partir deste evento - globalização da violação dos direitos humanos - os nativos não seriam mais arrancados de seu habitat para serem explorados em terras alhures. A espoliação dos recursos naturais pelos europeus dependia da mão de obra local, e o homem africano passaria a ser esfolado em sua própria terra. 
                     
Assim, o que se verificou de fato foi a sujeição dos povos nativos a ganância européia, que se apropriou dos territórios e impôs aos nativos sua cultura, sua língua, sua religião e seu poderio econômico, espoliando à exaustão os recursos naturais abundantes na região, sacrificando a cultura, a liberdade e a vida do povo africano.

DA LIBERDADE AO CATIVEIRO 




PRISIONEIROS SAHARAUIS EM SUA PRÓPRIA TERRA - EL AAIÚN


Carcel Negra


ACAMPAMENTO DE REFUGIADOS SAHARAUIS EM TINDOUF - ARGÉLIA




PÁTRIA SAHARAUI




MAPA DA ÁFRICA - 2013




MAPA DA ÁFRICA - 1914




PARTILHA DA ÁFRICA - 1884/1885 - CONFERÊNCIA DE BERLIM




MAPA DA ÁFRICA ANTES DA PARTILHA




domingo, 25 de setembro de 2016

UNIÃO EUROPEIA: HIPOCRISIA SEM FIM

UNIÃO EUROPEIA: HIPOCRISIA SEM FIM

A UNIÃO EUROPEIA GRITA CONTRA A INVASÃO DOS REFUGIADOS QUE DESESPERADOS APORTAM EM SUAS TERRAS, E SILENCIA SOBRE O GENOCÍDIO DO POVO SAHARAUI QUE LUTA PARA VIVER EM SUA PRÓPRIA TERRA. VERGONHA!


UNIÃO EUROPEIA: INVASÃO DOS REFUGIADOS É O CUSTO DA HIPOCRISIA SEM FIM.

VERGONHA!! 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

LANCEIROS NEGROS

LANCEIROS NEGROS
Plantaram com sangue as sementes da paz...

Neste VINTE DE SETEMBRO... justo conhecer, reconhecer e homenagear os "LANCEIROS NEGROS" que com bravura e destemor compartilharam o ideal Farroupilha - IGUALDADE E LIBERDADE - destacando-se nas frentes de batalhas, obstinados pela realização do seu sonho de liberdade.

Leais e comprometidos com os ideais libertários, não desconfiavam que o “Acordo de Paz" selado seria escrito com o sangue dos GUERREIROS NEGROS.

Rompendo a blindagem histórica imposta, exsurge altiva, tenaz, imaculada e inquestionável a figura do Afro-descendente na formação da cultura, tradição, personalidade e sangue do homem Pampeano.

NOSSO RECONHECIMENTO, RESPEITO E ADMIRAÇÃO.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

SAHARAUIS: Tribunal exclui Sahara Ocidental de acordos de comércio entre UE e Marrocos

Tribunal exclui Sahara Ocidental de acordos de comércio entre UE e Marrocos

Tribunal de Justiça da União Europeia decidiu que não se aplicam ao Sahara Ocidental os acordos de liberalização estabelecidos entre a UE e Marrocos.

O Sahara Ocidental não é o deserto de Marrocos. Por Né Eme.




Foi conhecido a 13 de setembro [1] que o Tribunal de Justiça da União Europeia decidiu que “a Decisão 2012/497/UE do Conselho, de 8 de março de 2012, relativa à celebração do Acordo sob forma de Troca de Cartas entre a União Europeia e o Reino de Marrocos respeitante às medidas de liberalização recíprocas em matéria de produtos agrícolas, de produtos agrícolas transformados, de peixe e de produtos da pesca, à substituição dos Protocolos n.os 1, 2 e 3 e seus anexos e às alterações do Acordo Euro-Mediterrânico que cria uma Associação entre as Comunidades Europeias e os seus Estados-Membros, por um lado, e o Reino de Marrocos, por outro, é anulada na parte em que aprova a aplicação do referido acordo ao Sara Ocidental”. (acórdão do tribunal [2])

Um contundente golpe para a União Europeia, e para farsa jurídica que representam os acordos com Marrocos, que incluem trocas comerciais em grande, parte à custa do espólio, dos recursos naturais do Sahara Ocidental.

O advogado-geral, Melchior Wathelet, conclui que "nem o acordo de associação UE-Marrocos nem o acordo UE-Marrocos relativo à liberalização das trocas comerciais recíprocas de produtos agrícolas e da pesca se aplicam ao Sara Ocidental" e propõe que "por conseguinte, ao Tribunal de Justiça que anule o acórdão do Tribunal Geral que declarou que estes acordos se aplicam ao referido território".

Caem assim por terra os acordos agrícolas e de pesca assinados entre Bruxelas e Rabat, e que abrangem o Sahara Ocidental.

Sublinha, o Dr. Wathelet que a "União e os seus Estados-Membros nunca reconheceram que o Sara Ocidental fazia parte de Marrocos ou que estava sujeito à sua soberania."

Trabalhos de casa mal feitos?

Aquando da decisão (2012/497/UE), o advogado- geral Melchior Wathelet, "em especial, o Tribunal Geral considerou que o Conselho não tinha cumprido a sua obrigação de analisar, antes da celebração deste acordo, se não havia indícios de uma exploração dos recursos naturais do território do Sara Ocidental, sob controlo de Marrocos, susceptível de ser feita em detrimento dos seus habitantes e de prejudicar os direitos fundamentais destes", porque "(...) o Conselho deveria ter tomado em conta a situação dos direitos humanos neste território e o impacto potencial do acordo nessa situação."

Muito embora tenhamos ainda que aguardar dois meses pela decisão final do recurso interposto, as relações entre Marrocos e a UE ficam mais tensas e a R.A.S.D. (Republica Árabe Saharaui Democrática) ganha esta batalha jurídica - "o seu a seu dono".

Apraz-me fazer aqui uma consideração pessoal, mas que considero bastante pertinente.

Obviamente que não sou nenhuma "expert" em matéria de Direito Internacional, contudo nestas conclusões o advogado- geral, refere:

"Com efeito, a Frente Polisario é reconhecida pela comunidade internacional apenas como representante do povo do Sahara Ocidental no processo político destinado a resolver a questão da autodeterminação do povo desse território e não como tendo por missão defender os interesses comerciais deste povo.

Acresce que a Frente Polisario não parece ser um representante exclusivo do povo do Sahara Ocidental nas relações internacionais, uma vez que não está excluído que a Espanha, antiga colonizadora deste território ainda tenha responsabilidades a este respeito".

Na verdade, a Frente Polisario é a única representante legítima do povo do Sahara Ocidental, reconhecida conforme resolução 34/37 das Nações Unidas na questão do Sahara Ocidental (http://www.umdraiga.com/ [3]), povo esse atraiçoado por Espanha que ao não cumprir o seu papel na descolonização, teria sem mais delongas e rapidamente que emendar o seu erro e entregar definitivamente o Sahara Ocidental ao seu povo, expulsando Marrocos.

A Frente Polisario não serve apenas os propósitos dos Saharauis na "busca de uma solução justa e duradoura para a paz na questão do Sahara Ocidental" mas também para atuar em todos os sentidos cenários desde que esses interfiram com os interesses dos Saharauis.

Artigo de Né Eme, para esquerda.net

Ligações:
[1] http://curia.europa.eu/jcms/upload/docs/application/pdf/2016-09/cp160094pt.pdf
[2] http://curia.europa.eu/juris/document/document.jsf?text=&docid=172870&pageIndex=0&doclang=PT&mode=lst&dir=&occ=first&part=1&cid=873667
[3] http://www.umdraiga.com/

Fonte: http://www.esquerda.net/artigo/tribunal-exclui-sahara-ocidental-de-acordos-de-comercio-entre-ue-e-marrocos/44502

domingo, 4 de setembro de 2016

DIREITOS HUMANOS

DIREITOS HUMANOS


Magna Carta - 1215

A evolução histórica do sistema de proteção dos direitos humanos em ordem cronológica - Magna Carta – 1215; Lei de Habeas-Corpus – Inglaterra, 1679; Declaração de Direitos (Bill Of Rights) - Inglaterra – 1689; A Declaração de Independência e a Constituição dos EUA, 1776; A Declaração de Direitos da Revolução Francesa – 1789; A Constituição Francesa de 1848; A Convenção de Genebra de 1864; A Constituição Mexicana de 1917; A Constituição Alemã de 1919; A Convenção de Genebra sobre a Escravatura, 1926; A Convenção Relativa ao Tratamento de Prisioneiros de Guerra, 1929; A Carta das Nações Unidas, 1945; Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948
- revela que, enquanto o homem construiu um artefato nuclear capaz de destruir a humanidade em segundos, a construção dos direitos humanos é obra que atravessa séculos, concretada sobre ideais aprisionados, corpos mutilados e vidas interrompidas, erguida sobre os pilares da liberdade, da igualdade, da fraternidade e da solidariedade, e coberta de sonhos, sonhos sonhados por homens que enxergaram para além do horizonte possível, que acreditaram que a dignidade da pessoa humana é o bem maior, que perseguiram a paz e não hesitaram quando tiveram que pagar o preço com a própria vida.

Carcel Negra - El Aaiún HOJE

Até quando??


sexta-feira, 2 de setembro de 2016

BRASIL: NÃO VIOLÊNCIA E DESOBEDIÊNCIA CIVIL, O ÚNICO CAMINHO.

BRASIL: NÃO VIOLÊNCIA E DESOBEDIÊNCIA CIVIL, O ÚNICO CAMINHO.

O posicionamento esposado nesta expressa indignação se impõe diante da insatisfação social que cresce em nosso país, fruto dos desmandos governamentais, da corrupção institucionalizada e da impunidade garantida. Se a corrupção é um mal congênito que resiste aos tempos, desafiado por vasta e ineficaz previsão legal, criar mecanismos de prevenção, aprimorar a legislação e impedir a perpetuação da impunidade é obra possível e ao alcance de uma sociedade fraterna e igualitária, comprometida com a realização do bem comum.
Pretendo nesse pequeno espaço fazer um diagnóstico do nosso sistema político que se mostra poroso e permeável às criminosas investidas que visam assaltar o erário público, propor alternativas, e demonstrar que é possível transformar o inconformismo passivo que amordaça nossa gente e engessa a indignação, numa vigorosa ação coletiva, pacífica e suprapartidária, reunida em torno de um objetivo único chamado Brasil, ancorada no princípio da não violência e na desobediência civil.
Indignação, atitude e anseio por justiça movem esta ação para promover uma reforma política sem as digitais dos atuais legisladores, sem a mancha do poder econômico e sem o carimbo dos interesses externos, que contemple as reais aspirações do povo, e seja capaz de realizar mudanças que traduzam a vontade popular, fortaleçam o sistema de representação, e assegurem a igualdade, a liberdade e a justiça. 

A sociedade brasileira não suporta mais um poder executivo cuja governabilidade depende do loteamento de cargos, da liberação de emendas espúrias e da compra de votos, onde a gestão se mostra incompetente e cúmplice do assalto ao erário público; um legislativo sem representatividade, desmoralizado pela ação nada republicana de seus caricatos componentes; um poder judiciário parcial e partidarizado no topo das decisões, cuja composição depende dos outros poderes; um tribunal de contas subordinado aos interesses daqueles que deveria fiscalizar, onde os conselheiros que julgam as contas não possuem independência.

De outra banda, nada podemos esperar de bom da bancada oposicionista, sustentada pelos mesmos pilares que mantém e operam um sistema viciado e corrupto. Saciada com os restos de um governo em frangalhos, a oposição assiste o racha do governo de cooptação, cozinha o frango em banho-maria, enquanto opera-se o desgaste total do desafeto político para servir no banquete marcado para noventa dias antes das próximas eleições.

Assim, deverá o povo brasileiro aguardar quatro anos pelos “salvadores da pátria”, que, como os que saem também nada propõem, restando-nos a certeza de que os algozes habituais continuarão espoliando os recursos de nossa nação.

O resultado desta equação é a ausência de políticas públicas sérias, falta de credibilidade das Instituições e um governo sem rumo, enfraquecido, dividido, à deriva, acuado pelas demandas populares, acossado pelos pleitos corporativistas, pressionado pela oposição corrosiva e refém de um congresso venal, fomentando o clima de convulsão que tem levado milhões de pessoas às ruas exigindo mudanças, e a responsabilização penal dos intocáveis.

No Brasil, intocáveis são pessoas que, usando de suas atribuições constitucionais, decidiram se organizar em quadrilhas para drenar recursos do estado, em constante e robusto assalto ao erário público. Estão confortavelmente instalados em todos os poderes, e, com o produto da espoliação e as prerrogativas do cargo, garantem a impunidade ad aetertum e perpetuam-se no poder. Há também os “grandes empresários” em permanente estado parasitário, sugando o caixa do estado à exaustão, e utilizando a verba arrecadada na calada da noite para escaparem impunes.

Na Índia, os intocáveis são párias, fora-de-casta, no sentido hindu do vocábulo, significando que eles não pertencem a qualquer das quatro castas hindus, que são, da superior para a inferior: os brâmanes ou sacerdotes, os xátrias ou governantes e guerreiros, os vaixás ou comerciantes e lavradores e os sudras ou artesões. Abaixo dessas castas, mas muito no fundo, de modo a não poder enquadrar-se nem sequer no último degrau da escala social hindu, é que vem o pária, ou o intocável, que é o hindu de fora da paliçada.

A princípio, o nome parece ser a única semelhança entre os intocáveis, mas não é, senão vejamos:

Até mesmo a sombra de um intocável é considerada impura, em algumas zonas da Índia. Obviamente, portanto, os intocáveis não devem entrar num templo hindu. Habitam os piores setores dos piores cortiços do mundo, e, nas aldeias, vivem nos mais infectos arredores, para onde se drenam os esgotos e as águas servidas; mas o uso do poço lhes é vedado. O poço passaria a ser poluído. (FISCHER, Louis.Gandhi, publicado sob licença pelo Circulo do Livro, pág.160)

Como verificamos, maus brasileiros conseguiram transformar o nome que revela a abominável e institucionalizada prática de descriminação dos seres humanos, em uma casta de privilegiados e criminosos fora do alcance da lei. Assegurada a impunidade, campeia a corrupção e amplia-se o cenário de calamidade pública que inviabiliza a vida de milhões de brasileiros.

O local onde chafurdam é o mesmo destinado aos indianos em situação de vulnerabilidade social. O cenário descrito espelha também a realidade vivenciada por brasileiros em praticamente todas as cidades do país, aqui chamados de companheiros, coxinhas, brasileiros e brasileiras... dependendo do governo de plantão.

O que fazer?

Após a escuridão que durou vinte e um anos, as mobilizações sociais se restringiram aos movimentos organizados por categorias sindicais e aos embates eleitorais polarizados.

Neste período, o Brasil resistiu bravamente às tentativas isoladas de dividir a nação entre ricos e pobres, pretos e brancos, cristãos e não cristãos, norte e sul, esquerda e direita, garantindo o respeito à diversidade e mantendo nossa unidade territorial, social, econômica e política indevassável.

Assim, promulgamos nossa constituição democrática em 1988, considerada uma das mais avançadas do mundo, contemplando os princípios fundamentais, direitos e deveres, a organização do Estado, a organização dos poderes...

É inegável que os ventos democráticos sopraram forte no país continente, rico por natureza e pobre por opção, fortalecendo a cidadania e democratizando as Instituições.

Mas não foi suficiente. Depois de experimentar a governança de todos os matizes sob a égide da Carta Maior, verificamos que a desigualdade social perdura, a economia recrudesce e a política apodrece.

A política apodrece, e a quem diga que é, e sempre será podre. Prefiro ver a política como uma ação que transforma a realidade social para melhor, dependente da participação efetiva do cidadão e que requer eterna vigilância.

O Brasil literalmente não sabe aonde quer chegar. Não temos um projeto de nação de longo prazo, apagamos o incêndio das questões conjunturais e recusamos o enfrentamento das questões estruturais.

Nas últimas eleições, mais uma vez, legitimamos um processo anacrônico que permite a dois ex-presidentes escolherem a dedo seus candidatos à presidência do Brasil, para depois, tal qual um voto de cabresto moderno, sem opção, sufragarmos nas urnas estes nomes em razão de um suposto exercício de cidadania.

Legitimar um processo eleitoral com cartas marcadas é exercício de cidadania?

Esses dois senhores lideram dois partidos políticos (PT e PSDB) que detêm, respectivamente, 1,12% e 0,96% do eleitorado total em suas infladas fileiras partidárias, enquanto o maior partido de aluguel do país (PMDB), que atua como fiel da balança cortejando os dois lados detém míseros 1,66% no seu quadro de filiados, recheado de ausentes.

Assim, ao autorizar tamanha concentração de poder, o sistema atual permite um pequeno grupo se alternar no comando do país, onde os dois primeiros se revezam no executivo e controlam o caixa, enquanto o partido camaleão mantém a presidência das duas casas legislativas, e controla o mercado de trocas em que se transformou o congresso nacional.

O resultado do último pleito presidencial revela uma legião de inconformados, e uma substancial adesão comprometida com o voto útil e o voto de protesto, senão vejamos:

DILMA: 54.501.118 - votos válidos - (51,64%)
AÉCIO: 51.041.155 - votos válidos - (48,36%)
NENHUM DOS DOIS: 37.279.085

Assim distribuídos:

BRANCOS: 1.921.819 votos
NULOS: 5.219.787 votos
ABSTENÇÃO: 30.137.479 votos

Se considerarmos o total dos votos, temos a seguinte participação:

TOTAL: 142.821.358
DILMA: 38,16%
AÉCIO: 35,74%
NENHUM DOS DOIS: 26,10%

Considerando que parcela significativa do eleitorado que votou nos dois candidatos utilizou o voto útil e o voto de protesto por não ter opção, e que, no mínimo 50% dos eleitores da presidente mudariam de voto após as eleições/2014, temos um quadro de instabilidade política grave, exigindo mudanças estruturais que foram postergadas por não interessarem aos detentores do poder.

Assim, urge uma reforma política que acabe com a manipulação do eleitorado brasileiro, mas que não pode ser conduzida pelos atuais legisladores, pois é farinha do mesmo saco.

Como fazer?

Timidamente, sem lhes reduzir a importância, nos últimos anos acompanhamos pequenos grupos se organizarem para protestar contra a corrupção. Reunem-se em torno de um objetivo comum e escolhem um nome: cansei, basta, chega... e na semana seguinte ao protesto amplamente divulgado, não resistem a indiferença da população e ao escracho da mídia.

Mas, quais seriam os motivos pelos quais esses legítimos movimentos não conseguem galvanizar a indignação popular?

Sugerimos nesse espaço algumas possibilidades para reflexão, pois entendemos que estes movimentos avaliam o fracasso dos projetos a partir de premissas equivocadas, a saber:

        Quantidade de pessoas que comparecem ao evento.

A pequena quantidade de pessoas que comparecem aos eventos que lutam contra a corrupção, apesar das boas intenções, no dia seguinte, voltam-se à defesa do status quo assegurado até aqui, descurando do trabalho árduo e monumental que será a guerra para reformar este país.

Os bem intencionados comparecem ao evento como se fossem ao parque de diversão. São os críticos de pequenas rodas, muita eloquência e nenhum resultado. A verdadeira reforma não é um evento festivo de final de semana, não pode ser frustrada pela quantidade reduzida de adesões, e será conduzida por pessoas que efetivamente estiverem determinadas a mudarem o Brasil.

        Repercussão na Mídia.

As ações propostas até aqui, aguardam a repercussão na mídia para medir o êxito da empreitada e decidirem se persistem no projeto.

Ledo engano, as avaliações necessariamente passarão pelo filtro dos interesses da imprensa em conformidade com seus patrocinadores e posicionamento político.

Diante da cumplicidade entre a grande imprensa, o governo de plantão e o conservadorismo predatório, o movimento efetivamente transformador não pode pautar suas ações pelo resultado midiático e deve utilizar as mídias alternativas.
 
        Projeção Pessoal.

As lideranças que se apresentaram até aqui buscam projeção pessoal e não lutam efetivamente para mudar o Brasil. As pseudo-lideranças ocupam espaços na mídia durante algum tempo, e, sem registrar nenhuma obra consistente na direção das mudanças, se apresentam como candidatos na próxima eleição.

Quando debocharmos deste candidato caricato na TV, estaremos rindo da nossa própria tragédia e fatalmente decretando nosso destino.

·         Prazo.

Meta de curto prazo é um erro.
A reforma não é uma medida provisória e sim uma medida permanente.

        Desprezo à Participação Popular.

Segmentados e sem representatividade, os movimentos com origem na classe média, seletivamente organizada, não possuem base popular, e por isso estão fadados ao fracasso.

A classe média (a, b, c, d, e) é vítima de um processo que apartou de um lado as classes menos favorecidas, contempladas pelo assistencialismo, e de outro a classe rica que não depende das políticas públicas, e mantém extrema e competente vigilância sobre as iniciativas que visam redistribuir a carga tributária.

Neste cenário, o recheio, pressionado, não é protagonista nem coadjuvante, mas paga a conta. Tanto é que a carga tributária que recai sobre os contribuintes é insuportável para a classe média, desprezível para os ricos e isenta para os menos favorecidos.

O movimento que se propõem mudar para melhor nosso país tem que ter foco, credibilidade e determinação para envolver todo o povo brasileiro, independentemente da sua condição social.

Precisa se afastar do salão oval, do bric da redenção em manhã ensolarada de domingo e percorrer as comunidades carentes, realizar reuniões em ambientes soturnos, confrontar sua pregação com a aridez do mundo real, converter lideranças comunitárias de que é possível viver sem a proteção do traficante, sem trocar o voto no vereador por um prato de comida, e recusar o assistencialismo governamental sem critério que acaba cobrando seu preço da forma mais perversa, ou seja, ausência de políticas públicas sérias na área de saúde, educação, segurança, saneamento básico, cultura e lazer, e tem como consequência a exclusão social, a desigualdade e a falta de oportunidade.

Precisa mobilizar uma classe média com vergonha de exercer plenamente seus direitos políticos recém conquistados, que hesita entre o individualismo e o interesse coletivo, que sofre as consequências e se conforma com a opressão estatal, que, pelo grau de escolaridade e politização, carrega o ônus de ter se transformado numa manada intelectualizada a serviço de um estado perdulário e corrupto, que precisa sair do estado de letargia em que se encontra e lutar pelo bem comum.

Precisa convencer o topo da pirâmide que conquistou seu robusto patrimônio honestamente, de que a luta por um estado verdadeiramente republicano não ameaça seu capital, pelo contrário, depender de quadrilhas encasteladas no poder é que representa um risco para a segurança, a manutenção do status quo, e a estabilidade institucional.

Precisa conectar com um aríete que perpassa todos os segmentos apontando para o futuro, e que precisa estar junto nesta campanha, é o jovem brasileiro.

Frequentando escolas e faculdades, plenamente inteirados das demandas nacionais e mundiais, os jovens possuem destemor, conhecimento e determinação para o embate, anseiam por um país democrático com igualdade de oportunidades, repudiam os feudos políticos e a corrupção que condena milhões de pessoas à miséria física e intelectual, numa nação que tem condições de atender plenamente as demandas de seu povo.

Como Fazer a Mudança Sem Violência?

Temos a excepcional oportunidade de recorrer ao passado para buscar conhecimento, experiência e decidir como faremos a reforma.

Os movimentos que ocorreram no Brasil em abril, mobilizando milhões de pessoas, demonstraram que é possível protestar e pedir mudanças, sem recorrer à violência e sem destruição do patrimônio público.

De negativo, no meu sentir: faltou foco, sobraram interesses corporativos, foi partidarizado, sem liderança, e não apresentou propostas.

Já, as mobilizações de junho de 2013, provocadas na esteira de movimentos mundiais, fizeram exsurgir a figura do jovem no campo de luta política e tinham foco bem determinado (aumento das passagens), tinham método (ocupação de espaços públicos), não permitiram a partidarização nem a utilização do bloco de lutas para a reivindicação de interesses corporativos, e mostraram determinação para atingir os objetivos.

De negativo: violência e destruição do patrimônio público (como opção de luta ou praticada por elementos infiltrados); ausência de liderança capaz de assumir a responsabilidade; não consolidação do apoio da população, diante da violência praticada.

A história mundial traz três exemplos de lutas empreendidas com sucesso utilizando o princípio da não violência, e ações articuladas baseadas na desobediência civil, assim:

"Não resistais ao mal" (Mateus 5,39)

Outro dia assisti novamente ao filme sobre a vida e obra de Mohandas Gandhi, o Mahatma, depois de ter lido o livro usado na produção.

Ainda na África do Sul, lutava ele por direitos mínimos, tentando superar o preconceito racial e econômico que pairava sobre aquelas bandas, espoliando os nativos e esfolando de forma desumana a mão de obra importada da Índia.

Quando retornou ao seu país não foi diferente, adicionando a extensa pauta de violações de direitos humanos, a liderança na luta pela independência do seu povo, súdito secular do Império Britânico. Na guaiaca, sob a veste branca e única, duas armas poderosas já experimentadas, a desobediência civil e o princípio da não violência.

O soberbo colonizador não demoraria a se curvar diante de tamanha força moral e invencível determinação.

“A não-violência é o artigo número um de minha fé – e é também o último artigo de meu credo”. Mohandas Gandhi

Anos depois, um jovem americano dobraria a coluna vertebral da máquina mortífera da propaganda norte-americana - discurso pacifista e prática belicista - que, ainda na segunda metade do século XX, segregava os afrodescendentes, tirava-lhes o couro e derramava seu sangue no solo “mais” democrático do mundo
.
Martin Luther King, do púlpito, sacou do coldre as armas empregadas com sucesso por Gandhi, a desobediência civil e o princípio da não violência.

"O que mais me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons"  Martin Luther King, JR

Recentemente, Nelson Mandela, o notável estadista sul africano, serenamente subiu aos céus com o símbolo da paz esculpido em sua face. Mandela venceu todas as barreiras impostas pela intolerância, acabou com o apartheid, curvou o agressor sem humilhá-lo, compartilhou os direitos arduamente conquistados e conduziu seu povo para uma convivência harmoniosa, respeitosa e pacífica.

Da cadeia, acorrentado aos grilhões, manejou com sabedoria as mesmas armas de Gandhi e Martin, a desobediência civil e o princípio da não violência.

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião.
Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."  Nelson Mandela

Desafio comum aos extraordinários líderes foram os enfrentamentos em tempo integral, com refinada maestria e determinação, das pequenas grandes violações suportadas por seus povos, como: não poder frequentar as escolas dos brancos, as lancherias, os cinemas, os ônibus, os clubes, os sanitários... não transitar na mesma calçada, não olhar nos seus olhos, não tocá-los...vulnerabilidade social, empregabilidade, desigualdade, insegurança jurídica...ausência de saneamento básico, de serviços médicos, de moradia, de acesso à educação...condições insalubres e carga de trabalho insuportáveis.

Mais, não tinham direito ao voto ou, se tinham, eram impedidos de votar ou assistiam perplexos e impotentes, a violação das urnas e a manipulação dos resultados, perenizando o repertório de violações a que eram submetidos pelo agressor contumaz.

Comungaram também da luta contra o radicalismo dentro da própria trincheira que ansiava pela retaliação armada. A guerra vencida é o resultado de batalhas travadas no seio dos insurgentes em busca da unificação de objetivos e, principalmente, quanto ao método empregado.

“Dividir para vencer” é o lema consagrado pelo inimigo. Superar esta máxima e fazer prevalecer o princípio da não violência, com ações baseadas na desobediência civil foi, talvez, o maior desafio enfrentado pelos excepcionais comandantes da paz.

Mas, em que se assemelham estes gigantes dotados de ilimitada capacidade de persuasão, de intransponível repúdio ao recurso das armas, de inesgotável espírito de conciliação e invencível determinação para a realização dos seus sonhos?

Levantamos algumas pistas para análise: em comum a fé num ente superior; incondicional adesão ao princípio da não violência como reação; desobediência civil para a ação; integridade, honestidade; caráter; altruísmo; renúncia pessoal; destemor; respeito à diversidade; verdade; justiça; felicidade coletiva; a paz.

Da conduta compartilhada extraímos ainda a receita de êxito vendida a peso de ouro para os administradores modernos: foco; capacidade de reduzir atritos e administrar conflitos; insuperável determinação para realizar os objetivos.

Seriam deuses?

Sabiam que não, seus irmãos especulavam, e os desafetos, na dúvida, tramavam para segregar os homens e devolver os deuses para o céu.

Mesmo assim, há quem busque num pequeno deslize, numa eventual contradição, num erro ou mesmo numa mentira plantada, o motivo para abalar a reputação, macular a trajetória e fulminar o legado do trio que ousou desafiar e vencer os agressores rejeitando a opção pelas armas, adotando o princípio da não violência e praticando ações apoiadas na desobediência civil.

Como dizia minha querida e amada avó, Juliana Hedwig Klein Orsi, “a perfeição nos aproxima do Senhor, a imperfeição nos torna humanos”.

Muito se escreve neste mundo. Há receita para tudo, de como fazer um bolo a como resolver as diferenças à bala. Gandhi, Luther king e Mandela adotaram, confrontaram e comprovaram na prática os ensinamentos contidos na Bíblia e no Livro Sagrado dos Hindus, nas experiências pessoais extraídas dos ensaios de Henry David Thoreau e de Leon Tolstói, o que não reduz seus feitos, pelo contrário, pois, vencer a intolerância com a espada da tolerância, a violência e as armas com o princípio da não violência, o agressor com a desobediência civil e o mal com o bem, só foi possível através da entrega desmesurada e incondicional desses homens em prol da humanidade.

Discurso e conduta experimentados no limite do impossível a serviço da Paz.
O legado inspirado na obra de Thoreau (A Desobediência Civil), de Tolstói (O Reino de Deus está em Vós), na Bíblia (Sermão da Montanha), e no Livro Sagrado dos Hindus (Bhagavad-Gita), se mostra irretocável, encontrou três executores à altura do desafio, com força propulsora própria, fé inabalável, destemidos e de caráter inquebrantável, que não hesitaram em perder a liberdade e enfrentar a morte em defesa da vida.
Nossos ícones foram ainda mais longe na luta pela paz. Princípio da não violência e ações articuladas de desobediência civil é meio, e não fim.
Meios que visam acabar com a agressão e não com os agressores, morrer, mas não matar pela causa, compartilhar ganhos sem humilhar os adversários visando a sincera e harmoniosa reconciliação nacional.
O objetivo último é inegociável e absoluto, o respeito à vida, a convivência fraterna, respeitosa e pacífica entre os seres humanos, num ambiente de liberdade, igualdade e paz.
Resumindo: definir o objetivo, adotar a desobediência civil em confrontos com o governo - se houver resistência para as mudanças - reagir seguindo o princípio da não violência, respeitar o adversário, preservar a vida e buscar a paz.
No meu entendimento esse é o caminho que devemos trilhar com seriedade e determinação, pois possuímos condições extremamente favoráveis para adoção desse meio de luta, diante do temperamento do nosso povo e da experiência exitosa de Gandhi, Luther king e Mandela, que haverão de nos guiar e iluminar.
“Se ninguém responde ao teu chamado, caminha sozinho, caminha sozinho”. Canção preferida do indiano Rabindranath Tagore, amigo de Gandhi, prêmio Nobel de literatura em 1913.