República Árabe Saharaui Democrática


O POVO QUE O MUNDO ESQUECEU


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Bem-vindos ao blog phoenixsaharaui.blogspot.com.br


A criação deste espaço democrático visa: divulgar a causa Saharaui, buscar o reconhecimento pelo Brasil da República Árabe Saharaui Democrática e pressionar a União Européia, especialmente a Espanha, a França e Portugal, mais os EUA, países diretamente beneficiados pela espoliação dos recursos naturais do povo Saharaui, para retirarem o apoio criminoso aos interesses de Mohammed VI, Rei do Marrocos, e com isto permitir que a ONU prossiga no já tardio processo de descolonização da Pátria Saharaui, última colônia na África.


Membro fundador da União Africana, a RASD é reconhecida por mais de 82 nações, sendo 27 latino-americanas.


Nas páginas que seguem, você encontrará notícias do front, artigos de opinião, relato de fatos históricos, biografias de homens do porte de Rosseau, Thoreau, Tolstoy, Emersom, Stuart Mill e outros que tiveram suas obras imortalizadas - enxergaram muito além do seu tempo - principalmente em defesa da Liberdade.


"Liberté, Égalité, Fraternité", a frase que embalou tantos sonhos em busca da Liberdade, é letra morta na terra mãe.


A valente e obstinada resistência do povo Saharaui, com certeza encontraria em Jean Molin - Herói da resistência francesa - um soldado pronto para lutar contra a opressão e, em busca da Liberdade, morrer por sua Pátria.


A Literatura, a Música, a Pintura e o Teatro Saharaui estarão presentes diariamente nestas páginas, pois retratam fielmente o dia-a-dia deste povo, que a despeito de todas as adversidades, em meio a luta, manteve vivas suas tradições.


Diante do exposto, rogamos que o nosso presidente se afaste da posição de neutralidade, mas que na verdade favorece os interesses das grandes potências, e, em respeito a autodeterminação dos povos estampada como preceito constitucional, reconheça, ainda em seu governo, a República Árabe Saharaui Democrática - RASD.


Este que vos fala não tem nenhum compromisso com o erro.


Se você constatar alguma imprecisão de datas, locais, fatos, nomes ou grafia, gentileza comunicar para imediata correção.


Contamos com você!


Marco Erlandi Orsi Sanches


Porto Alegre, Rio Grande do Sul/Brasil

quinta-feira, 31 de março de 2016

Pela primeira vez um Secretário-Geral da ONU visita Tindouf e pisa solo Saharaui.

Sahara Ocidental: O de Ocupado!
Um acontecimento inédito, pela primeira vez um Secretário-Geral da ONU visita Tindouf e pisa solo Saharaui. Uma visita anunciada, mas também um alvo de controvérsias, por parte do Reino de Marrocos. Por Né Eme
Fotos: UN Photo-Evan Schneider
"Fazer avançar a situação do Sahara Ocidental é muito importante. Espero trazer a minha contribuição para as negociações em curso, visando resolver esta longa disputa e encorajar as negociações para que os refugiados Saharauis, possam voltar com dignidade para as suas casas no Sahara Ocidental".
Palavras ditas pelo Secretário Geral das Nações Unidas em Nouakchott, na Mauritânia, no dia anterior à sua chegada a Tindouf, para visitar os acampamentos de refugiados Saharauis e reunir com membros da Frente Polisario e da Minurso.
Um acontecimento inédito, uma vez que é a primeira vez que um Secretário-Geral da ONU visita Tindouf e pisa solo Saharaui.
Uma visita anunciada, mas também um alvo de controvérsias, por parte do Reino de Marrocos.
O Sr. Ban Ki-moon, fez-se acompanhar pelo seu enviado especial para o Sahara Ocidental, o Sr. Ross, cuja visita aos territórios ocupados, mais concretamente a El Aaiun, a capital do Sahara Ocidental lhe foi "vedada" pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, quando em fevereiro disse: se o Sr. Ross quer visitar ou ter reuniões em Marrocos terá que o fazer em Rabat, pois é Rabat a capital de Marrocos.
Mas a visita do Secretário-Geral das Nações Unidas, tardou 40 duros e longos anos. 40 anos de sangue e muita dor. Foi longa a espera. Uma longa espera, para uma visita tão curta em termos geográficos.
Se bem que visitar os acampamentos e os territórios livres foi um excelente progresso, teria sido muito mais abrangente e elucidativa se, contemplados tivessem sido os territórios ocupados do Sahara Ocidental.
Fotos: UN Photo-Evan Schneider
Nesta viagem pelo Norte de África, onde se junta o hashtag#ShareHumanity e a poucos meses de cessar funções como Secretário-Geral da ONU, o Sr. Ban Ki-Moon sentiu "in loco" a dureza da hamada Argelina e considerou "más" e "tristes" ( palavras do próprio) as condições de vida dos milhares de refugiados Saharauis, a viver nos acampamentos de Tindouf.
"Foi realmente triste ver a situação dos refugiados, em particular dos mais jovens. Pude observar os mais jovens que nasceram no início da ocupação, e que têm agora entre 40 a 41 anos e como tal sãos jovens que apenas conheceram 40 anos de uma vida difícil. A situação do Sahara Ocidental, tem sido esquecida pela comunidade internacional."
Mais tarde em Bin Lehlu, territórios livres do Sahara Ocidental, o Secretário-Geral da ONU conversou com alguns grupos de jovens, com os quais trocou impressões relativamente à situação política, aos seus desejos, aspirações e condições de vida. Foi informado sobre os constantes abusos por parte de Marrocos, e das contínuas perseguições e torturas de que são alvo, os seus amigos nos territórios ocupados. Conversaram sobre o muro da vergonha e a ameaça que representa para o povo Saharaui. Um muro mandado construir por Marrocos, que mede aproximadamente 2.700km, altamente perigoso por estar minado com cerca de 7 milhões de minas antipessoais.
Mais tarde, em reunião com o Sr. Mohamed Abdelaziz, o Sr. Ban Ki-Moon afirmou ser chegada a hora das Nações Unidas honrarem a sua palavra e credibilidade, cumprindo uma promessa com já 25 anos: A realização do Referendo!
Abordaram a questão, da ilegalidade da exploração dos recursos naturais do Sahara Ocidental por parte de Marrocos, para além das flagrantes e contínuas violações dos direitos humanos.
Talvez não tivesse noção o Sr. Ban Ki-Moon, da repercussão que teria perante Rabat, dizer que a presença de Marrocos no Sahara Ocidental é um caso de ocupação. Ou será que foi propositado...
Longe de #PartilharHumanidade, Marrocos contestou a forma como se comportou, quer em atos quer em palavras o Secretário-Geral das Nações Unidas. Num comunicado emitido pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, qualificou as palavras de Ban Ki-Moon de "politicamente inapropriadas". No mesmo comunicado acrescenta ainda que "sentiu uma enorme estupefação com os deslizes verbais, os factos consumados e os gestos injustificados de complacência na sua visita." Diz ter sido um insulto quer ao governo, quer ao povo marroquino, uma vez que o viu afastado na "neutralidade, imparcialidade e objetividade".
Em resposta, a ONU defende a neutralidade do Secretário-Geral na questão do Sahara Ocidental.
Afinal o "Sr. Ban Ki-Moon e a ONU são absolutamente neutrais nesta matéria. Os esforços do Secretário-Geral visam a resolução desta questão e a sua viagem teve como propósito principal chamar à atenção uma vez mais para a necessidade de uma solução para o conflito."
E Marrocos igual a si mesmo, segue com retaliações. Convoca manifestações e fecha a delegação da Minurso de Dakhla, nos territórios ocupados do Sahara Ocidental. Expulsa 84 funcionários da Minurso.
Vai ainda mais longe, enviando tanques de guerra, veículos blindados, armas pesadas e soldados para os territórios ocupados.
Consequentemente a Frente Polisario emite um comunicado onde anuncia, que o chefe do exército de Libertação Saharaui está a levar a cabo medidas no sentido de preparar os soldados para qualquer eventualidade de combate.
Adverte todas as organizações e instituições nacionais, a prepararem-se perante estes atos agressivos e provocadores do inimigo.
Pede ao povo Saharaui para manter a coesão nacional, a firmeza e a vontade de defender a unidade nacional e os direitos dos Saharauis, bem como a dignidade dos mártires.
Finalmente, a Frente Polisario denuncia estes atos, faz uma chamada à Comunidade Internacional, em especial ao Conselho de Segurança da ONU, no sentido de assumir as responsabilidades para resolver esta crise, instaurar a paz e oferecer o Referendo de autodeterminação ao povo Saharaui, conforme o ditado pelo Conselho de Segurança e a Assembleia Geral das Nações Unidas.
Expresso a minha opinião, dizendo que o Secretário-Geral das Nações Unidas, a meu ver deveria ter sido mais célere a resolver a questão dos Saharauis. Afinal num mandato de 9 anos, só se dignou a visitar o Sahara Ocidental a poucos meses de deixar o seu cargo, o que implica deixar a "batata quente" para o seu sucessor, caso não resolva este conflito até Janeiro de 2017. Por outro lado, o Sr. Ban Ki-Moon não foi determinado o suficiente nesta matéria, uma vez que a sua entrada nos territórios ocupados era mais que imperativa.
Se a ONU, na pessoa do seu Secretário-Geral com todos os seus meios, não tem capacidade para entrar num território ilegalmente ocupado, então... confiar em quem?
E termino esta breve consideração muito pessoal, com um pensamento que deixo no ar: A meu ver se os Saharauis já não tinham muitas razões para confiar nas Nações Unidas, agora têm muito menos.
Artigo de Né Eme

Fonte: http://www.esquerda.net/artigo/sahara-ocidental-o-de-ocupado/41957

sábado, 19 de março de 2016

13 presos políticos saharauis em greve de fome há 17 días numa prisão marroquina

13 presos políticos saharauis em greve de fome há 17 días numa prisão marroquina

19.03.2016
 
13 presos políticos saharauis em greve de fome há 17 días numa prisão marroquina. 23988.jpeg
13 prisioneiros políticos saharauis e activistas de direitos humanos, do grupo conhecido por Gdeim Izik, entraram em greve de fome no passado dia 1 de Março, perfazendo hoje 17 dias sem ingerir qualquer alimento. 

Recordamos que o grupo de Gdeim Izik foi detido em 2010 após o brutal desmantelamento do acampamento de protesto pacifico que reuniu dezenas de milhares de saharauis no arredores de El Aaiun, capital dos territórios do Sahara Ocidental, ocupados desde 1975 por Marrocos. 

Até ao momento nenhum membro da administração da prisão ou outro representante das autoridades marroquinas os contactou. 

Segundo comunicado do comité de apoio aos presos políticos, o quadro clinico dos 13 saharauis está a deteriorar-se rapidamente.

Os presos não foram vistos por nenhum médico, a tensão arterial, batimento cardíaco e peso foram registados por um enfermeiro da prisão de Salé, nos arredores de Rabat.

Todos os presos sofrem de perdas de peso, alterações significativas de pressão arterial, ansiedade e dores intensas em vários órgãos. 

Cheikh Banga, de 27 anos, e com uma sentença de 30 anos, tem perdas de sangue na urina.

Ahmed Sbaai, condenado a perpetua, tem problemas cardíacos graves. 

O comité denuncia ainda que o enfermeiro da prisão tentou dar uma injeção a Sidi Abdallah Abhah, que ele recusou. 

Os activistas exigem o cumprimento da lei e consequente libertação imediata uma vez que o julgamento do grupo foi ilegal, tratando-se de civis julgados em tribunal militar, sem apresentação de provas que corroborem as acusações, excepto as confissões falsas obtidas sob tortura, como foi denunciado pelos vários observadores internacionais presentes no julgamento.

Isabel Lourenço

Fonte: http://port.pravda.ru/mundo/19-03-2016/40605-prisao_marroquina-0/

quarta-feira, 9 de março de 2016

Poemario por un Sahara Libre: Marruecos ataca a Ban Ki-moon por hablar del Sáhar...

Poemario por un Sahara Libre: Marruecos ataca a Ban Ki-moon por hablar del Sáhar...: Foto: FAROUK BATICHE AFP Rabat acusa al secretario general de la ONU de “no neutral” tras su visita a los refugiados de Tinduf *Fuent...

terça-feira, 8 de março de 2016

Mujeres saharauis bajo la represion marroqui en el Sahara Occidental

DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES

UM DIA COM AS MULHERES SAHARAUIS EM EL AAIÚN, CAPITAL DO SAHARA OCIDENTAL OCUPADO PELO MARROCOS COM O APOIO CRIMINOSO DA FRANÇA, DOS EUA, DA ESPANHA, DA UNIÃO EUROPEIA E COM O AVAL DAS NAÇÕES UNIDAS.


VERGONHA!!!


"Recuerdo de tres mujeres saharauis" poema de Pedro Lezcano

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

El Sahara, la última colonia - DIEGO CAMACHO

El Sahara, la última colonia.

EL ABANDONO
La salida del Sahara ha sido para España la principal causa de su desprestigio internacional durante el último tercio del siglo XX. Ninguna potencia colonial, después de 1945, ha hecho una dejación similar de su responsabilidad, hacia la población colonizada como nuestro país hacia los saharauis, que un día incluso tuvieron nuestra nacionalidad y su territorio fue declarado provincia española. Pasados más de 35 años del abandono, los nómadas no han logrado todavía culminar el proceso de autodeterminación, al que según las leyes internacionales tienen derecho.
Hassan II aprovecha muy bien, en los últimos días de la vida del general Franco, la debilidad que presenta el Estado español sobre todo causada por la inseguridad de su clase política a la hora de asumir el poder y las responsabilidades del Estado. Para los pertenecientes al régimen que acaba conservarlo sin perder la legitimidad y para los que llegan alcanzarlo sin provocar una ruptura social. La clase política española está con la mirada puesta en la sucesión de la Jefatura del Estado y en los problemas que plantea la articulación de un nuevo régimen político. La guerra fría, el Magreb y la suerte de los habitantes del Sahara no están entre sus preocupaciones más acuciantes. Sin embargo para los EEUU el Sahara va a constituir una pieza esencial para lograr la estabilidad regional, pero sobre todo para el control sin sobresaltos del Mediterráneo.
El análisis geoestratégico que realizan desde el Departamento de Estado y desde la CIA, Henry Kissinger y Vernon Walters, son coincidentes y muy favorables para Marruecos en sus intereses regionales a corto y medio plazo. España ocupada en otros asuntos de carácter interno no va a dar al asunto la importancia que tiene y tampoco va a ser consciente del desgaste internacional que le va a suponer, al no encontrarse una salida válida que sea capaz de conciliar la legalidad internacional con los intereses que en ese momento apoya la Casa Blanca.
Los elementos que manejan los analistas norteamericanos, para recomendar una línea de acción, son de una gran complejidad política por el riesgo que implica la situación regional existente, así como para poder defender a su principal objetivo en el sur de Europa y que no es otro que el Estado de Israel. Son los siguientes:
1º. Los acontecimientos políticos ocurridos en Portugal, a consecuencia de la revolución de los claveles, abren un interrogante sobre su papel en la OTAN. Es decir si la apertura a la libertad va a significar sólo eso o si, por el contrario, va a significar algo más como sería en la hipótesis más peligrosa un acercamiento a la URSS. En este último supuesto, la operatividad futura de la base de las Azores estaría en peligro y en consecuencia el control en profundidad sobre el estrecho de Gibraltar.
2º. La incertidumbre originada en España, por la enfermedad del general Franco, acentúa el riesgo de inestabilidad al norte del estrecho por el cambio incierto de un régimen político que llevaba casi cuarenta años en el poder. El sucesor a la Jefatura del Estado, el príncipe Juan Carlos, es aceptado con muchas reticencias por las principales familias del régimen franquista; es rechazado de entrada por la izquierda que le apoda “el breve” por su falta de legitimidad democrática, al haber sido designado a dedo por el dictador; y tampoco es aceptado por su padre don Juan legítimo depositario de la legitimidad dinástica de la Casa de Borbón.
3º. La tradicional aspiración de Argelia, firme aliada de la URSS, de alcanzar la costa atlántica para conseguir la hegemonía en el Magreb, se vería facilitada con la creación de un nuevo país, entre Marruecos y Mauritania, que por ser dependiente políticamente de Argel le abriría el deseado pasillo hacia el océano Atlántico.
4º. La riqueza en fosfatos y petróleo que posee el Sahara. Marruecos y los EEUU. Son los mayores productores mundiales del primero y desde el ácido fosfórico puede obtenerse uranio. Permitir el acceso a estas reservas estratégicas a Argelia suponía facilitar una mayor penetración de la URSS en África.
5º. La debilidad política por la que atraviesa Marruecos. En 1971 tiene lugar un levantamiento militar con el asalto al palacio de Skirat y que se saldó con más de 100 muertos, su mayor parte diplomáticos y miembros de la Corte, y en 1973 el ministro del Interior, general Ufkir, encabezó otra intentona para acabar con la vida del rey durante su viaje de regreso desde París. Cualquier acontecimiento que tuviera lugar en la región y fuera desfavorable para Marruecos, en el equilibrio que Rabat mantenía con Argel por la hegemonía en el Magreb, podía tener una repercusión política negativa para la estabilidad del trono y para los intereses norteamericanos y franceses.
Todos estos factores van a converger en la necesidad estratégica de asegurar la estabilidad en el Mediterráneo occidental, que permita la libertad de movimientos de la VI Flota, pieza esencial para el mantenimiento de los intereses de EEUU en Oriente Próximo. Para lo cual se valoran los riesgos que supondría, por un lado la inestabilidad política existente en España y Portugal y, por otro un eventual reforzamiento de Argelia en detrimento de Marruecos. Para Kissinger la hipótesis más peligrosa era que la inestabilidad de la península Ibérica terminara por materializarse y que simultáneamente un reforzamiento de Argel desequilibrara el trono alauí y la correlación de fuerzas existente en el Magreb, que permitiera la expansión soviética en la zona. La decisión norteamericana estaba sustentada en unos criterios objetivos y en un pragmatismo político y donde, como es evidente, prevalecían sus intereses de control militar por encima de cualquier consideración de derecho internacional.
Con arreglo a la anterior valoración, la línea de acción que el Secretario de Estado le propone al Presidente Ford es la de reforzar a Marruecos militar y económicamente, con la colaboración de Francia, para asegurar así su estabilidad política interna y a partir de la cual pueda ejercerse el control absoluto de la costa atlántica y del norte de África, por si la hipótesis más peligrosa de todas las contempladas tuviera lugar. A partir de ese momento, la “marcha verde” ya sólo será un problema logístico pues la decisión de realizarla ya había sido tomada como la mejor manera de materializar la línea de acción adoptada. La organizaran agentes de la CIA con dinero kuwaití, una vez que se consigue que el gobierno español no plantee problemas. Es interesante señalar que Kissinger al ser preguntado por su Presidente sobre el contenido del dictamen del TIJ, le dice que ha sido favorable a Marruecos lo que era una falsedad, con arreglo a las dos cuestiones de fondo que le habían sido planteadas al Tribunal por la asamblea General, de esa manera el Secretario de Estado soslayaba el obstáculo que podían representar las reservas morales y mentales de un Presidente que había tenido que sustituir a Nixon por el escándalo del Watergate y cuya inseguridad personal era el rasgo más predominante de su carácter en aquellos momentos.
El mayor obstáculo español lo constituye Franco que no es por principio favorable a permitir presiones o chantajes del vecino del sur. Cuando es informado por Arias, en uno de sus momentos de lucidez durante su internamiento en el hospital Gregorio Marañón en 1974, llega a ordenar la declaración de guerra a Marruecos. A los pocos minutos vuelve a entrar en crisis y, Arias con la colaboración de Carro y Solís incumplen la orden del general y se aprestan a seguir las instrucciones del “amigo americano” para abandonar el Sahara. Previamente, el ministro de Asuntos Exteriores Cortina Mauri partidario de resistir la presión marroquí fue apartado de su responsabilidad, en lo concerniente a este asunto, que asumió el ministro del Trabajo Solís Ruiz quien además de su cargo ministerial llevaba la representación de los intereses económicos del rey de Marruecos en España.
La mayor ignominia de la política exterior española desde las abdicaciones de Bayona, por Fernando VII y Carlos IV a favor de Napoleón, tuvo lugar en el palacio de Marrakech. Por parte española el ministro de la Presidencia Carro, por Marruecos Hassan II. Este último sólo consentiría en parar la “marcha verde” cuando el ministro español accediera a solicitárselo por una carta ¡cuyo texto sería dictado por el propio sultán!
El Príncipe Juan Carlos, como Jefe del Estado interino, tampoco hace un papel airoso durante estos días. Se empeña en realizar un viaje relámpago al Aaiún, donde convence con facilidad a los mandos militares de la firmeza del gobierno y de la necesidad de mantenerse firmes. Mientras negociaba con Hassan II, utilizando los buenos oficios de Vernon Walters, la retirada de las tropas españolas y la anexión de la antigua provincia española al reino alauí. Lo cierto es que aprovechando su ascendiente sobre los militares el príncipe les hace creer que aquello que ellos desean es también lo que quiere el gobierno, ocultándoles la realidad de los hechos.
La actitud del príncipe está motivada por el marco estratégico descrito, que es la causa determinante, y por la necesidad imperiosa de contar con el apoyo norteamericano y francés para afianzarse en el trono. Para estos dos países la estabilidad de Marruecos no era en 1975 un asunto negociable, por ello si Juan Carlos necesitaba el apoyo internacional para afianzarse en España, no podía seguir otro camino que el que le dictaban desde Washington y París. Es evidente que la solución que favorecía las ambiciones marroquíes iba a suponer una vulneración en toda regla del espíritu y la letra de la Carta de San Francisco que fue el germen del nacimiento de la ONU, al finalizar la segunda guerra mundial. La deuda contraída con los saharauis para afianzar el trono español, supondría que las letras las iría pagando la nación española, a lo largo de los años, en la forma de desprestigio internacional.
Si desde un punto de vista de praxis política puede comprenderse, aunque no se comparta, la traición de 1976. La contumacia de los sucesivos gobiernos españoles al seguir apoyando el expolio del Sahara, la vulneración sistemática de los Derechos Humanos y el incumplimiento de la legalidad internacional, a costa de nuestro prestigio, tiene muy difícil explicación en el 2012, pues ya no pueden argüirse razones geoestratégicas o de afianzar una transición. Sólo cabe una explicación, la de los intereses personales creados durante estos años entre los dos países; el sultán pagando la factura y numerosos españoles recibiendo el pago por trabajar para él. El rey de España que tiene una deuda con el pueblo saharaui, todavía no la ha pagado, es quizás el mayor beneficiario de esta situación y tampoco hoy puede achacarlo a la inestabilidad del trono. España no puede ir bien si su prestigio es inversamente proporcional al beneficio material que obtiene la Corona con respecto a Marruecos, a largo plazo tampoco es una buena señal para la monarquía.
Por los acuerdos de Madrid, España cede la administración del Sahara a Marruecos y Mauritania, con el compromiso de las nuevas potencias ocupantes de organizar un referéndum en el cual los saharauis puedan elegir su destino final. Una vez que nuestro país abandona el territorio, se inicia una guerra de resistencia liderada por el Frente Polisario que impide el control territorial efectivo y el abandono, en 1979, de Mauritania, cuya zona es ocupada por Marruecos. La ONU se dio por enterada de los acuerdos una vez constatado por su Secretario General, Kurt Waldheim, que los EEUU sólo contemplaban la anexión final por Marruecos, pero sin hacer cuestión de los plazos. Aunque nunca reconoció el cambio en la titularidad de la administración del territorio, que sigue recayendo en España.
———————————————————————————————II
continua....
ver texto integral no link:
http://www.elvorticeradio.com/2016/01/31/el-sahara-la-ultima-colonia/#.Vrx-4PkrLIU

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Sahara Ocidental Informação: Sahara Ocidental : O ACNUDH reage por fim ao escân...

Sahara Ocidental Informação: Sahara Ocidental : O ACNUDH reage por fim ao escân...: O príncipe jordano dignou-se finalmente receber uma delegação saharaui após o escândalo relacionado com o funcionário sueco Anders ...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

A SOBERANIA PERMANENTE SOBRE OS RECURSOS NATURAIS DO POVO SAARAUI: AUTODETERMINAÇÃO DOS POVOS

A SOBERANIA PERMANENTE SOBRE OS RECURSOS NATURAIS DO POVO SAARAUI: 



AUTODETERMINAÇÃO DOS POVOS 

LANA PRISCILA DONATTI


Fonte: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/104350/MONOGRAFIA%20REPOSIT%C3%93RIO.pdf?sequence=1&isAllowed=y



Sahara Ocidental Informação: Nova vitória saharaui na Europa: Justiça europeia ...

Sahara Ocidental Informação: Nova vitória saharaui na Europa: Justiça europeia ...: O Sahara Ocidental não faz parte de Marrocos. O Tribunal de Justiça da União Europeia acaba de reconhecer esta obviedade… que mui...

Sahara Ocidental Informação: Holanda: os produtos saharauis não são marroquinos...

Sahara Ocidental Informação: Holanda: os produtos saharauis não são marroquinos...:   “Marrocos não pode reclamar tarifas aduaneiras preferênciais para os produtos agrícolas procedentes do Sahara Ocidental tendo por...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

SAHARAUIS: Primeiro roubaram teu MAR, depois roubaram teu SOLO, agora ameaçam roubar teu SOL...


SAHARA OCIDENTAL



USA - FRANÇA - ESPANHA - UE

POTÊNCIAS OCIDENTAIS DESAFIAM PRINCÍPIOS DEMOCRÁTICOS, VIOLAM DIREITOS HUMANOS, DESPREZAM A SOBERANIA DOS ESTADOS E DEGRADAM O MEIO AMBIENTE APOSTANDO NA IMPUNIDADE AD AETERNUM

Primeiro roubaram teu MAR, depois roubaram teu SOLO, agora ameaçam roubar teu SOL...




NO CAMINHO COM MAIAKÓVSKI

Eduardo Alves da Costa


Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakóvski.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,
aprendi a ter coragem.


Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na Segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.


Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz;
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas amanhã,
diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.

Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó
à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne a aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.

Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas ao tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.


E por temor eu me calo,
por temor aceito a condição
de falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,
esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,

o coração grita - MENTIRA!

Os invasores jamais roubarão a ternura das crianças, o caráter das mulheres, a bravura dos homens, a determinação pela reconquista da terra e o sonho invencível de LIBERDADE do POVO SAHARAUI!

Fonte do poema: http://www.jornaldepoesia.jor.br/autoria1.html#costa

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

OBJETIVO DIGNO E MAIORIDADE PENAL


OBJETIVO DIGNO E MAIORIDADE PENAL





“Ele não é o menino mais perverso de Wise Conty ou de qualquer outro lugar. É um menino perspicaz e inteligente, e tudo de que precisa é de um objetivo digno, para onde dirigir sua mente capaz.”


Uma história real...

“Eu também fui condenado por um falso rótulo de desvalia. Eu tinha, então, nove anos. Minha mãe morrera um ano antes e eu vivia com parentes. Eu era uma criança-problema para eles e para meu pai, e jamais realizaria coisa alguma. A não ser, talvez, o que uma vida de crime pode proporcionar.

Eu me esforçava ao máximo para viver à altura de minha reputação como sucessor de Jesse James. 

Tinha até um revólver de seis tiros que aprendera a manejar como um expert.

Então, uma certa mulher entrou no cenário e mudou minha vida. Foi minha madrasta. Muito antes de sua chegada eu havia sido condicionado totalmente, por meus parentes, para odiá-la. Achei isto muito fácil de fazer. Ela chegou e meu pai a trouxe para nossa casa, onde os parentes se reuniram para conhecê-la.

Meu pai apresentou-a a todos. Afinal, descobriu-me, no canto em que me encontrava, esforçando-me para parecer mau.

E aqui – disse meu pai – está seu enteado, Napoleon, sem dúvida alguma, o menino mais perverso de Wise Conty. Não esperamos nada de bom dele. Eu não me surpreenderia se ele começasse a lhe atirar pedras amanhã de manhã.

Acredito que, naquele momento, minha vida estava prestes a ser decidida. Foi uma mulher sagaz e maravilhosa que pousou a mão sob meu queixo obstinado e ergueu minha cabeça, para que pudesse encontrar meus olhos diretamente com os seus. Ela pronunciou apenas poucas palavras, mas elas me levaram para uma posição inteiramente nova.

Minha madrasta, virando-se para meu pai, disse:

- Está errado sobre o menino. Ele não é o menino mais perverso de Wise Conty ou de qualquer outro lugar. É um menino perspicaz e inteligente, e tudo de que precisa é de um objetivo digno, para onde dirigir sua mente capaz. 

Era a primeira vez na vida que alguém dizia alguma coisa boa sobre mim. Fiquei ereto, projetei o peito e sorri.

Ali, naquele momento, senti que “aquela mulher”, que viera ocupar o lugar de minha mãe – como meus parentes se referiam a ela – era uma dessas pessoas raras que podem ajudar os outros a descobrir o que existe de melhor neles.
Esse foi o fim dos meus dias com o revólver de seis tiros...” 
(HILL, Napoleon, 1883-1970. Paz de Espírito, Riqueza e Felicidade. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Record,1993. Págs. 21/22)

Sobre NAPOLEON HILL

Napoleon Hill, o menino do texto, escreveu vários bestsellers como: A Chave Mestra das Riquezas, O Sucesso Através de Uma Atitude Mental Positiva e Sucesso e Riqueza pela Persuasão,  atuou como Conselheiro de três Presidentes dos Estados Unidos - Willian Howard Taft, Woodrow Wilson e Franklin D. Roosevelt - e tornou-se consultor de grandes empresas norte-americanas em busca do êxito empresarial.


Ainda jovem, Hill, instigado e apoiado por Andrew Carnegie, grande empresário à época, construiu sua obra baseada em entrevistas com os 500 maiores empresários dos EUA - inicio do século XX - onde estes narravam suas experiências, seus êxitos e seus fracassos. Aos oitenta anos de idade, como que sintetizando e coroando sua extensa obra, lançou o livro do qual extraí o texto acima, Paz de Espírito, Riqueza e Felicidade, em mais uma excepcional contribuição para o desenvolvimento do ser humano.

Um cenário real...

No país onde a corrupção campeia e a impunidade impera, temos:

Um sistema prisional falido com déficit de 200.203 vagas;
http://g1.globo.com/brasil/noticia/2014/01/brasil-tem-hoje-deficit-de-200-mil-vagas-no-sistema-prisional.html

Evasão escolar - faixa de idade entre 15 e 18 anos - superior a 50%;

Assassinato de adolescentes no Brasil passou de 3 em 1990, para 24 por dia em 2014;
http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2015-07/mortalidade-de-jovens-e-evasao-escolar-sao-desafios

O alvo principal deste massacre é negro, pobre, não estuda, não trabalha e vive na periferia;

Estudo: O adolescente em conflito com a lei e o debate sobre a redução da maioridade penal;
http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/notatecnica_maioridade_penal

Instituições que são contra a redução:

OAB, AJURIS, Ministério Público, CNBB, Governo Federal, MJDH/RS, IPEA...;

Instituições que são a favor da redução:

Se existe alguma que se manifeste, pois não encontrei nenhuma que se posicione publicamente;

Especialista defende a inconstitucionalidade da redução da maioridade penal e investimento em educação;
https://www.youtube.com/watch?v=i0DPTiX9gDg

Para as "estatísticas" que indicam 80% da população - condicionados pelo bombardeio midiático - apoiando a redução, pergunto:

PENA DE MORTE PARA POLÍTICOS CORRUPTOS, SIM OU NÃO?

A resposta das Instituições seria a mesma, não!

99% da mesma população diria sim!

Quando os argumentos não bastam e a razão e o humanismo sucumbem diante da multidão ensandecida, recorro as palavras de um grande educador:

"A SOCIEDADE QUE NÃO CUIDA E NÃO RESPEITA SEUS JOVENS, NÃO TÊM O DIREITO DE MANDÁ-LOS PARA A PRISÃO!!" 

Pe. Marcos Sandrini, Doutor em Educação, Diretor da Faculdade Dom Bosco de Porto Alegre/RS. Pronunciamento no encerramento da formatura dos cursos de graduação superior da Instituição, 15/08/2015.

SERÁ QUE NOSSA SOCIEDADE TÊM UM OBJETIVO DIGNO PARA OFERECER AOS JOVENS BRASILEIROS?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

SAHARA OCIDENTAL, REFERENDO JÁ!!!

SAHARA OCIDENTAL, REFERENDO JÁ!!!

DISCURSO E CONDUTA NO LIMITE!!!



ASSINA Ban-Ki- monn!!!

sábado, 23 de janeiro de 2016

Sahara Ocidental Informação: A Europa e o Sahara Ocidental

Sahara Ocidental Informação: A Europa e o Sahara Ocidental:   A 24 de maio de 2013 a agência EFE publicou uma notícia emanada de Nouakchott (Mauritânia) segundo a qual militantes jihadistas pro...

MINHA AMADA AVÓ RITA SOBRE ÉTICA...

MINHA AMADA AVÓ RITA SOBRE ÉTICA...

"Se chegares em casa, olhar nos olhos de tua família e justificar uma vitória pessoal ou profissional mentindo, é porque faltaste com a ética."

Mais:

"Se perguntares à alguém se agiste com ética é porque já sabes a resposta e procuras um cúmplice."

Juliana Hedwig Klein Orsi

Poemario por un Sahara Libre: Saharauis licenciados desempleados en huelga de ha...

Poemario por un Sahara Libre: Saharauis licenciados desempleados en huelga de ha...: Fuente: Coordinadora de Saharauis Licenciados Desempleados, 18 de enero, 2016 (Compartido de Por un Sahara Libre) Los 19 saharauis lice...

Poemario por un Sahara Libre: Manifestaciones contra la ocupación marroquí en la...

Poemario por un Sahara Libre: Manifestaciones contra la ocupación marroquí en la...: *Fuente. Radio Maizirat/Territorios ocupados del Sahara Occidental. Traducción y redacción. EIC Poemario Sahara Libre. Fotos: acti...

Poemario por un Sahara Libre: Los jóvenes saharauis desempleados siguen con su p...

Poemario por un Sahara Libre: Los jóvenes saharauis desempleados siguen con su p...: *Fuente: porunsaharalibre.org – 20 deenero, 2016 Cuatro de los saharauis licenciados desempleados que se encuentran en huelga de ...