República Árabe Saharaui Democrática


O POVO QUE O MUNDO ESQUECEU


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Bem-vindos ao blog phoenixsaharaui.blogspot.com.br


A criação deste espaço democrático visa: divulgar a causa Saharaui, buscar o reconhecimento pelo Brasil da República Árabe Saharaui Democrática e pressionar a União Européia, especialmente a Espanha, a França e Portugal, mais os EUA, países diretamente beneficiados pela espoliação dos recursos naturais do povo Saharaui, para retirarem o apoio criminoso aos interesses de Mohammed VI, Rei do Marrocos, e com isto permitir que a ONU prossiga no já tardio processo de descolonização da Pátria Saharaui, última colônia na África.


Membro fundador da União Africana, a RASD é reconhecida por mais de 82 nações, sendo 27 latino-americanas.


Nas páginas que seguem, você encontrará notícias do front, artigos de opinião, relato de fatos históricos, biografias de homens do porte de Rosseau, Thoreau, Tolstoy, Emersom, Stuart Mill e outros que tiveram suas obras imortalizadas - enxergaram muito além do seu tempo - principalmente em defesa da Liberdade.


"Liberté, Égalité, Fraternité", a frase que embalou tantos sonhos em busca da Liberdade, é letra morta na terra mãe.


A valente e obstinada resistência do povo Saharaui, com certeza encontraria em Jean Molin - Herói da resistência francesa - um soldado pronto para lutar contra a opressão e, em busca da Liberdade, morrer por sua Pátria.


A Literatura, a Música, a Pintura e o Teatro Saharaui estarão presentes diariamente nestas páginas, pois retratam fielmente o dia-a-dia deste povo, que a despeito de todas as adversidades, em meio a luta, manteve vivas suas tradições.


Diante do exposto, rogamos que o nosso presidente se afaste da posição de neutralidade, mas que na verdade favorece os interesses das grandes potências, e, em respeito a autodeterminação dos povos estampada como preceito constitucional, reconheça, ainda em seu governo, a República Árabe Saharaui Democrática - RASD.


Este que vos fala não tem nenhum compromisso com o erro.


Se você constatar alguma imprecisão de datas, locais, fatos, nomes ou grafia, gentileza comunicar para imediata correção.


Contamos com você!


Marco Erlandi Orsi Sanches


Porto Alegre, Rio Grande do Sul/Brasil

sábado, 30 de abril de 2011

Portugal apoia a França na ocultação da violação dos Direitos Humanos no Sahara Ocidental


Portugal apoia a França na ocultação da violação dos Direitos Humanos no Sahara Ocidental

em 2011/4/27 0:20:00

As notícias que chegam das discussões sobre a questão do Sahara Ocidental no Conselho de Segurança não são animadoras para quem aspira a ver respeitado o Direito Internacional e a protecção dos povos sujeitos a ocupação e dominação.

O projecto de resolução apresentado pelo chamado «Grupo de Amigos» do Sahara Ocidental criado pelo SG da ONU — EUA, França, Reino Unido, Rússia e Espanha — não só não propõe nenhum mecanismo de protecção e vigilância dos Direitos Humanos no Sahara Ocidental como, pior do que isso, regista com agrado a criação por Marrocos de um conselho de Direitos Humanos com representação estendida ao território do Sahara Ocidental sob ocupação. No fundo, é como que apoiar e rejubilar com o facto do próprio carrasco criar uma pretensa infra-estrutura de controlo sobre os seus próprios actos criminosos. Ser juiz e réu em causa própria.

O projecto de resolução, defendido pela França no seu constante afã de apoio a Marrocos da ocupação da antiga colónia espanhola e de silenciamento da violação dos DDHH no território, conta com o apoio do Gabão, Líbano, EUA e Portugal e a oposição clara da África do Sul, Nigéria e também do Brasil, que solicitaram emendas substanciais ao texto.

Recorde-se que a estratégia de Marrocos — apoiada e instrumentalizada por França —, já não consiste, ao contrário de há um ano atrás, a quando da discussão da resolução no Conselho de Segurança, de negar o problema dos DDH, mas antes subverter o problema ao garantir a honorabilidade das instituições marroquinas no respeito e vigilância dos direitos humanos... para legitimar a sua ocupação.
França, agora com o aparente beneplácito da subserviente diplomacia portuguesa, fala de "esforços sérios e credíveis" de Marrocos em matéria de DDHH, apesar de, há anos a esta parte, as prisões da monarquia alauita se encherem de patriotas saharauis e durante o ano que agora se cumpre se terem registado algumas das mais amplas e violentas campanhas repressivas levadas a cabo por Marrocos no território, de que são exemplo: o brutal desmantelamento do acampamento pacífico de protesto de Gdeim Izik às portas de El Aiun e que congregou mais de 20 mil saharauis; os violentos confrontos e perseguições que se lhe seguiram na capital do Sahara ocupado e noutras cidades do território; a proibição de entrada a jornalistas e observadores internacionais, etc, etc.

A posição da diplomacia portuguesa, ao apoiar a posição da França neste domínio — a confirmar-se —, envergonha a Nação Portuguesa e mancha indelevelmente os princípios de liberdade e respeito pela vontade dos povos que a Revolução do 25 de Abril veio consagrar. Mais: atenta ao Direito Internacional e aos posicionamentos que Portugal assumiu durante o longo processo de descolonização de Timor-Leste.

No momento em que vamos assistindo com denodada esperança ao clamor popular de transformações profundas no Médio Oriente e Norte de África, em que o respeito pelas liberdades democráticas e pelos DDHH estão na primeira linha de reivindicações desses povos, Portugal deve envidar todos os esforços no sentido de que o Conselho de Segurança aprove a inclusão no mandato da MINURSO da responsabilidade de monitorização dos direitos humanos no Sahara Ocidental.

Fonte: Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Sahara Ocidental ■ Departamento de Estado norte-americano confirma violações dos Direitos do Homem por parte de Marrocos


Sahara Ocidental ■ Departamento de Estado norte-americano confirma violações dos Direitos do Homem por parte de Marrocos

em 2011/4/14 0:00:00

O Departamento de Estado norte-americano confirma as violações dos direitos do Homem cometidas por Marrocos no Sahara Ocidental, destacando que o mandato da MINURSO continua a ser privado do mecanismo de monitorização desses direitos.

No seu último relatório mundial (2010) sobre os direitos do homem, divulgado na passada sexta-feira, o Departamento de Estado sublinha que vários relatórios têm denunciado a existência de assassinatos cometidos pelos agentes de segurança marroquinos, bem como detenções arbitrárias e torturas contra os saharauis, que permanecem impunes.

O relatório refere-se longamente ao assalto militar lançado pelas forças marroquinas contra o acampamento saharaui de Gdeim Izik, em Novembro do ano passado, e ao assassinato do jovem saharaui Najem Garhi, de 14 anos, numa barragem de controle de acesso ao acampamento criado pelas forças marroquinas.

Citando os relatórios da Associação Marroquina dos Direitos Humanos (AMDH) e do Human Rights Watch (HRW), o Departamento de Estado refere que as forças marroquinas haviam usado "força excessiva " para desmontar o acampamento e que várias casas saharauis tinham sido atacados em El Aaiun.

O Departamento de Estado acrescenta ainda que as autoridades marroquinas impediram jornalistas marroquinos e internacionais de se deslocar a El Aaiun nos dias anteriores e posteriores ao desmantelamento do acampamento, o que dificultou a obtenção e verificação das informações.

As autoridades marroquinas detiveram mais de 300 civis saharauis após o desmantelamento do campo, muitos dos quais ainda estão detidos, embora nenhuma acusação formal tenha sido feita contra alguns deles.

Além disso, "muitos dos que foram libertados e a maioria das famílias daqueles que ainda se encontram presos relatam que os funcionários de segurança lhes haviam batido e abusado deles, o que foi confirmado também por ONGs internacionais e locais'', sublinha o relatório.

Para o Departamento de Estado, "informações credíveis indicam que as forças de segurança marroquinas haviam usado a tortura, espancamentos e outras formas de maus-tratos contra os presos saharauis”. "As organizações Human Rights Watch, a Amnistia Internacional e ONGs locais continuam a denunciar os abusos, principalmente contra os defensores da independência saharaui", menciona o documento.

O Departamento de Estado assinala que a Amnistia Internacional, a Associação Saharaui das Vítimas de Violações dos Direitos Humanos e outras ONGs nacionais relataram que, ''em muitos casos, os agentes de segurança haviam usado ou ameaçado os detidos de actos imorais.''

Além disso, segundo diversas ONGs internacionais e locais " — adianta o relatório do Departamento de Estado norte-americano —, o número de queixas contra a polícia marroquina por parte de vítimas saharauis de violações dos direitos humanos tem aumentado constantemente."

Os defensores internacionais e locais dos direitos humanos argumentam muitas vezes que os tribunais tinham muitas vezes "se recusado a ordenar exames médicos ou a considerar os resultados dos exames médicos em casos de tortura dos saharauis», assinala o departamento de Estado.

Sobre este ponto, o relatório cita o caso de 52 saharauis presos pelas forças marroquinas na sequência do desmantelamento do acampamento de Gdeim Izik que em vão pediram exames médicos para provar os actos de tortura que lhes tinham sido infligidos pela polícia.

Além disso, estudantes saharauis que organizaram manifestações de protesto em defesa da causa do Sahara Ocidental têm sido presos e maltratados, um dos quais, Mohamed Berkan foi lançado por um janela numa esquadra de polícia antes de ser condenado a um ano de prisão e a uma multa", afirma o relatório.

No decurso de 2010, "informações credíveis indicam que as autoridades marroquinas impediram certos jornalistas de se encontrar com activistas saharauis", acrescenta o relatório.

O Departamento de Estado assinala que em discurso proferido em Novembro passado (2009), "o rei Mohamed VI havia proclamado não tolerar mais as pessoas que expressam opiniões favoráveis à independência do Sahara Ocidental ".

O relatório, refere ainda, que "os indivíduos e os meios de comunicação (marroquinos) recorreram à auto-censura, e desde então não voltou a aparecer nos Media qualquer referência ao apoio à independência ou a um referendo com a independência como uma das soluções."
(SPS)

Fonte: Divulgado pela AAPSO - Associação de Amizade Portugal Sahara Ocidental

sexta-feira, 8 de abril de 2011

UMA LUTA INVISÍVEL


Uma luta invisível

População do país africano sofre, há mais de três décadas, a opressão da ocupação promovida pelo reino de Marrocos, apoiado por potências estrangeiras

25/06/2009

Igor Ojeda

da Redação

Dos povos oprimidos, a população do Saara Ocidental talvez seja a mais esquecida do planeta. Poucos sabem que esse país do noroeste da África está ocupado desde 1882. Primeiro, pela Espanha. E, a partir de 1975, pelo Marrocos, que aproveitou a saída das tropas coloniais para impor seu domínio sobre o território saarauí, rico em fosfato, pesca e petróleo. Desde então, os saarauís, reunidos politicamente e militarmente na Frente Polisario, lutam contra as forças marroquinas – apoiadas atualmente pela França –, pela realização de um referendo sobre sua independência e, até, contra um muro de 2.500 quilômetros de extensão. Leia, a seguir, trechos da entrevista com Emiliano Gómez López, presidente da Associação Uruguaia de Amizade com a República Árabe Saarauí Democrática (RASD), que visitou por diversas vezes a nação africana.

Brasil de Fato – O que é a Frente Polisario?

Emiliano – O Saara Ocidental, era, até 1975, o Saara Espanhol. Aliás, era uma província da Espanha. Em 10 de maio de 1973, depois de um período de idas e vindas dos nacionalistas saarauís, criou-se a Frente Polisario (Frente de Libertação Popular de Saguía el Hamra e Río de Oro, as duas regiões geográficas do país). É uma frente que reúne as vontades políticas de todos os setores independentistas, que tinham abandonado a possibilidade de uma via pacífica de independência e optaram pela luta política revolucionária armada. A primeira ação militar da Frente Polisario foi em 20 de maio de 1973, data que marcou o nascimento do Exército Popular de Libertação, que hoje constitui as Forças Armadas da República. Essa organização político-militar independentista conseguiu, em dois anos e meio, tomar o controle de praticamente todo o território, estabelecer negociações políticas com o governo colonial, e chegar a um acordo de repartir o território. Tudo parecia estar encaminhado à independência, porque a ONU também a estava pedindo, desde 1963, 1964. Mas aconteceu aí uma desgraça: as mudanças políticas na Espanha, devido à morte de Franco [Francisco Franco, ditador entre 1936 e 1975]. Ele estava morrendo, a incerteza política na Espanha era muito grande, não se sabia o que ia acontecer. Muitos pensavam que poderia estourar de novo uma guerra civil, e isso foi aproveitado pelo rei de Marrocos, Hassan II [exerceu o cargo de 1961 a 1999], que montou aquela encenação da chamada Marcha Verde, quando 350 mil marroquinos armados do Corão, dos retratos do rei e das bandeiras norte-americanas, foram em massa, através do deserto, até a fronteira do Saara Espanhol para tomá-lo, para “recuperá-lo” para o reino. O governo franquista tinha assinado um acordo secreto com Marrocos e Mauritânia, para, em troca de alguns privilégios econômicos, transferir a colônia às mãos da monarquia marroquina e da presidência da Mauritânia. Foram os acordos secretos de Madrid, de 14 de novembro de 1975. Nesse momento, as tropas marroquinas já estavam invadindo militarmente o Saara, a Frente Polisario estava combatendo contra os novos ocupantes, e o exército espanhol ia entregando as posições em combate. Essa era a ordem. Que foi uma verdadeira vergonha para a Espanha.

O senhor disse que o Exército de Marrocos estava recuperando o Saara. Antes tinha o controle?

O Marrocos nunca teve nenhuma soberania sobre o Saara Ocidental. Secularmente, as tribos saarauís tinham uma forma de governo federal próprio. Tinham o chamado Conselho dos 40, que se reunia sempre que havia alguma ameaça estrangeira, para regular as relações entre as tribos. Eram os anciãos. Mas, invocando o suposto direito ancestral, o Marrocos convocou o Tribunal de Haia, para que este emitisse um parecer para ver se efetivamente o Marrocos tinha direitos. O Tribunal, depois de três meses, depois de investigar toda a documentação espanhola, argelina, marroquina, chegou à conclusão de que não havia nenhuma ligação de soberania entre o reino de Marrocos e o Saara Ocidental. Nesse mesmo dia, começou a invasão. A política do fato consumado. E desde então, estão lá.

E qual era o interesse do Marrocos em ocupar o Saara Ocidental? Por que ele queria esse território?

Há vários fatores. A monarquia, profundamente corrupta, tinha a oposição de setores nacionalistas progressistas das Forças Armadas marroquinas. Uma das razões para começar a invasão era jogar o exército lá para o meio do deserto. Quanto mais longe do palácio, melhor. Essa foi uma das razões internas. Outra razão era a de tomar o controle das jazidas de fosfato do Saara Ocidental, uma das maiores e mais ricas do mundo. Nem precisa abrir buraco, é só tirar uma camada de areia. As reservas eram calculadas em 10 bilhões de toneladas. Além disso, no mar territorial do Saara Ocidental tem um dos bancos de pesca mais ricos do mundo. Lá, todo ano pescam uns cinco, seis, oito mil navios. E todos eles pagam direitos para pescar aí. Quanto pagam? Não sei. Talvez 30, 40 mil dólares para poder trabalhar aí o ano inteiro, cada navio. Todo esse dinheiro, que recebia a Espanha, agora vai para os bolsos não do Marrocos, mas do rei do Marrocos.

Qual foi a característica da colonização espanhola? Foi igual ao do resto do continente, de exploração de recursos naturais?

Na realidade, desde que a Espanha começou a ocupação do Saara Ocidental, em 1882, nunca fez nada. Aproveitava a costa saarauí para ter bases para os barcos de pesca. Não tinha outra importância, até que descobriram a presença das jazidas de fosfato. Aí, o governo espanhol fez um investimento muito grande. Todo um complexo minerador que implicava extração, transporte e carregamento dos navios. Tudo aquilo começava a dar lucros para o governo da Espanha, porque era uma companhia do Estado espanhol, mas aí começou a invasão marroquina. As instalações foram construídas para extrair até 10 milhões de toneladas por ano. No primeiro ano, o governo espanhol exportou dois milhões, no segundo ano, cinco milhões, e no terceiro, acabou, porque começou a guerra. Portanto, quem está aproveitando agora é o Marrocos. Aproveitando as próprias instalações espanholas. Eles exploram os minérios e os direitos de pesca.

Exportam para quem?

Para muitos países. No Marrocos, também há jazidas. Só que, claro, quando você tem as principais jazidas do mundo, você se converte em monopolista, e pode impor preços no mercado internacional. Isso é o que está fazendo o Marrocos, pois a companhia que explora é do Estado. Na verdade, não é do Estado, é do rei. O rei é o principal acionista da companhia estatal. Estamos falando diretamente da riqueza do rei.

O senhor disse que os soldados que participaram da invasão marroquina vinham também com bandeira estadunidense.

Foi uma coisa muito esquisita. Quem autorizou o começo da operação, da Marcha Verde, foi Henry Kissinger [ex-secretário de Estado dos EUA]. Tudo isso foi feito em cumplicidade com o governo norte-americano.

Desde então a monarquia marroquina já era aliada dos EUA?

Sim. Os EUA têm interesses estratégicos no Marrocos. Porque é a zona de confluência da 6ª Frota, do Mediterrâneo, e da 2ª Frota, do Norte do Atlântico. Portanto, o Marrocos era uma peça importante no esquema de dominação geoestratégica dos EUA. O Marrocos de um lado, o Egito do outro, e a África do Sul lá no sul. Era o Triângulo das Bermudas.

Então a invasão do Saara Ocidental foi de interesse dos EUA.

Foi tudo cozinhado entre a monarquia marroquina, os EUA e a França. Naquele tempo, neste último, já estava o Valéry Giscard d'Estaing, de direita. A França tem também interesses muito fortes na região.

Quais são?

A França é a ex-potência colonial. Marrocos, Tunísia, Argélia, Mali, Senegal. No meio daquele oceano francófono, está o Saara Ocidental hispanófono. A França foi embora, politicamente, mas economicamente, ficou. O domínio continuou. Esses interesses neocoloniais amarravam os interesses da burguesia, do feudalismo marroquino, com os do imperialismo francês. E estava em jogo aquele prestígio da França. “Aqui mando eu”. Por isso que sempre foi o aliado principal do Marrocos. E é até agora. Além disso, havia os interesses econômicos.

Desde 1975, quando começou a invasão marroquina, como evoluiu a resistência saarauí?

A Espanha vai embora numa operação que culmina em 27 de fevereiro de 1976, dia em que sua bandeira é arriada pela última vez. Nesse mesmo dia, no interior do deserto, a Frente Polisario proclama a República Democrática Saarauí [RASD], para que não houvesse nenhum vácuo jurídico que pudesse ser aproveitado pelos novos ocupantes. Imediatamente, essa república jovem, recém-nascida, já é reconhecida por sete países da África. A primeira tarefa da nova república: salvar a vida da população civil, que estava ameaçada de genocídio pelas tropas marroquinas. Entraram matando, acabando com tudo. Bombardeios de napalm, de fósforo branco. Todos aqueles que puderam, fugiram para o interior do deserto, para os acampamentos da Frente Polisario, procurando proteção. E a aviação marroquina os bombardeava. Teve um acampamento desgraçadamente famoso em Um Draiga que foi bombardeado por três dias seguidos. Mataram 2.500 pessoas. Imagina quantos desapareceram. A verdade é que houve um perigo real de extermínio da população. Então a Frente Polisario fazia um combate ferrenho para impedir o avanço das tropas marroquinas. Ao mesmo tempo, evacuava a população civil rumo à Argélia. O presidente argelino, Houari Boumédiène [1965-1978], abriu a fronteira, e aí foi a salvação da população civil. Hoje, os acampamentos estão no mesmo lugar. É o ponto mais extremo do Deserto de Saara. No inverno, atinge a temperatura de quase 0ºC. No verão, ao meio-dia, 60ºC. Você percorre a região inteira de carro e encontra um arbusto, outro a cinco quilômetros, outro a dez quilômetros. Só isso! O resto é areia, pedra, areia, pedra. No meio do nada, eles montaram os acampamentos para sobreviver. Então, o Exército Saarauí, uma vez que culminou a etapa de resgate da população civil, passou a uma fase de ofensiva. E assim foi de 1976 a 1991. Quinze anos depois, a partir das negociações promovidas pelas Nações Unidas e a OUA [Organização da Unidade Africana], chegou-se a assinar o acordo de cessar-fogo. Na guerra, as Forças Armadas Saarauís não puderam expulsar os marroquinos. Mas estes tampouco puderam acabar com os saarauís. Quando as tropas da ONU entraram, tinha, do lado saarauí, 15 mil combatentes. Do lado marroquino, 165 mil homens, armados pelo melhor armamento da África do Sul, França, Espanha e EUA. Em 1980, o exército marroquino ficou quase encurralado pelos ataques do Exército Popular Saarauí. Aí, com a ajuda diplomática, política e financeira dos EUA, e de Israel, construíram os muros fortificados para evitar os ataques do Exército Popular Saarauí. Começaram a construir um muro em torno da região das jazidas. Depois fizeram outros. Hoje tem um muro que vai do norte até o sul, são mais de 2.500 quilômetros. Tem 150 mil soldados permanentemente deslocados ao longo do muro, que está precedido por campos minados, por campos de arames farpados. Eles têm sistemas de radares que detectam os movimentos de uma pessoa a 10 quilômetros de distância. A cada cinco quilômetros, há uma posição de infantaria. A cada dez quilômetros, uma posição de artilharia pesada. Detrás do muro, estão as bases dos blindados. E, por cima de tudo isso, há a aviação, continuamente patrulhando. Estima-se que isso está custando ao Estado de Marrocos, em média, 4 ou 5 milhões de dólares por dia.

Provavelmente, com a ajuda financeira dos EUA, França...

Logicamente. E mais: os saarauís falam “por que o Marrocos é subdesenvolvido?”. Precisamente porque o dinheiro que podiam empregar no seu desenvolvimento estão empregando em gastos militares. Então, aquela divisão do deserto pelo muro, paras os saarauís, foi um choque, o deserto parecia livre, mas, de repente... uma muralha. As negociações procurando um acordo político deram como resultado o cessar-fogo que entrou em vigor em setembro de 1991. Com uma condição fundamental: que, em poucos meses, fosse realizado um plebiscito para que a população saarauí pudesse manifestar sua vontade a respeito de seu futuro político, sem pressões de nenhum tipo, livremente, tudo isso controlado pelas Nações Unidas. Escolher entre ser livres, independentes, ou ser parte do reino de Marrocos. Acontece que desde então, o reino de Marrocos tem se dedicado a sabotar, a por empecilhos diversos, para impedir a realização do referendo. Hoje já falam: “referendo não, isso é nosso, não tem discussão. Poderemos dar no máximo, uma autonomia”. Como se fosse uma província autônoma, mas sob a soberania do Marrocos. Já nem aceitam o referendo. Os saarauís dizem que aquele acordo que propiciou o fim da guerra tem sido violentado, e que, portanto, a guerra pode voltar. Essa é a situação hoje.

Esse conflito se deu na época da Guerra Fria. Houve um apoio, para a Frente Polisario, por parte da União Soviética, de Cuba etc?

Da União Soviética nunca. De Cuba sim. Desde o início da proclamação da República, Cuba apoiou de uma forma só: admitindo, no seu território, estudantes saarauís. Hoje, já passaram, por Cuba, milhares de saarauís. São médicos, engenheiros. São chamados de “cubaarauís”.

Por que o senhor acha que a União Soviética não interviu?

Na minha opinião, porque tinha um bom comércio com o Marrocos. Eram pragmáticos. Nunca deram nada, nem um pedaço de pão. Nem sequer o reconhecimento político. Os únicos países da Europa que reconheceram politicamente e diplomaticamente a República Saarauí foram a Iugoslávia, que não existe mais, e a Albânia, que mudou totalmente. Só. Mas do resto do bloco socialista europeu, nenhum deles. A ajuda militar veio da Argélia e, fundamentalmente, depois, havia os armamentos que eram pegos dos marroquinos. Nos acampamentos, há um museu militar, uma pequena mostra do que os saarauís capturaram. Tanques sul-africanos, norte-americanos, canhões auto-propulsados franceses, caminhões franco-germanos, metralhadoras, armamentos ligeiros e morteiros espanhóis.

Nesses acordos de 1991, além da realização do referendo, quais eram as bases dele?

O referendo era o principal. Primeiro, entrariam os cascos azuis e uma força multinacional de polícia, para preparar o terreno para a realização do referendo. Outro ponto era o transporte, por parte da ONU, dos refugiados para o território saarauí. Três meses após os acordos, iriam realizar o referendo. Ou seja, iria ser em janeiro de 1992.

E por que não foi realizado?

Nesses mesmos dias, o rei Hassan II falou: “espera aí, eu tenho aqui uma lista de saarauís que não estão contemplados no censo espanhol”. Porque a base do padrão eleitoral seria o censo espanhol, que contava 74 mil saarauís. O rei tirou uma lista de 120 mil. Imagina, numa população com 74 mil eleitores, e você põe 120 mil a mais. Eram os saarauís nascidos em Marrocos, que teriam direito a votar também. A Frente Polisario nunca aceitou. Nem a ONU. Ninguém aceitou. Mas, com isso, o rei bloqueou o referendo. Então, tiveram que fazer uma depuração e chegaram à conclusão que só 10 mil tinham direito. Aí, o Marrocos não aceitou. Então, inventaram outra coisa. E assim foi passando o tempo. Por que o Marrocos faz isso? Porque tem o respaldo da França. E a França tem veto no Conselho de Segurança da ONU.

Qual a população do Saara Ocidental hoje?



Aproximadamente 300 mil pessoas. Entre os que estão nos acampamentos, nos territórios ocupados, e os dispersos pelo mundo. Nos acampamentos, são 180 mil. Nos territórios ocupados, uns 90 mil. Só que os marroquinos enfiaram colonos... a mesma política de Israel. Além dos 165 mil soldados, tem todo o aparelho de administração colonial. E além disso, enfiaram 120 mil colonos. Ou seja, hoje a população saarauí é minoria dentro dos territórios ocupados. Então, a impaciência chega, e, por não poderem, por enquanto, optar pela via armada, começaram, em 2005, uma rebelião pacífica, a Intifada Saarauí. Nos acampamentos, estão desejando começar a guerra de novo.

Esse foi um movimento espontâneo ou foi impulsionado pela Frente Polisario?

Foi uma mistura. Começou em maio de 2005. Até hoje, não tem parado em nenhum momento. São quatro anos de rebelião pacífica. Por enquanto, os saarauís não deram nem um tiro. No máximo, são pedras. Mas a repressão é muito grande. Neste momento, tem presos políticos em greve de fome há 30, 40 dias. Reclamando melhores condições na prisão. Mas, desde maio de 2005, desapareceram 15, e morreram quatro ou cinco. E milhares passaram pela prisão e pela tortura. Espancados nas ruas, também milhares. Homens e mulheres. Continuamente. O presidente saarauí está pedindo para a ONU para que esta cuide dos direitos humanos da população que está nos territórios ocupados. O tema foi levado ao Conselho de Segurança este ano, e foi até defendido pelo embaixador norte-americano. Pela primeira vez. Quem ficou sozinha foi a França. Ficou em evidência perante o mundo inteiro que só eles não permitem que a ONU cuide dos direitos humanos da população saarauí. Mas, pela primeira vez, o governo norte-americano assume uma posição diferente da de anteriores governos. Então, estamos numa fase promissora, porque, por um lado, a Intifada continua. Por outro lado, a Anistia Internacional, a Human Rights Watch, o Parlamento Europeu, têm emitido relatórios denunciando a violação permanente dos direitos humanos e pedindo à ONU que tomem conta disso. Por outro lado, o lobby pró-Saara Ocidental tem um peso que antes não tinha sobre o governo norte-americano. Antes, só os marroquinos, sobretudo com o Bush. O que está pedindo o governo saarauí? Uma coisa só: vamos fazer o referendo. Por que eles não fazem? Têm medo, porque a população saarauí quer ser independente. E tem uma coisa interessante. Os protagonistas da Intifada são os jovens saarauís. Mas os jovens que já nasceram nos territórios ocupados. Coisa que o Marrocos não conseguiu ganhar, sequer ideologicamente, foi a juventude. E mais: há filhos de colonos marroquinos que, por terem nascido no Sarra Ocidental, se sentem saarauís. Essa é uma derrota política muito forte para a monarquia. Ela se mantém somente na base da ocupação das Forças Armadas e do aparelho de repressão.

O senhor falou de governo saarauí. Foi o governo instituído pela Frente Polisario, não é?

O governo saarauí por enquanto é de partido único, o partido da Frente Polisario. Mas esse partido tem uma existência condicionada à independência. O dia em que a República for totalmente soberana, que tiver o domínio sobre todo o território, automaticamente a Frente Polisario fica dissolvida e daí nascerão x partidos. É um acordo das forças políticas saarauís de combater todos juntos sob uma só bandeira, a da independência. São por definição, religiosos. Sunitas. Mas bastante liberais. É uma República comum e corrente, tem Poder Executivo, Legislativo e Judiciário.

Que não são reconhecidos internacionalmente.

Hoje, a República Saarauí é reconhecida por 82 países. Em toda a América Latina, só faltam três países para darem seu reconhecimento: Brasil, Argentina e Chile. O primeiro foi o Panamá, em 1978. Tem embaixada em Havana, Caracas, Cidade do México e Cidade do Panamá.

Como é a população saarauí hoje? Do que ela vive, quais suas características etc?



A população saarauí que está há 33 anos nos acampamentos no sul da Argélia sobrevive graças a duas coisas. A sua determinação de sobreviver, e à solidariedade internacional. Dos organismos humanitários, da União Europeia, toda ajuda do governo argelino, e muita ajuda do povo espanhol. Porque embora o Executivo esteja totalmente a favor do Marrocos, a população espanhola está com os saarauís. No nível municipal, autonômico, estão com os saarauís. Concretamente, o Zapatero [José Luis, presidente da Espanha] e o chanceler Moratinos [Miguel Ángel] têm se inclinado a favor da monarquia marroquina. Têm até dado de presente armamento.

Por quê?

Eu gostaria de saber. Deve ter interesses econômicos muito fortes de empresas espanholas no Marrocos para a exploração de diversos setores, turismo, minérios... interesses da monarquia espanhola... e deve ter alguns interesses pessoais de alguns políticos espanhóis, quem sabe o que.

Como é a economia do Saara Ocidental?

Lá nos acampamentos tem manufaturas artesanais, algumas hortas, uma agricultura muito precária. Imagine, no meio do deserto.

E a população dos territórios ocupados, como vivem?

Sobrevivem, não sei como, porque são discriminados. Eles trabalham nas coisas que foi pondo lá a indústria extratora das jazidas de fosfato, trabalham na pesca, mas sempre são de quinta categoria. Se têm algum problema, são demitidos imediatamente.

No Saara Ocidental, nessa região, existem empresas francesas, espanholas, estadunidenses...

De todos os lugares. Porque, para piorar, há quatro, cinco anos, descobriram que tem petróleo e gás natural. Há uma campanha mundial das organizações progressistas para impedir a exploração dos recursos naturais saarauís. Já obrigaram empresas norueguesas, australianas a se retirarem, sob argumentos éticos. Na realidade, segundo o direito internacional, ninguém pode tirar, porque é um território ocupado. Mas tem empresas espanholas, que exploram a pesca...

Que negociam diretamente com o Marrocos.

Claro. E tem outras nacionalidades, explorando minérios, pesca. E agora, querem morder o petróleo também. Voltando, a Frente Polisario falou: “se nós fizermos o referendo, vamos ganhar. E se ganharmos, os colonos marroquinos podem ficar. Não vão ser nem expulsos, nem discriminados”. E eles cumprem. Os saarauís são muito direitos nesse sentido. Eles têm um sentido de hospitalidade impressionante. Claro, é cultural do deserto. É a garantia de sobrevivência.

Tem alguma coisa que o senhor gostaria de acrescentar?

A importância que hoje teria um reconhecimento por parte do Brasil. O peso internacional é grande. No fim das contas, estamos falando de um governo de esquerda. Um governo de esquerda deve ter determinados princípios que guiem sua atuação internacional. Já são 28 países na América Latina que reconhecem o Saara Ocidental. O Brasil fala que tem uma política de neutralidade, mas não é verdade. Porque quando você tem um forte que agride e uma vítima que é agredida, e você tem relações com o forte, e não tem com a vítima, então isso não é neutralidade. O Brasil tem embaixada marroquina em Brasília. Por que não tem a embaixada saarauí? Um dirigente de esquerda não pode ser neutro. Você tem que estar sempre do lado da vítima da injustiça. Eu acho que um governo de esquerda no Brasil deveria adotar medidas similares. Não estaria fazendo nenhum ato vanguardista. Mas seria muito importante. Porque quanto mais pesar na balança internacional o reconhecimento a favor da República Saarauí, menos probabilidades haverá de estourar novamente uma guerra. Mas se o povo saarauí for condenado a não ter outra saída que não seja a guerra, vai correr sangue de novo.

Fonte: www.brasildefato.com.br

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O SILÊNCIO DOS BONS



O SILÊNCIO DOS BONS

"O que mais me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons"

Martin Luther King, JR.

SALA 203 - CIÊNCIAS POLÍTICAS - FACULDADE DOM BOSCO DE PORTO ALEGRE/RS



Quinta-feira passada, 31/03/2011, a Professora Me. Renata Jardim Da Cunha Rieger concedeu precioso espaço para a divulgação da causa Saharaui - o povo que o mundo esqueceu - última colônia da África.
O interesse e o respeito demonstrado pela jovem, porém madura turma de colegas graduandos em Direito, tornaram a exposição gratificante e recompensadora.
Com certeza, abrimos mais uma importante frente de luta pela independência do povo Saharaui.



Convido os colegas para postarem mensagens de apoio e divulgação da Diáspora Saharaui.
Para isto, basta informarem seus e-mails que cadastrarei no blog, permitindo assim, que as postagens sejam feitas diretamente.

GRANDE ABRAÇO A TODOS E MUITO OBRIGADO.

domingo, 13 de março de 2011

Sahara Occidental, la última colonia en África

13-03-2011

Miles de saharauis en el exilio piden la reunificación de su territorio y el fin de la ocupación

Sahara Occidental, la última colonia en África

Camilo Rueda Navarro
Rebelión


El Sahara Occidental es uno de los últimos territorios en el mundo que aún padece la colonización: la antigua colonia española que fue cedida ilegalmente a Marruecos y a Mauritania en 1976 aún se encuentra ocupada. Mujtar Lebuehi Emboiric, embajador de la República Árabe Saharaui Democrática (RASD), expuso la situación de su nación en una conferencia organizada por la Universidad del Rosario en Bogotá, con motivo de los treinta y cinco años de la constitución de la RASD y de los veintiséis que completan las relaciones bilaterales entre su nación y Colombia. A su vez, se enmarcó en el contexto de las protestas que se vienen presentando en el norte de África y el mundo árabe.

Origen del conflicto

En 1976 el Estado español se retiró del territorio de Sahara Occidental, entonces bajo su control, y lo cedió ilegalmente a Marruecos y Mauritania. En acuerdos firmados en Madrid, Marruecos se apropió del norte, y Mauritania del sur, mientras los españoles anunciaron su “retiro pacífico”. El Frente Polisario, organización creada tres años antes, empezó entonces la guerra de liberación contra los dos nuevos ocupantes y recibió el apoyo de Argelia, país colindante por el nororiente que se negó a participar de la repartición. La ONU, por su parte, considera nulos dichos acuerdos.

Así, el 27 de febrero de 1976, el Frente Polisario proclamó la República Árabe Saharaui Democrática, hoy reconocida por más de ochenta estados. Sin embargo, debido a las acciones militares de Marruecos, muchos saharauis debieron exiliarse en Argelia, donde ubicaron campamentos de refugiados en la ciudad de Tinduf.

Una nación dividida

Al oriente del país, el Frente Polisario estableció una zona liberada donde la RASD ejerce soberanía plena y equivale a un tercio del territorio. Las dos terceras partes restantes, correspondientes al sector occidental, se mantuvieron bajo control de Marruecos. Por otro lado, Mauritania ocupa la ciudad sureña de La Agüera.

En la década de 1980, la monarquía marroquí emprendió la construcción de un muro para separar las zonas bajo su control e impedir el accionar guerrillero del Frente Polisario. El muro tiene hoy más de 2.000 kilómetros y separa de norte a sur el país. Cuenta con alambrados, campos minados y fortificaciones militares.

En 1991 se produjo un alto al fuego entre el Frente Polisario y Marruecos, producto del cual se estableció una Misión de Naciones Unidas para celebrar un referendo sobre la autodeterminación de Sahara Occidental, que aún no se realiza. Además, son frecuentes las tensiones entre Marruecos y Argelia por la situación saharaui.

En el ámbito internacional, Francia ha sido la potencia que más se ha opuesto al proceso de descolonización del Sahara Occidental, apoyando decididamente la ocupación marroquí. Según el embajador saharaui, esta postura es una especie de represalia contra Argelia por apoyar a la RASD y por derrotar a Francia en la la guerra de independencia (1954-1962).

Sobre España recae gran parte de la responsabilidad histórica y política del conflicto por haber suscrito acuerdos ilegales con Marruecos y Mauritania para repartir el territorio. No obstante, los saharauis diferencian entre las instituciones españolas y su pueblo, del cual han recibido ayuda y solidaridad.

Del mismo modo, existe el apoyo de sectores de la sociedad civil marroquí, el cual sería mucho más decidido de no ser por la fuerte represión. En Marruecos rige una monarquía y no hay ciudadanos sino súbditos, por lo que declararse a favor del pueblo saharaui conlleva pagar más de veinte años de prisión.

La situación actual

Pese a las difíciles circunstancias, la RASD ha logrado conformar un Estado con instituciones sólidas y niveles aceptables de calidad de vida, se enorgullece de contar con una de las tasas de alfabetización más altas de la región y ha logrado el reconocimiento de gran parte de la comunidad internacional, en especial en África y América Latina, pero la ONU sigue sin destrabar la situación.

Eduardo Galeano lo sintetiza acertadamente: “mil y una resoluciones de las Naciones Unidas han confirmado el derecho a la autodeterminación del pueblo saharaui. ¿De qué han servido esas resoluciones? Se iba a hacer un plebiscito para que la población decidiera su destino. Para asegurarse la victoria, el monarca de Marruecos llenó de marroquíes el territorio invadido. Pero, al poco tiempo, ni siquiera los marroquíes fueron dignos de su confianza. Y el rey, que había dicho sí, dijo que quién sabe. Y después dijo no, y ahora su hijo, heredero del trono, también dice no. La negativa equivale a una confesión. Negando el derecho de voto, Marruecos confiesa que ha robado un país”.

Mientras tanto, la opresión marroquí continúa. El 8 de noviembre de 2010, fuerzas de seguridad de Marruecos atacaron violentamente un campamento de civiles saharauis en Agdaym Izik. Se desconoce la cifra exacta de víctimas, pero se calcula que fueron cien los muertos y varios centenares los heridos, desaparecidos y detenidos.

Con la actual oleada de manifestaciones, se ponen en entredicho las más variopintas formas de estados en la región, así como el apoyo que recibieron de Estados Unidos y las demás potencias. Por su parte, la RASD exige el cumplimiento de las resoluciones de la ONU sobre su derecho a la autodeterminación. Las revueltas de hoy abren un nuevo escenario para la causa saharaui. ¿Será la oportunidad para remplazar la ocupación y la tiranía por la plena independencia?

Fonte: http://www.rebelion.org

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

35º aniversário da proclamação da República Árabe Saharaui Democrática


35º aniversário da proclamação
da República Árabe Saharaui Democrática

Quando se assinalam os 35 anos da proclamação da RASD- República Árabe Saharaui Democrática, o Conselho Português para a Paz e Cooperação, à semelhança de anos anteriores, comemora na Casa da Paz a efeméride, no dia 26 de Fevereiro, sábado, pelas 17 horas.

35º aniversário da proclamação da República Árabe Saharaui Democrática


Por ocasião do 35º aniversário da proclamação da República Árabe Saharaui Democrática (RASD), que se assinala no próximo dia 27 de Fevereiro, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) reafirma a sua solidariedade para com a resistência do povo saharaui e da Frente Polisário, sua legítima representante, que sofre a violência de décadas de ocupação do seu território pelo Reino de Marrocos, em violação do direito internacional e desrespeitando sucessivas resoluções das Nações Unidas.

O CPPC repudia veementemente a ocupação ilegal do Sahara Ocidental pelo Reino de Marrocos, que tem como objectivo a exploração das suas imensas riquezas e recursos naturais, não olhando a meios para atingir esse fim, nomeadamente empurrando milhares de saharauis para acampamentos de refugiados no deserto argelino, nas mais adversas condições, e reprimindo de forma brutal o povo do Sahara Ocidental nos territórios ocupados.

O Reino de Marrocos condena um povo a viver sob violenta ocupação, repressão e discriminação, praticando assassinatos, raptos, prisões e torturas contra o povo saharaui que, no seu próprio território, vê serem-lhe negados os mais elementares direitos.

O CPPC reafirma que o povo saharaui tem o legítimo direito de decidir o seu presente e futuro e de constituir o seu próprio estado livre, independente e soberano. Este desígnio tem suporte no direito internacional, em várias resoluções da Assembleia-Geral das Nações Unidas e na decisão do Tribunal Internacional de Justiça de 1975.

No momento em que se assinala o 35.º aniversário da proclamação da República Árabe Saharaui Democrática, o CPPC:

- Reafirma o direito à autodeterminação e independência do povo saharaui;

- Exige do Governo Português (que tem assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas) que pugne pelo cumprimento do artigo 7.º da Constituição da República Portuguesa e defenda o cumprimento do Direito Internacional;

- Exige do Governo português o reconhecimento da República Árabe Saharaui Democrática e a promoção de iniciativas em prol do efectivo direito à auto-determinação do Sahara Ocidental, nomeadamente através da realização do referendo organizado pelas Nações Unidas, suspenso há vários anos;

- Exige do Governo português acções concretas com vista à resposta efectiva e urgente às necessidades das populações nos campos de refugiados saharauis;

- Denuncia e exige o fim da repressão do Reino de Marrocos contra o povo saharaui nos territórios ocupados;

- Denuncia o acordo de pescas entre a União Europeia e Marrocos e exige a sua anulação;

- Denuncia a prospecção de petróleo e a extracção de fosfatos levadas a cabo pelo Reino de Marrocos, que correspondem ao saque de recursos do Sahara Ocidental;

- Rejeita todas as formas de colonialismo e imperialismo e reafirma o direito de todos os povos a resistir à ocupação;

Conselho Português para a Paz e Cooperação
Lisboa, 25 de Fevereiro de 2011

www.rostos.pt

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Palestinianos e Saharauis, proscritos do Império

Palestinianos e Saharauis, proscritos do Império

Conferências 2011




Sábado, dia 26 de Fevereiro, às 15h

Intervenções de:
António Dores (PAGAN)
Shahd Wadi (Comité Palestina)
André Traça (Comité Palestina)
Alan Stoleroff
António Batista da Silva (AAP – Sahara Ocidental)
João Falcão Machado (Frente Polisário)
Vítor Lima (PAGAN)

Organizadores:
PAGAN – Plataforma Anti-Guerra, Anti-Nato,
Comité de Solidariedade com a Palestina
Associação de Amizade Portugal – Sahara Ocidental

Local:
Junta de Freguesia de Carnide
Largo das Pimenteiras 6
Lisboa

Acordo de Pescas UE-Marrocos


Exmº. Senhor

Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros

Dr. Luís Amado

Ministério dos Negócios Estrangeiros


Lisboa, 16 de Fevereiro de 2011

Assunto: Acordo de Pescas UE-Marrocos: posição de Portugal

Excelência

Como Portugal sabe muito bem, porque actuou em conformidade com o Direito Internacional no caso de Timor-Leste, quando este território era ocupado pela República da Indonésia, "Qualquer potência administrante que prive os povos coloniais de Territórios Não Autónomos do exercício dos seus direitos legítimos sobre os seus recursos naturais... viola as obrigações solenes que lhe incumbem em virtude da Carta das Nações Unidas" (Resoluções 48/46 de 10 de Dezembro de 1993 e 49/40 de 9 de Dezembro de 1994).

No final deste mês de Fevereiro expira o Acordo de Pescas celebrado entre a União Europeia e o Reino de Marrocos. Dada a controvérsia gerada, não foi possível em tempo útil elaborar um novo Acordo. Por isso a Comissão Europeia pretende agora obter a aprovação do Conselho para negociar a prorrogação do Acordo existente, que inclui as águas do Sahara Ocidental, por um ou dois anos.

Um parecer do Serviço Jurídico do Parlamento Europeu, publicado em 2010, declara que as actividades pesqueiras actuais ao largo da costa do Sahara Ocidental são ilegais, em especial devido ao estatuto de Território Não Autónomo do Sahara Ocidental, na acepção do Artigo 73.º da Carta das Nações Unidas.

Como referiu recentemente a Comissária Europeia responsável pelos Assuntos Marítimos e Pescas, Sra. Maria Damanaki, devem antes ser apresentadas provas de que o Acordo de Pescas beneficia a população do Sahara Ocidental, porque «a exploração e a pilhagem dos recursos marinhos e de outros recursos naturais de Territórios coloniais ou não autónomos por interesses económicos estrangeiros, em violação das resoluções pertinentes da Organização das Nações Unidas, comprometem a integridade e a prosperidade desses Territórios».

Quase um ano depois de lhe ter sido solicitado, o governo de Marrocos enviou recentemente documentação sobre esta matéria à Comissão Europeia, mas o seu conteúdo não foi divulgado.

Finalmente, as mais importantes organizações internacionais de defesa dos Direitos Humanos têm denunciado fundamentadamente a intensificação, nos últimos meses, das violações dos direitos humanos do povo saharauí por parte das autoridades de Marrocos. Como também é sabido, todos os Acordos da União Europeia com países terceiros incluem cláusulas relativas à obrigatoriedade de respeito pelos direitos humanos.

Neste contexto, pedimos ao Governo português, no momento em que aumentam as suas responsabilidades no quadro da política externa em virtude da participação no Conselho de Segurança, que:

solicite urgentemente à Comissão Europeia que torne públicos os relatórios elaborados por Marrocos sobre os supostos benefícios da pesca para o Sahara Ocidental

seja posto termo, de imediato, ao Acordo em vigor, visto que ele não exclui as águas pertencentes ao Sahara Ocidental

dê o seu valioso contributo para que o direito do povo saharauí à autodeterminação seja efectivamente respeitado através da realização de um referendo, organizado e supervisionado pelas Nações Unidas, o que abriria caminho à celebração de Acordos internacionais justos e transparentes.

Nada poderá justificar, perante o povo português, que o seu Governo não actue em relação ao Sahara Ocidental como o fez relativamente a Timor-Leste, já que a situação deste, antes da realização do referendo, era, à luz do Direito Internacional, a mesma em que agora se encontra o Sahara Ocidental.

Junto enviamos, como referência, a carta enviada em Janeiro de 2002 ao Presidente do Conselho de Segurança pelo então Sub-secretário Geral das Nações Unidas para os Assuntos Legais, Hans Corell e que mantém toda a actualidade.

Agradecendo, desde já, a atenção prestada a este assunto da maior importância para a credibilidade de Portugal,

apresentamos os melhores cumprimentos.

Amnistia Internacional - Portugal

Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental

CIDAC - Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral

Graal

International Platform of Jurists for East Timor (IPJET)

Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres

Western Sahara Resource Watch (WSRW)

Fonte: port.pravda.ru

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Haidar alerta de que la rebelión contagiará a Marruecos y al Sáhara


La activista saharaui, Aminatou Haidar, entregó en Sevilla un premio a José Saramago a su viuda, Pilar del Río.

La activista saharaui y el delegado del Frente Polisario instan a España a no pensar sólo en sus intereses económicos sino en la estabilidad de la zona y critican que cuestione las condiciones para celebrar el referéndum de autodeterminación.
Las asociaciones juveniles y sindicatos marroquíes convocantes de la manifestación prevista hoy que pretende reformas políticas dejan claro que Marruecos no quiere ser una excepción en el mundo árabe y que su situación y pretensiones no difieren de lo ocurrido en Túnez o Egipto.


Esa misma sensación tiene el pueblo saharaui, que aunque considera que la solución a su causa requiere una intervención internacional, reconoce que un cambio en el Gobierno marroquí sería fundamental para sus objetivos.

La presidenta del Colectivo de Defensores de los Derechos Humanos Saharauis, la activista Aminatu Haidar reconoció ayer -en un encuentro organizado por la Asociación de Amistad con el Pueblo Saharaui de Sevilla- que tiene "gran esperanza" en el que será un "día histórico para Marruecos" si bien matizó que la protesta tienen unas "reivindicaciones limitadas de cambiar la Constitución, el respeto a los derechos humanos y acabar con el Majzén [el círculo más cercano a Mohamed VI] pero no atacar al rey". Con todo, Haidar admitió que un cambio en el Gobierno marroquí sería "muy importante" para la causa saharaui y defendió que ambos pueden jugar un "papel importantísimo en la unión del Magreb árabe".

Haidar viajó ayer a Sevilla para participar en el encuentro y entregar el premio Juan Antonio González Caraballo -en memoria del médico cooperante- concedido por la asociación a título póstumo al Nobel portugués José Saramago. En un emotivo acto, Haidar agradeció a su viuda, la periodista sevillana Pilar del Río, el "aliento" que ambos le mostraron durante su huelga de hambre en el aeropuerto de Lanzarote en 2009 para exigir su regreso al Sáhara tras su deportación forzosa desde el aeropuerto de El Aaiún, controlado por Marruecos.

En vísperas de la manifestación de Marruecos, la activista saharaui alertó de que las revueltas del mundo árabe van a "contaminar a otros países, Marruecos por ejemplo, pero también a los jóvenes saharauis, que pueden responder de forma violenta". Y llamó la atención a España para que piense "no solamente en los intereses económicos sino en la estabilidad y la paz para todos los españoles". Así, pidió al pueblo español "acciones políticas concretas para ejercer presiones sobre el Gobierno español para que busque una solución". Para Haidar "España tiene que respetar la voluntad de los pueblos y no minimizar la capacidad de los pueblos árabes" así como "acabar con el apoyo a las dictaduras".

Igualmente crítico con la actual posición de España fue el delegado del Frente Polisario en España, Bucharaya Beyon. Denunció que la ministra de Exteriores, Trinidad Jiménez, "no escatima esfuerzos para convencer a otros países de que no se dan las condiciones para celebrar el referéndum de autodeterminación, llegó a decir que el Frente Polisario lo reconoce y eso está muy lejos de la verdad". Beyon defendió que no hay problemas técnicos sino el rechazo de Marruecos y ni la ONU ha hablado de imposibilidad para celebrarlo sino de que "hay mucha debilidad".

Beyon lamentó que 35 años después, el Gobierno español "apoye la ocupación marroquí" y denunció que los saharauis ya no ven útil la presencia de la ONU en su territorio porque en 20 años no ha hecho nada cuando su misión era preparar las condiciones para el referéndum. Por ello, alertó de que "si no hay señales a corto plazo de querer avanzar hacia una solución, los jóvenes saharauis se pueden descarrilar hacia la violencia", algo que "no beneficia a nadie" pero es "un derecho" para "defender la libertad".

Fonte: www.elcorreoweb.es

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil INFORMA:

MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil INFORMA:

Estimados(as) amigos)as) de la causa independentista saharaui,

El primer embajador de la República Árabe Saharaui Democrática ante el Estado uruguayo, Sr. Cheibani Abbas, presentará sus cartas credenciales al Presidente José Mujica, el martes 22 de febrero a las 16:00 horas.
La ceremonia tendrá lugar en la Torre Ejecutiva.
Una vez concluida dicha ceremonia, el embajador saharaui depositará una ofrenda floral al pie del monumento a José Artigas, en la Plaza Independencia.

Saludos


Jair Krischke

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

UM MURO DIVIDE O SAARA EM DOIS

Um muro divide o Saara em dois. De um lado, o Marrocos. Do outro, Argélia. Ao redor do muro, milhões de minas terrestres, que já mutilaram centenas de pessoas. E o mundo parece achar normal.

Como também parece achar normal que, no coração do deserto, no pedaço mais inóspito do mais inóspito pedaço do planeta, viva um povo em exílio: os Saharauis.

Um muro de vergonha, sem a badalação de seus irmãos mais ricos, pedaços de concreto que isolam palestinos, mexicanos ou o agora pop falecido muro de Berlim. Sobre o muro que isola os saharauis, nenhuma palavra. Mais esquisito mesmo, só a existência, em pleno século XXI, de um povo esquecido pelo mundo.

A tragédia saharaui começou em 1975. Em um de seus últimos atos, o General Franco entregou o território conhecido como Saara Ocidental, ou Saara Espanhol, ao Marrocos e a Mauritânia, enquanto as antigas colônias europeias na África conquistavam independência. Restou a guerra. Depois de 15 anos, bombardeados por napalm e artefatos de fósforo, restou o exílio na Argélia.

Em quatro acampamentos de refugiados no meio de uma parte do Saara sem água ou qualquer possibilidade de agricultura, os saharauis vivem o exílio, e aguardam há mais de três décadas a hora de voltar pro seu pedaço de terra e o reconhecimento como nação.


Desde o fim de 2010, e também no início de 2011, o Marrocos tem intensificado ações brutais e violentas de repressão aos saharauis. Relatos de homens, mulheres e até crianças torturadas se repetem. Mas o mundo prefere ignorar.

Um silêncio nada inocente. Do outro lado do muro, 200 mil pessoas seguem padecendo como poucos povos na história da humanidade. Quarenta e cinco por cento das mulheres saharauis tem suas gestações interrompidas por falta de ferro. O escorbuto é encontrado em 27% da população, e 20% tem cegueira noturna. As tempestades de areia vitimam um alto número de crianças com surdez. Hepatite B e meningite são freqüentes, dando cores fortes a uma tragédia sem eco.

Uma história de esquecidos entre tantos esquecidos, que o mundo prefere ignorar.

LÚCIO CASTRO - jornalista

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Pirâmides, Faraós, Múmias, Internet, Facebook,Twitter...

Pirâmides, Faraós, Múmias, Internet, Facebook,Twitter...

Tudo junto misturado, quem diria?

Que estrago!!

Mubarak que o diga.



Que as ditaduras não são eternas já sabíamos, mas o poder de mobilização levado a efeito pelas redes sociais no Egito é fantástico.

Reprimidos por uma ditadura que durava 30 anos, o povo egípcio deu um espetacular basta na tirania comandada por Mubarak, apoiado e sustentado pela hipocrisia européia e pela soberba militar do governo americano.
O modelo predador compartilhado entre UE e EUA, de alavancar seu crescimento através da drenagem dos recursos naturais das regiões periféricas - África, América Latina e Ásia - ancorados em ditadores subvencionados e corrompidos contra os interesses de seu próprio povo, com o dinheiro sujo dos dois blocos, está com os dias contados e prestes a se desintegrar.
A UE e os EUA, senhores do mundo, subestimaram a criatura que eles mesmo construíram, a INTERNET. Como imaginávamos, a ferramenta internet apresenta conteúdo que vai do lixo ao ouro e, representa um instrumento excepcional de mobilização popular, agora com prova inequívoca.
Não há mais volta. Os governos corruptos, ditatoriais e incompetentes, podem e devem ser derrubados pela mobilização popular. O povo unido jamais será vencido deixou de ser somente uma frase de incentivo a participação das massas.



A Europa e os EUA terão que garimpar em seu próprio terreno, explorar o seu próprio povo. Os países espoliados já não se conformam com o tratamento desumano imposto pelo interesses dos países predadores que, administrados por governos liderados por gente incompetente e comprometidos com o grande capital, apostam em suas máquinas de guerra para resolver todos os problemas. Como vimos, não adiantou. O marqueteiro Obama ainda tentou pegar carona nas reformas em curso no Egito, como se fosse um apoiador do povo egípcio. Tentou, inclusive negociava a transição pacífica, ordeira, para mudar sem mudar nada, mais o povo não é bobo, e o tirano teve que ir para a casa. Com sorte, saiu com a cabeça em cima dos ombros.



E a imprensa nacional, onde estava??
Agora chama Mubarak de ditador, até outro dia era Presidente do Egito. Que vergonha!!
A nossa imprensa envergonha a nação. Comprometida até os dentes com os interesses dos grandes patrocinadores, filtra as notícias até o último momento, quando não dá mais para segurar.



Quem sabe agora possamos tratar da situação dos Saharauis – o povo que o mundo esqueceu.
As pessoas que acompanham este blog conhecem o galopante processo de extermínio a que estão submetidos os Saharauis, pela mão de ferro de Mohamed VI, Rei do Marrocos, executor das políticas imperialistas dos europeus e dos americanos na região.
A mesma imprensa que astutamente pega carona na bravura do povo egípcio, deve se manifestar sobre a situação do Sahara Ocidental. Ou será que os interesses portugueses, espanhóis, franceses e americanos nos recursos naturais abundantes na região já declarada pela ONU como Pátria Saharaui, autorizam o genocídio praticado contra este povo indefeso?

Ser quarto poder tem suas vantagens, suas responsabilidades e seus custos. Resgatem os princípios nobres do verdadeiro jornalismo, trazendo ao público a verdade com isenção.



Não podemos descurar que a omissão também é crime e, no caso Saharaui, a omissão configurada pelo silêncio das máquinas de escrever, tem sido a principal arma dos países espoliadores. A imprensa nacional e internacional está amordaçada, carecendo de jornalistas independentes e comprometidos com a liberdade e a vida humana.
Finalmente, desejo que o Marrocos seja varrido por este tsunami chamado facebook, twiter e outros, e que seu povo, assim como os egípcios, lutem contra o tirano Mohamed VI, arrebentando os grilhões e desfrutando da liberdade a que tem direito.
Nesta onda, continuaremos lutando pela autodeterminação e independência do povo Saharaui - os filhos das nuvens.



A consciência e as possibilidades que emergem da luta do povo egípcio, será o combustível da vitória.



E o Brasil, ex-colônia de Portugal, segue deitado em berço esplêndido, de costas para os Saharauis - última colônia da África - à reboque dos acontecimentos. Junto com a Argentina e o Chile, são os únicos países da América do Sul que ainda não reconheceram a independência da República Árabe Saharaui Democrática/RASD. Que vergonha!!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Oito Centrais sindicais de vários Estados europeus estiveram durante 3 dias em El Aiun, capital do Sahara Ocidental

Oito Centrais sindicais de vários Estados europeus estiveram durante 3 dias em El Aiun, capital do Sahara Ocidental



Uma delegação de sindicatos europeus composta pelas centrais sindicais de Espanha (CCOO, Confederación Intersindical, USO), Euskadi (ELA-STV), Galiza (CIG), França (CGT), Itália (CGIL) e Portugal (CGTP-IN), tendo por base os acordos alcançados sob proposta apresentada pela UGTSARIO na 36ª Conferência Internacional de Solidariedade com o Sahara Ocidental realizada em Novembro de 2010 em Le Mans, deslocou-se a El Aiun de 23 e 25 do actual mês de Janeiro.
Os objectivos desta missão internacional visaram mostrar a solidariedade com os trabalhadores e as trabalhadoras do Sahara Ocidental e o Povo Saharaui, e conhecer no terreno a actual situação nos territórios ocupados por Marrocos.

A delegação sindical mostrou a sua solidariedade com os trabalhadores de Fosbucraa, que se manifestam desde há meses diante da sede da Direcção da Empresa, exigindo que lhes seja reconhecido os seus direitos resultantes dos contratos de trabalho firmados então com a empresa Fosbucraa, e que sejam indemnizados adequadamente pelos incumprimentos e discriminações que sofreram pelo facto de serem Saharauis.

Os sindicatos participantes nesta missão internacional expressam uma vez mais a sua solidariedade com o Povo Saharaui e exigem que se respeite o seu direito à autodeterminação através da realização do referendo reconhecido em inúmeras resoluções das Nações Unidas e reiteradamente não cumpridas pelo reino de Marrocos. Instamos a União Europeia a que tenha em conta estes princípios nas suas relações com Marrocos, suspendendo o Estatuto Avançado que com esse Estado mantém. Exigimos ao governo espanhol, potência administradora do território, segundo a legislação internacional, que exerça uma política de neutralidade activa, posta sistematicamente em causa pelas declarações favoráveis às teses marroquinas da Ministra de Negócios Estrangeiros e do Ministro da Presidência.

- CC.OO. Espanha
- Confederación Intersindical. Espanha
- USO. Espanha
- ELA-STV. Euskadi
- CIG. Galiza
- CGT. França
- CGIL. Itália
- CGTP-IN. Portugal

Fonte: www.vidasalternativas.eu

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Declaraciones de un ex-oficial del ejército marroquí

Declaraciones de un ex-oficial del ejército marroquí


Abdelilahou Issou, el oficial desertor del ejército marroquí en declaraciones exclusivas al periódico argelino “Echorouk”: "El alto el fuego salvó al ejército marroquí de una derrota frente al Polisario”

Abdelilahou Issou fue un oficial del ejército marroquí que sirvió en el Sáhara Occidental y ha vivido la guerra contra el Frente Polisario. Actualmente, él vive como refugiado político en Madrid, España, desde que huyó de su país en enero del 2002. Es perseguido por los servicios de inteligencia marroquíes desde hace varios años. Estos servicios han tratado de secuestrarlo.

Se le acusó de espionaje a favor de los servicios secretos de España. Abdelilahou Issou nació el 8 de Junio de 1965 en Tetuán, en el norte de Marruecos.

En esta entrevista, la primera que da a un periódico árabe, en ella revela a éste periódico varios relatos sobre el ejército de Marruecos, el Sáhara Occidental, el tráfico de drogas y los derechos humanos.

Anouar Malek: ¿Cómo se unió Vd. al ejército marroquí?

Abdelilahou Issou: Después de las masacres cometidas por el ejército marroquí en enero de 1984 en Tetuan y otras ciudades para reprimir la huelga general activa en ese momento, decidí unirme a la academia militar para tratar de cambiar la situación desde dentro. En ese momento, yo estaba convencido de que había gente "noble" que podría cambiar el curso de los acontecimientos. Salí de la academia en septiembre de 1988 con el rango de subteniente y fui asignado a la infantería. Hay un detalle importante que me gustaría mencionar es que mi padre era amigo del fallecido general Abdelsalam Elhadj Ben Omar, también llamado Nigra. Este me dio una carta y me pidió que la transmita a su amigo el general Abdelnabi Brital el director de la academia en esos momentos. El propósito de esta misiva era conseguir que me asignara una buena posición. Sin embargo, esto fue y es en contra de mis principios, por lo que no le entregué la carta. Estoy seguro de que muchos de mis compañeros de aquellos tiempos, y si estuvieran en mi lugar, habrían aprovechado esa oportunidad de oro.

El alto el fuego salvó al ejército marroquí de una derrota frente al Polisario

Anouar Malek: Usted sirvió en el Sáhara Occidental como oficial del ejército marroquí, ¿nos podría decir algo acerca de lo que ha experimentado?

Abdelilahou Issou: Como subteniente jefe de sección y como teniente que fui nombrado comandante de compañía. Las unidades de infantería en el Sáhara Occidental están divididas en dos categorías. La primera categoría se basa en el acantonamiento a lo largo del cinturón de seguridad (el muro) que fue construido bajo la supervisión de expertos israelíes. El muro es de una longitud de . Esta categoría no tiene vehículos (o camiones u otros vehículos). La compañia se divide en secciones. Entre las posiciones que las secciones controlan, hay zonas del muro que no están cubiertas, pero están minadas y cercadas con alambre de púas. Sin embargo, esto no impedia que las unidades de comandos del Frente entraran en estas áreas. La segunda categoría está compuesta por las fuerzas de intervención móvil rápida. Estas tenian vehículos, mejor armamento y el mando era mejor desde el punto de vista táctico. Las unidades localizadas en el cinturón de seguridad se retiran y huyen cada vez que hay ataques importantes, ya que carecían de recursos para hacer frente a los blindados del Frente Polisario. Como jefe de seccion he frustrado varios intentos de infiltración de comandos del Frente Polisario, entre 1988 y 1990. Pero a pesar de mis logros, nunca fui recompensado por ello. Ves a los altos mandos de la zona sur, acantonados en la ciudad de Agadir, muy lejos del frente, mostrar con orgullo sus pechos llenos de medallas, a pesar de no haber pisado nunca el suelo del Sáhara Occidental. Esa es la amarga verdad.

Anouar Malek: ¿Cómo fue la situación de los soldados marroquíes en los cuarteles durante la guerra?

Abdelilahou Issou: El Polisario nos bombardeaba a diario con ametralladoras de 14,5 y , y morteros del calibre 60, hubo muchas bajas, sin mencionar los heridos. Nuestras bases fortificadas en el muro eran objetivo permanente de cohetes de RPG7 (granadas propulsadas por cohetes), y nuestra vida se convirtió en un infierno. Además, los comandos saharauis se infiltraban en nuestras posiciones y degollaban a los centinelas. Personalmente no dormía de noche, siempre estaba alerta. Pero después del alto el fuego de 1991, la situación ha mejorado. Francamente, el ejército marroquí tiembla con sólo pensar en los comandos del Frente Polisario. En caso de que una guerra estalle de nuevo, el régimen marroqui sería el mayor perdedor, peor aún, los soldados abandonarían sus posiciones.

El 99% de los saharauis están con el Frente Polisario, la autodeterminación es la única solución

Anouar Malek: ¿Cómo evalúa usted la situación de los derechos humanos en Marruecos y el Sáhara Occidental?

Abdelilahou Issou: Los derechos humanos no se respetan, ni en Marruecos ni en el Sáhara Occidental. Los saharauis son considerados ciudadanos de segunda clase. Ellos son maltratados, perseguidos y oprimidos, y muchos de ellos se unieron al Frente Polisario. El 99% de los saharauis están con el Frente Polisario, en cuerpo y alma. Es, además, por esta razón que el régimen marroquí les niega el referéndum de autodeterminación. Los saharauis diariamente ven sus riquezas saqueadas. Un día vi un barco cargado de arena saharaui en venta en las Islas Canarias. Los ejemplos sobre la explotación ilegal de los recursos saharauis abundan.

Anouar Malek: El pueblo saharaui está oprimido, sus riquezas saqueadas, ¿nos podría comentar acerca de la injusticia que sufre este pueblo?

Abdelilahou Issou: Un amigo oficial me dijo un día que a finales de los años 70, un grupo de soldados del 6º Regimiento de Intervencion llegó a un hammam (baño turco) para mujeres, en la ciudad de Smara y violaron a todas las mujeres que estaban allí. Los soldados irrumpían en las casas, robaban todo lo que tenía valor y violaban a las mujeres allí mismo, en sus casas. Incluso los niños y los ancianos no escapaban a la barbarie de los soldados marroquíes. El pueblo saharaui sufre de la opresión y la injusticia, y la violencia que sufren es física y moral. Por lo tanto, un gran número de refugiados saharauis en Tinduf fueron al sur oeste de Argelia para salvar sus vidas.

[Estos son algunos extractos - traducidos del francés - de la entrevista reciente del ex-oficial marroquí al periódico argelino “Echorouk” ].

Traducción: Muntada Sáhara.

Enlace al original de la entrevista (en arabe): http://www.anouarmalek.com/?p=3860

*Fuente: Por un Sáhara Libre quiere agradecer al Sr. Abdelilahou Issou por su colaboración para la publicación de esta entrevista.

Fonte: MJDH/BRASIL

Informe marroquí confirma la muerte de 352 saharauis. Reacción saharaui

Informe marroquí confirma la muerte de 352 saharauis. Reacción saharaui

afrol News, 19 de Enero - El Consejo Real Consultivo para los Derechos Humanos (CCDH) de Marruecos confirma en un informe único la muerte de 352 desaparecidos saharauis de 1992. De ellos, más de 200 murieron en las bases militares y centros secretos de detención, incluyendo menores.

afrol News ha tenido acceso a una traducción en inglés del informe del CCDH, cuya elaboración concluyó en diciembre de 2010, pero no estaba pensado en llegar a la opinión pública.

Marruecos ha sido acusado durante años de la práctica sistemática de detenciones extrajudiciales y asesinatos, especialmente contra quienes se oponen a la ocupación del Sáhara Occidental. Esto ha sido negado categóricamente, todo el tiempo, por las autoridades marroquíes.

Desde la década de 1990, sin embargo, los derechos humanos han sido gradualmente más respetados en Marruecos, en particular después de que el actual monarca, Mohamed VI, llegase al trono en 1999. Desde entonces, se han creado instituciones como el CCDH y se les permite profundizar en los abusos antes de promover la reconciliación nacional. Pero, en el caso concreto de los territorios ocupados del Sáhara Occidental, las violaciones de los derechos humanos, incluyendo las desapariciones, siguen siendo la norma habitual.

El informe de CCDH describe cómo 352 saharauis con nombre, cuyo paradero se desconocía desde hace décadas, o bien murieron en combate o fueron asesinados en los centros de detención. De estos, unos 144 saharauis habían muerto en combate militar, según el informe, que sin embargo no da detalles sobre las circunstancias de su muerte. Las familias de estos saharauis muertos en combate, hasta el momento, no han sido informadas de la muerte o entierro de sus familiares.

La mayoría de los saharauis mencionados en el informe marroquí murieron durante su detención, sin haber tenido un juicio previo. Alrededor de 115 personas murieron en varias bases militares marroquíes, entre ellas 14 menores con edades comprendidas entre los 3 meses y los 15 años. Unas 13 personas fueron ejecutadas por un tribunal marcial en 1976.

El resto de "desaparecidos" saharauis murieron en centros de detención de civiles, tanto en las prisiones ordinarias marroquíes como en los centros secretos de detención, que eran habituales en aquella época. El informe describe cómo en su mayoría estos prisioneros murieron a causa de los malos tratos durante su detención o traslado.
Tampoco las familias de estas víctimas han recibido hasta el momento información alguna sobre el paradero o el estado de sus familiares. Los presos muertos fueron enterrados, por lo general dentro de las prisiones, sin el conocimiento de sus familiares.

La investigación del CCDH va hasta 1992. En aquel momento, unos 261 saharauis encarcelados fueron liberados, muchos de los cuales habían pasado más de diez años en centros secretos de detención, sin pasar por un proceso judicial. Algunos de estos supervivientes sirvieron como informantes a los funcionarios del CCDH.
Las primeras reacciones saharauis a este reconocimiento indirecto marroquí de los abusos de derechos humanos han sido negativas. Abdeslam Omar Lahsen, líder de una asociación saharaui de familiares de desaparecidos, dice que el informe documenta que se habían cometido "crímenes de lesa humanidad" y exige que un tribunal internacional investigue el caso.

"Lejos de curar heridas, este reconocimiento por parte de Marruecos reabre el caso de las víctimas de desapariciones forzadas", dice Lahsen a través de un comunicado. Y añade que Marruecos sigue "manteniendo la impunidad de los autores de los crímenes de lesa humanidad cometidos contra el pueblo saharaui".

DECLARACIÓN

El domingo 9 de enero de 2011, en El Aaiun ocupado, se reúne El Comité de Familiares de Desaparecidos Saharauis. En esta reunión se examinó el contenido del último informe emitido por el Consejo Consultivo de Derechos Humanos, sobre las conclusiones de la Comisión que sigue las recomendaciones de la Instancia Equidad y Reconciliación sobre los asuntos pendientes para las víctimas de desaparición forzada.

Condenan el trato recibido por las familias por el Consejo y, anteriormente, por la Instancia Equidad y Reconciliación, desde la comunicación del informe de los saharauis secuestrados. También condenan la forma en la que se anunció las conclusiones del Consejo sobre sus familiares, ya que las familias han conocido la presentación de este informe a través de Internet, lo que es un desprecio para el sufrimiento de estas familias. Debían haber sido llamados de manera formal para informarles de las investigaciones, siendo también una aparente contradicción con la ley básica que regula el Consejo y la Comisión, así como una transgresión de las promesas hechas a las familias por la antigua Instancia. También manifiestan las familias, tras la lectura del informe lo siguiente:

1- El informe fue aprobado, en lo que respecta a los secuestrados saharauis en paradero desconocido, tras los testimonios de las familias y las víctimas de desapariciones forzadas que se realizó durante la visita a la región, en el año 2004, sin un trabajo serio en la investigación.
2- Según el informe, se habla del caso de 13 saharauis que fueron condenados a muerte, sin dar otros detalles, tales como: número de expediente, fecha del juicio, etc.

3- Existen contradicciones en los datos contenidos en el informe sobre los saharauis en comparación con la respuesta que el Estado marroquí dio al Grupo de Trabajo sobre Desapariciones Forzadas o Involuntarias de las Naciones Unidas años atrás.

4- En el informe figuran algunos casos de muertes, mientras que las familias confirman que aún están vivos, refutando las afirmaciones del Consejo.

5- En 2006, ASVDH, tras encontrar restos humanos en el desierto, envió una carta al Consejo y la Comisión solicitando una investigación y nunca tuvo respuesta a dicha petición.

Firma: Comité de Familiares de Desaparecidos Saharauis.

Fonte: MJDH/BRASIL

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Saharauis celebram aniversário com críticas a Marrocos sobre presos

Saharauis celebram aniversário com críticas a Marrocos sobre presos



Escrito por Mireya Ortiz Bécquer

20 de enero de 2011, 08:13
Argel, 20 jan

Um variado programa de celebrações marcará os 35 anos da proclamación da República Árabe Saharaui Democrática (RASD), acompanhado de denúncias contra Marrocos pela dramática situação dos presos políticos, soube-se hoje.

Ativistas políticos e fontes jornalísticas do Serviço de Imprensa Saharaui (SPS) confirmaram a Imprensa Latina que se preparam comemorações em duas etapas nas wilayas (províncias) e instituições nacionais de cara ao 27 de fevereiro próximo.

A RASD, instalada no deserto de Tindouf cedido por Argélia aos refugiados saharauis, foi proclamada o 27 de fevereiro de 1976 na região de Bir Lehlu, em um dia após ser arriada a bandeira de Espanha do Sahara Ocidental, depois de quase em um século de domínio colonial.

Segundo as fontes, o Comitê Preparatorio prevê realizar reuniões nas quatro wilayas para ler comunicados destacando a importância desse acontecimento para os saharuis, pese a viver baixo severas condições nessa zona de extrema aridez.

O referido comitê concebeu uma celebração inicial da efemérides nos acampamentos de refugiados, particularmente na wilaya de Smara, onde se organizará a undécima edição do Sahara Maratona , uma carreira benéfica internacional de 42, 21, 10 e cinco quilômetros.

A segunda etapa se desenvolverá nos Territórios Libertados da RASD, como definem à região recuperada dos ocupantes marroquinos em Tifariti, e acolherá os desfiles militares e culturais, segundo disseram as fontes desde a localidade de Chahid O Hafed.

Assim mesmo, ativistas políticos e humanitários vinculados a essa república no exílio"reconhecida já por mais de 80 países- instaram à comunidade internacional a reagir ante a que definiram como dramática e preocupante situação dos presos políticos no Aaiún.

O Comitê para a Defesa do Direito à Autodeterminação do Povo Saharaui (CODAPSO) denunciou que os prisioneiros sofrem torturas, violações, surras, insultos e falta de atenção médica nos cárceres Negra, do Aaiún, e na de Salguei, cerca de Rabat.

Acrescentou que 130 réus em Salguei (incluídas seis mulheres) detidos depois do brutal desmantelamiento do acampamento Gdeim Izik, em novembro, foram obrigados a assinar ou pôr sua impressão em relatórios policiais com os olhos vendados sem poder ler, ver ou escutar o que diziam.


Fonte: www.prensa-latina.cu

sábado, 8 de janeiro de 2011

"GARTUFA"














Fonte: Nossa admiração e respeito ao excepcional documentário produzido pelo JORNALISTA LÚCIO DE CASTRO

Os "Filhos das Nuvens" não estão sós.


Lúcio de Castro é carioca, formado em História e em Jornalismo, que exerce há 10 anos. Conquistou alguns dos principais prêmios de jornalismo como o Embratel (2003 e 2006), Anamatra de Direitos Humanos 2009, Prêmio Direitos Humanos MJDH/OAB 2008 e 2010, Ibero-Americano (UNICEF-EFE) e Fundación Nuevo Periodismo (dirigida por Gabriel Garcia Márquez)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

ACAPS inaugura el hospital para tuberculosos en el campamento de refugiados saharauis

ACAPS inaugura el hospital para tuberculosos en el campamento de refugiados saharauis
La Associació Comarcal d'Ajuda al Poble Sahrauí inaugura el centro Suleiman Ramdan,una infraestructura que permitirá la atención y cuidado de los afectados de tuberculosis pulmonar en los campamentos de Argelia.

S.G._05/01/2011



Una delegación de la Associació Comarcal d'Ajuda al Poble Sahrauí (ACAPS), encabezada por su presidente, Salvador Pallarés, inauguró en fechas navideñas en los campamentos de Argelia el hospital para tuberculosos que ha promovido esta asociación. Al acto también asistió el ministro de Salud Pública de la República Árabe Saharaui Democrática (RASD), Sidahmed Teyeb.

Las fuentes de financiación para la construcción del centro han procedido finalmente de la misma población de la Safor, entre ellas la ayuda del 0,7% del Ayuntamiento de Gandia durante el año 2009, y de ayudas puntuales de diferentes ayuntamientos de la comarca, sin ninguna otra subvención externa.

Este edificio, bautizado con el nombre de Suleiman Randam, sustituye al antiguo hospital, "que estaba en condiciones precarias, ruinosas, y muy alejado del centro de las infraestructuras sanitarias de los campamentos de refugiados", informaron fuentes de ACAPS a través de un comunicado.

El centro tiene capacidad para acoger a 12 enfermos y cuenta con las dependencias necesarias para su funcionamiento como sala de cuidado, farmacia, salas de estar, cocina o comedor. El hospital dispone de energía eléctrica continuada, lo cual también permite comodidades como la de disponer de aire acondicionado en las dependencias comunes.

A pesar de todo, aún hay carencias en el mobiliario que serán superadas con la ayuda de los 10.000 euros del 0,7% de 2010 del Ayuntamiento de Gandia. Con esta cantidad económica, el centro podrá contar con camas nuevas, armarios para las habitaciones y para la farmacia, mobiliario de las consultas, renovar el paramento del comedor y de la cocina.

Los enfermos ya se han instalado. Ahora se continuará asegurando el funcionamiento, de forma que, segun ACAPS, las líneas de trabajo a seguir son: amueblar en condiciones óptimas el edificio, mejorar el sistema de proveimiento de agua, asegurar la manutención alimenticia y sanitaria de los enfermos, proveer fondo para incentivar los profesionales que trabajan, y completar la red de aire acondicionado en las habitaciones.

Fonte: www.saforguia.com

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Crianças Saharauis - exemplo para o mundo


Ano novo, vida nova, será?

Este blog, como vocês sabem, tem objetivos bem definidos:

1. Divulgar a causa Saharaui;
2. Buscar o reconhecimento do Estado Saharaui como nação independente pelo Brasil;
3. Pressionar a Espanha, França, Portugal e EUA, para que renunciem aos interesses escusos que os mantém ligados umbilicalmente ao regime genocida de Mohamed VI, Rei do Marrocos.

Ao longo deste ano garimpamos, isto mesmo, garimpamos na imprensa nacional e internacional, notícias sobre a situação do Povo Saharaui.
Apesar do apego da imprensa as notícias sobre tragédias, o extermínio dos Saharauis não desperta nenhum interesse. Assim, a vida privada das celebridades, o acidente na Fórmula 1, o título mundial perdido, a novela das 9:00, o replay interminável dos gols feitos e perdidos e os bolas muchas e os bolas cheias, inundam nossas casas num besterol que parece não ter fim.
O processo de infantilização do povo caminha a passos de gigante.
Os mesmos meios de comunicação que trabalham matérias sobre tragédias pretéritas, com o nobre intuito de que o conhecimento das atrocidades praticadas no passado não se repitam, criminosamente calam diante do extermínio do povo Saharaui no presente.

Ora, como poderia um muro de 2.500 KM de extensão, guarnecido por 150.000 mercenários fortemetente equipados com armamento Francês, dividindo um país de norte a sul, segregando um povo em cárcere privado dentro do seu próprio teritório, ser manchete e provocar o repúdio mundial?

Como poderia milhões de minas terrestres serem colocadas ao pé deste infame muro para evitar que os legítimos donos da terra transitem livremente, provocando mutilações e mortes aos milhares de um povo indefeso, ser manchete e provocar o repúdio mundial?

Como poderia a tortura praticada nos porões das prisões Marroquinas, contrariando e colocando a mostra toda a hipocrisia da política de Direitos Humanos apregoadas e não praticadas pela União Européia e EUA, ser manchete e provocar o repúdio mundial?

Como poderia a conduta do governo brasileiro que apoiou energicamente o direito do Irã produzir energia nuclear, enfrentando posição contrária das potências mundiais, e mantém posição de neutralidade em relação a independência do Povo Saharaui - última colônia da África - e ao seu Direito à Liberdade, ser manchete e provocar o repúdio mundial?

Como poderia o PT ser governo durante oito anos, agora mais quatro, esquecer uma das resoluções do seu terceiro Congresso, quando apoiaram expressamente a independência do povo Saharaui e após assumirem, negarem este sagrado direito ao povo Saharaui e a própria incoerência na defesa da liberdade ser manchete e provocar o repúdio mundial?

Como poderia a França continuar vendendo armas ao Marrocos para garantir a continuidade da opressão ao povo Saharaui, a Espanha continuar roubando fosfato das minas Saharauis, Portugal e outros gatunos europeus continuarem pescando no litoral Saharaui, maior banco pesqueiro do mundo, pagando pedágio ao genocida Mohamed VI, enquanto as crianças Saharauis nunca viram um peixe e não tem o que comer, ser manchete e provocar o repúdio mundial?

O trato (trato porque contrato precisa ter objeto lícito e boa fé entre as partes) espúrio celebrado entre o Marrocos e seus comparsas Europeus, para espoliação dos recursos naturais abundantes na terra e no mar Saharaui, financia o enriquecimento ilícito de Mohamed VI e a presença do aparelho estatal de repressão, estacionado permanentemente na região.

Como vimos, parece que a palavra chave é COERÊNCIA.

Não há coerência possível enquanto a cobiça e a ganância das grandes potências, a omissão criminosa de países como o Brasil, mais a cumplicidade da imprensa internacional, prevalecerem sobre o direito à vida e à liberdade do povo Saharaui!!!

A reflexão sobre os fatos atuais não diminui nossa disposição para a luta. Nem poderia, pois, as vítimas diretas deste galopante processo de extermínio, o povo Saharaui, não se entregam, não correm da luta, não se curvam ao inimigo e mantém firme seu sonho invencível de liberdade.

Aos bravos combatentes Saharauis, às mujeres Saharauis de excepcional carácter e força frente às adversidades, às crianças Saharauis que não tem o que comer, não tem água, moram em tendas, frequentam escolas precárias, desconhecem a fauna, a flora, os rios, seu mar e mesmo assim são FELIZES, a nossa solidariedade, respeito e admiração à vossa causa, e o desejo que 2011 seja o ano da redenção deste bravo e heróico POVO.