República Árabe Saharaui Democrática


O POVO QUE O MUNDO ESQUECEU


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O POVO QUE O MUNDO ESQUECEU


Bem-vindos ao blog phoenixsaharaui.blogspot.com.br


A criação deste espaço democrático visa: divulgar a causa Saharaui, buscar o reconhecimento pelo Brasil da República Árabe Saharaui Democrática e pressionar a União Européia, especialmente a Espanha, a França e Portugal, mais os EUA, países diretamente beneficiados pela espoliação dos recursos naturais do povo Saharaui, para retirarem o apoio criminoso aos interesses de Mohammed VI, Rei do Marrocos, e com isto permitir que a ONU prossiga no já tardio processo de descolonização da Pátria Saharaui, última colônia na África.


Membro fundador da União Africana, a RASD é reconhecida por mais de 82 nações, sendo 27 latino-americanas.


Nas páginas que seguem, você encontrará notícias do front, artigos de opinião, relato de fatos históricos, biografias de homens do porte de Rosseau, Thoreau, Tolstoy, Emersom, Stuart Mill e outros que tiveram suas obras imortalizadas - enxergaram muito além do seu tempo - principalmente em defesa da Liberdade.


"Liberté, Égalité, Fraternité", a frase que embalou tantos sonhos em busca da Liberdade, é letra morta na terra mãe.


A valente e obstinada resistência do povo Saharaui, com certeza encontraria em Jean Molin - Herói da resistência francesa - um soldado pronto para lutar contra a opressão e, em busca da Liberdade, morrer por sua Pátria.


A Literatura, a Música, a Pintura e o Teatro Saharaui estarão presentes diariamente nestas páginas, pois retratam fielmente o dia-a-dia deste povo, que a despeito de todas as adversidades, em meio a luta, manteve vivas suas tradições.


Diante do exposto, rogamos que o nosso presidente se afaste da posição de neutralidade, mas que na verdade favorece os interesses das grandes potências, e, em respeito a autodeterminação dos povos estampada como preceito constitucional, reconheça, ainda em seu governo, a República Árabe Saharaui Democrática - RASD.


Este que vos fala não tem nenhum compromisso com o erro.


Se você constatar alguma imprecisão de datas, locais, fatos, nomes ou grafia, gentileza comunicar para imediata correção.


Contamos com você!


Marco Erlandi Orsi Sanches


Porto Alegre, Rio Grande do Sul/Brasil

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Acordo de Pescas UE-Marrocos


Exmº. Senhor

Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros

Dr. Luís Amado

Ministério dos Negócios Estrangeiros


Lisboa, 16 de Fevereiro de 2011

Assunto: Acordo de Pescas UE-Marrocos: posição de Portugal

Excelência

Como Portugal sabe muito bem, porque actuou em conformidade com o Direito Internacional no caso de Timor-Leste, quando este território era ocupado pela República da Indonésia, "Qualquer potência administrante que prive os povos coloniais de Territórios Não Autónomos do exercício dos seus direitos legítimos sobre os seus recursos naturais... viola as obrigações solenes que lhe incumbem em virtude da Carta das Nações Unidas" (Resoluções 48/46 de 10 de Dezembro de 1993 e 49/40 de 9 de Dezembro de 1994).

No final deste mês de Fevereiro expira o Acordo de Pescas celebrado entre a União Europeia e o Reino de Marrocos. Dada a controvérsia gerada, não foi possível em tempo útil elaborar um novo Acordo. Por isso a Comissão Europeia pretende agora obter a aprovação do Conselho para negociar a prorrogação do Acordo existente, que inclui as águas do Sahara Ocidental, por um ou dois anos.

Um parecer do Serviço Jurídico do Parlamento Europeu, publicado em 2010, declara que as actividades pesqueiras actuais ao largo da costa do Sahara Ocidental são ilegais, em especial devido ao estatuto de Território Não Autónomo do Sahara Ocidental, na acepção do Artigo 73.º da Carta das Nações Unidas.

Como referiu recentemente a Comissária Europeia responsável pelos Assuntos Marítimos e Pescas, Sra. Maria Damanaki, devem antes ser apresentadas provas de que o Acordo de Pescas beneficia a população do Sahara Ocidental, porque «a exploração e a pilhagem dos recursos marinhos e de outros recursos naturais de Territórios coloniais ou não autónomos por interesses económicos estrangeiros, em violação das resoluções pertinentes da Organização das Nações Unidas, comprometem a integridade e a prosperidade desses Territórios».

Quase um ano depois de lhe ter sido solicitado, o governo de Marrocos enviou recentemente documentação sobre esta matéria à Comissão Europeia, mas o seu conteúdo não foi divulgado.

Finalmente, as mais importantes organizações internacionais de defesa dos Direitos Humanos têm denunciado fundamentadamente a intensificação, nos últimos meses, das violações dos direitos humanos do povo saharauí por parte das autoridades de Marrocos. Como também é sabido, todos os Acordos da União Europeia com países terceiros incluem cláusulas relativas à obrigatoriedade de respeito pelos direitos humanos.

Neste contexto, pedimos ao Governo português, no momento em que aumentam as suas responsabilidades no quadro da política externa em virtude da participação no Conselho de Segurança, que:

solicite urgentemente à Comissão Europeia que torne públicos os relatórios elaborados por Marrocos sobre os supostos benefícios da pesca para o Sahara Ocidental

seja posto termo, de imediato, ao Acordo em vigor, visto que ele não exclui as águas pertencentes ao Sahara Ocidental

dê o seu valioso contributo para que o direito do povo saharauí à autodeterminação seja efectivamente respeitado através da realização de um referendo, organizado e supervisionado pelas Nações Unidas, o que abriria caminho à celebração de Acordos internacionais justos e transparentes.

Nada poderá justificar, perante o povo português, que o seu Governo não actue em relação ao Sahara Ocidental como o fez relativamente a Timor-Leste, já que a situação deste, antes da realização do referendo, era, à luz do Direito Internacional, a mesma em que agora se encontra o Sahara Ocidental.

Junto enviamos, como referência, a carta enviada em Janeiro de 2002 ao Presidente do Conselho de Segurança pelo então Sub-secretário Geral das Nações Unidas para os Assuntos Legais, Hans Corell e que mantém toda a actualidade.

Agradecendo, desde já, a atenção prestada a este assunto da maior importância para a credibilidade de Portugal,

apresentamos os melhores cumprimentos.

Amnistia Internacional - Portugal

Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental

CIDAC - Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral

Graal

International Platform of Jurists for East Timor (IPJET)

Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres

Western Sahara Resource Watch (WSRW)

Fonte: port.pravda.ru

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Haidar alerta de que la rebelión contagiará a Marruecos y al Sáhara


La activista saharaui, Aminatou Haidar, entregó en Sevilla un premio a José Saramago a su viuda, Pilar del Río.

La activista saharaui y el delegado del Frente Polisario instan a España a no pensar sólo en sus intereses económicos sino en la estabilidad de la zona y critican que cuestione las condiciones para celebrar el referéndum de autodeterminación.
Las asociaciones juveniles y sindicatos marroquíes convocantes de la manifestación prevista hoy que pretende reformas políticas dejan claro que Marruecos no quiere ser una excepción en el mundo árabe y que su situación y pretensiones no difieren de lo ocurrido en Túnez o Egipto.


Esa misma sensación tiene el pueblo saharaui, que aunque considera que la solución a su causa requiere una intervención internacional, reconoce que un cambio en el Gobierno marroquí sería fundamental para sus objetivos.

La presidenta del Colectivo de Defensores de los Derechos Humanos Saharauis, la activista Aminatu Haidar reconoció ayer -en un encuentro organizado por la Asociación de Amistad con el Pueblo Saharaui de Sevilla- que tiene "gran esperanza" en el que será un "día histórico para Marruecos" si bien matizó que la protesta tienen unas "reivindicaciones limitadas de cambiar la Constitución, el respeto a los derechos humanos y acabar con el Majzén [el círculo más cercano a Mohamed VI] pero no atacar al rey". Con todo, Haidar admitió que un cambio en el Gobierno marroquí sería "muy importante" para la causa saharaui y defendió que ambos pueden jugar un "papel importantísimo en la unión del Magreb árabe".

Haidar viajó ayer a Sevilla para participar en el encuentro y entregar el premio Juan Antonio González Caraballo -en memoria del médico cooperante- concedido por la asociación a título póstumo al Nobel portugués José Saramago. En un emotivo acto, Haidar agradeció a su viuda, la periodista sevillana Pilar del Río, el "aliento" que ambos le mostraron durante su huelga de hambre en el aeropuerto de Lanzarote en 2009 para exigir su regreso al Sáhara tras su deportación forzosa desde el aeropuerto de El Aaiún, controlado por Marruecos.

En vísperas de la manifestación de Marruecos, la activista saharaui alertó de que las revueltas del mundo árabe van a "contaminar a otros países, Marruecos por ejemplo, pero también a los jóvenes saharauis, que pueden responder de forma violenta". Y llamó la atención a España para que piense "no solamente en los intereses económicos sino en la estabilidad y la paz para todos los españoles". Así, pidió al pueblo español "acciones políticas concretas para ejercer presiones sobre el Gobierno español para que busque una solución". Para Haidar "España tiene que respetar la voluntad de los pueblos y no minimizar la capacidad de los pueblos árabes" así como "acabar con el apoyo a las dictaduras".

Igualmente crítico con la actual posición de España fue el delegado del Frente Polisario en España, Bucharaya Beyon. Denunció que la ministra de Exteriores, Trinidad Jiménez, "no escatima esfuerzos para convencer a otros países de que no se dan las condiciones para celebrar el referéndum de autodeterminación, llegó a decir que el Frente Polisario lo reconoce y eso está muy lejos de la verdad". Beyon defendió que no hay problemas técnicos sino el rechazo de Marruecos y ni la ONU ha hablado de imposibilidad para celebrarlo sino de que "hay mucha debilidad".

Beyon lamentó que 35 años después, el Gobierno español "apoye la ocupación marroquí" y denunció que los saharauis ya no ven útil la presencia de la ONU en su territorio porque en 20 años no ha hecho nada cuando su misión era preparar las condiciones para el referéndum. Por ello, alertó de que "si no hay señales a corto plazo de querer avanzar hacia una solución, los jóvenes saharauis se pueden descarrilar hacia la violencia", algo que "no beneficia a nadie" pero es "un derecho" para "defender la libertad".

Fonte: www.elcorreoweb.es

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil INFORMA:

MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS/Brasil INFORMA:

Estimados(as) amigos)as) de la causa independentista saharaui,

El primer embajador de la República Árabe Saharaui Democrática ante el Estado uruguayo, Sr. Cheibani Abbas, presentará sus cartas credenciales al Presidente José Mujica, el martes 22 de febrero a las 16:00 horas.
La ceremonia tendrá lugar en la Torre Ejecutiva.
Una vez concluida dicha ceremonia, el embajador saharaui depositará una ofrenda floral al pie del monumento a José Artigas, en la Plaza Independencia.

Saludos


Jair Krischke

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

UM MURO DIVIDE O SAARA EM DOIS

Um muro divide o Saara em dois. De um lado, o Marrocos. Do outro, Argélia. Ao redor do muro, milhões de minas terrestres, que já mutilaram centenas de pessoas. E o mundo parece achar normal.

Como também parece achar normal que, no coração do deserto, no pedaço mais inóspito do mais inóspito pedaço do planeta, viva um povo em exílio: os Saharauis.

Um muro de vergonha, sem a badalação de seus irmãos mais ricos, pedaços de concreto que isolam palestinos, mexicanos ou o agora pop falecido muro de Berlim. Sobre o muro que isola os saharauis, nenhuma palavra. Mais esquisito mesmo, só a existência, em pleno século XXI, de um povo esquecido pelo mundo.

A tragédia saharaui começou em 1975. Em um de seus últimos atos, o General Franco entregou o território conhecido como Saara Ocidental, ou Saara Espanhol, ao Marrocos e a Mauritânia, enquanto as antigas colônias europeias na África conquistavam independência. Restou a guerra. Depois de 15 anos, bombardeados por napalm e artefatos de fósforo, restou o exílio na Argélia.

Em quatro acampamentos de refugiados no meio de uma parte do Saara sem água ou qualquer possibilidade de agricultura, os saharauis vivem o exílio, e aguardam há mais de três décadas a hora de voltar pro seu pedaço de terra e o reconhecimento como nação.


Desde o fim de 2010, e também no início de 2011, o Marrocos tem intensificado ações brutais e violentas de repressão aos saharauis. Relatos de homens, mulheres e até crianças torturadas se repetem. Mas o mundo prefere ignorar.

Um silêncio nada inocente. Do outro lado do muro, 200 mil pessoas seguem padecendo como poucos povos na história da humanidade. Quarenta e cinco por cento das mulheres saharauis tem suas gestações interrompidas por falta de ferro. O escorbuto é encontrado em 27% da população, e 20% tem cegueira noturna. As tempestades de areia vitimam um alto número de crianças com surdez. Hepatite B e meningite são freqüentes, dando cores fortes a uma tragédia sem eco.

Uma história de esquecidos entre tantos esquecidos, que o mundo prefere ignorar.

LÚCIO CASTRO - jornalista

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Pirâmides, Faraós, Múmias, Internet, Facebook,Twitter...

Pirâmides, Faraós, Múmias, Internet, Facebook,Twitter...

Tudo junto misturado, quem diria?

Que estrago!!

Mubarak que o diga.



Que as ditaduras não são eternas já sabíamos, mas o poder de mobilização levado a efeito pelas redes sociais no Egito é fantástico.

Reprimidos por uma ditadura que durava 30 anos, o povo egípcio deu um espetacular basta na tirania comandada por Mubarak, apoiado e sustentado pela hipocrisia européia e pela soberba militar do governo americano.
O modelo predador compartilhado entre UE e EUA, de alavancar seu crescimento através da drenagem dos recursos naturais das regiões periféricas - África, América Latina e Ásia - ancorados em ditadores subvencionados e corrompidos contra os interesses de seu próprio povo, com o dinheiro sujo dos dois blocos, está com os dias contados e prestes a se desintegrar.
A UE e os EUA, senhores do mundo, subestimaram a criatura que eles mesmo construíram, a INTERNET. Como imaginávamos, a ferramenta internet apresenta conteúdo que vai do lixo ao ouro e, representa um instrumento excepcional de mobilização popular, agora com prova inequívoca.
Não há mais volta. Os governos corruptos, ditatoriais e incompetentes, podem e devem ser derrubados pela mobilização popular. O povo unido jamais será vencido deixou de ser somente uma frase de incentivo a participação das massas.



A Europa e os EUA terão que garimpar em seu próprio terreno, explorar o seu próprio povo. Os países espoliados já não se conformam com o tratamento desumano imposto pelo interesses dos países predadores que, administrados por governos liderados por gente incompetente e comprometidos com o grande capital, apostam em suas máquinas de guerra para resolver todos os problemas. Como vimos, não adiantou. O marqueteiro Obama ainda tentou pegar carona nas reformas em curso no Egito, como se fosse um apoiador do povo egípcio. Tentou, inclusive negociava a transição pacífica, ordeira, para mudar sem mudar nada, mais o povo não é bobo, e o tirano teve que ir para a casa. Com sorte, saiu com a cabeça em cima dos ombros.



E a imprensa nacional, onde estava??
Agora chama Mubarak de ditador, até outro dia era Presidente do Egito. Que vergonha!!
A nossa imprensa envergonha a nação. Comprometida até os dentes com os interesses dos grandes patrocinadores, filtra as notícias até o último momento, quando não dá mais para segurar.



Quem sabe agora possamos tratar da situação dos Saharauis – o povo que o mundo esqueceu.
As pessoas que acompanham este blog conhecem o galopante processo de extermínio a que estão submetidos os Saharauis, pela mão de ferro de Mohamed VI, Rei do Marrocos, executor das políticas imperialistas dos europeus e dos americanos na região.
A mesma imprensa que astutamente pega carona na bravura do povo egípcio, deve se manifestar sobre a situação do Sahara Ocidental. Ou será que os interesses portugueses, espanhóis, franceses e americanos nos recursos naturais abundantes na região já declarada pela ONU como Pátria Saharaui, autorizam o genocídio praticado contra este povo indefeso?

Ser quarto poder tem suas vantagens, suas responsabilidades e seus custos. Resgatem os princípios nobres do verdadeiro jornalismo, trazendo ao público a verdade com isenção.



Não podemos descurar que a omissão também é crime e, no caso Saharaui, a omissão configurada pelo silêncio das máquinas de escrever, tem sido a principal arma dos países espoliadores. A imprensa nacional e internacional está amordaçada, carecendo de jornalistas independentes e comprometidos com a liberdade e a vida humana.
Finalmente, desejo que o Marrocos seja varrido por este tsunami chamado facebook, twiter e outros, e que seu povo, assim como os egípcios, lutem contra o tirano Mohamed VI, arrebentando os grilhões e desfrutando da liberdade a que tem direito.
Nesta onda, continuaremos lutando pela autodeterminação e independência do povo Saharaui - os filhos das nuvens.



A consciência e as possibilidades que emergem da luta do povo egípcio, será o combustível da vitória.



E o Brasil, ex-colônia de Portugal, segue deitado em berço esplêndido, de costas para os Saharauis - última colônia da África - à reboque dos acontecimentos. Junto com a Argentina e o Chile, são os únicos países da América do Sul que ainda não reconheceram a independência da República Árabe Saharaui Democrática/RASD. Que vergonha!!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Oito Centrais sindicais de vários Estados europeus estiveram durante 3 dias em El Aiun, capital do Sahara Ocidental

Oito Centrais sindicais de vários Estados europeus estiveram durante 3 dias em El Aiun, capital do Sahara Ocidental



Uma delegação de sindicatos europeus composta pelas centrais sindicais de Espanha (CCOO, Confederación Intersindical, USO), Euskadi (ELA-STV), Galiza (CIG), França (CGT), Itália (CGIL) e Portugal (CGTP-IN), tendo por base os acordos alcançados sob proposta apresentada pela UGTSARIO na 36ª Conferência Internacional de Solidariedade com o Sahara Ocidental realizada em Novembro de 2010 em Le Mans, deslocou-se a El Aiun de 23 e 25 do actual mês de Janeiro.
Os objectivos desta missão internacional visaram mostrar a solidariedade com os trabalhadores e as trabalhadoras do Sahara Ocidental e o Povo Saharaui, e conhecer no terreno a actual situação nos territórios ocupados por Marrocos.

A delegação sindical mostrou a sua solidariedade com os trabalhadores de Fosbucraa, que se manifestam desde há meses diante da sede da Direcção da Empresa, exigindo que lhes seja reconhecido os seus direitos resultantes dos contratos de trabalho firmados então com a empresa Fosbucraa, e que sejam indemnizados adequadamente pelos incumprimentos e discriminações que sofreram pelo facto de serem Saharauis.

Os sindicatos participantes nesta missão internacional expressam uma vez mais a sua solidariedade com o Povo Saharaui e exigem que se respeite o seu direito à autodeterminação através da realização do referendo reconhecido em inúmeras resoluções das Nações Unidas e reiteradamente não cumpridas pelo reino de Marrocos. Instamos a União Europeia a que tenha em conta estes princípios nas suas relações com Marrocos, suspendendo o Estatuto Avançado que com esse Estado mantém. Exigimos ao governo espanhol, potência administradora do território, segundo a legislação internacional, que exerça uma política de neutralidade activa, posta sistematicamente em causa pelas declarações favoráveis às teses marroquinas da Ministra de Negócios Estrangeiros e do Ministro da Presidência.

- CC.OO. Espanha
- Confederación Intersindical. Espanha
- USO. Espanha
- ELA-STV. Euskadi
- CIG. Galiza
- CGT. França
- CGIL. Itália
- CGTP-IN. Portugal

Fonte: www.vidasalternativas.eu

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Declaraciones de un ex-oficial del ejército marroquí

Declaraciones de un ex-oficial del ejército marroquí


Abdelilahou Issou, el oficial desertor del ejército marroquí en declaraciones exclusivas al periódico argelino “Echorouk”: "El alto el fuego salvó al ejército marroquí de una derrota frente al Polisario”

Abdelilahou Issou fue un oficial del ejército marroquí que sirvió en el Sáhara Occidental y ha vivido la guerra contra el Frente Polisario. Actualmente, él vive como refugiado político en Madrid, España, desde que huyó de su país en enero del 2002. Es perseguido por los servicios de inteligencia marroquíes desde hace varios años. Estos servicios han tratado de secuestrarlo.

Se le acusó de espionaje a favor de los servicios secretos de España. Abdelilahou Issou nació el 8 de Junio de 1965 en Tetuán, en el norte de Marruecos.

En esta entrevista, la primera que da a un periódico árabe, en ella revela a éste periódico varios relatos sobre el ejército de Marruecos, el Sáhara Occidental, el tráfico de drogas y los derechos humanos.

Anouar Malek: ¿Cómo se unió Vd. al ejército marroquí?

Abdelilahou Issou: Después de las masacres cometidas por el ejército marroquí en enero de 1984 en Tetuan y otras ciudades para reprimir la huelga general activa en ese momento, decidí unirme a la academia militar para tratar de cambiar la situación desde dentro. En ese momento, yo estaba convencido de que había gente "noble" que podría cambiar el curso de los acontecimientos. Salí de la academia en septiembre de 1988 con el rango de subteniente y fui asignado a la infantería. Hay un detalle importante que me gustaría mencionar es que mi padre era amigo del fallecido general Abdelsalam Elhadj Ben Omar, también llamado Nigra. Este me dio una carta y me pidió que la transmita a su amigo el general Abdelnabi Brital el director de la academia en esos momentos. El propósito de esta misiva era conseguir que me asignara una buena posición. Sin embargo, esto fue y es en contra de mis principios, por lo que no le entregué la carta. Estoy seguro de que muchos de mis compañeros de aquellos tiempos, y si estuvieran en mi lugar, habrían aprovechado esa oportunidad de oro.

El alto el fuego salvó al ejército marroquí de una derrota frente al Polisario

Anouar Malek: Usted sirvió en el Sáhara Occidental como oficial del ejército marroquí, ¿nos podría decir algo acerca de lo que ha experimentado?

Abdelilahou Issou: Como subteniente jefe de sección y como teniente que fui nombrado comandante de compañía. Las unidades de infantería en el Sáhara Occidental están divididas en dos categorías. La primera categoría se basa en el acantonamiento a lo largo del cinturón de seguridad (el muro) que fue construido bajo la supervisión de expertos israelíes. El muro es de una longitud de . Esta categoría no tiene vehículos (o camiones u otros vehículos). La compañia se divide en secciones. Entre las posiciones que las secciones controlan, hay zonas del muro que no están cubiertas, pero están minadas y cercadas con alambre de púas. Sin embargo, esto no impedia que las unidades de comandos del Frente entraran en estas áreas. La segunda categoría está compuesta por las fuerzas de intervención móvil rápida. Estas tenian vehículos, mejor armamento y el mando era mejor desde el punto de vista táctico. Las unidades localizadas en el cinturón de seguridad se retiran y huyen cada vez que hay ataques importantes, ya que carecían de recursos para hacer frente a los blindados del Frente Polisario. Como jefe de seccion he frustrado varios intentos de infiltración de comandos del Frente Polisario, entre 1988 y 1990. Pero a pesar de mis logros, nunca fui recompensado por ello. Ves a los altos mandos de la zona sur, acantonados en la ciudad de Agadir, muy lejos del frente, mostrar con orgullo sus pechos llenos de medallas, a pesar de no haber pisado nunca el suelo del Sáhara Occidental. Esa es la amarga verdad.

Anouar Malek: ¿Cómo fue la situación de los soldados marroquíes en los cuarteles durante la guerra?

Abdelilahou Issou: El Polisario nos bombardeaba a diario con ametralladoras de 14,5 y , y morteros del calibre 60, hubo muchas bajas, sin mencionar los heridos. Nuestras bases fortificadas en el muro eran objetivo permanente de cohetes de RPG7 (granadas propulsadas por cohetes), y nuestra vida se convirtió en un infierno. Además, los comandos saharauis se infiltraban en nuestras posiciones y degollaban a los centinelas. Personalmente no dormía de noche, siempre estaba alerta. Pero después del alto el fuego de 1991, la situación ha mejorado. Francamente, el ejército marroquí tiembla con sólo pensar en los comandos del Frente Polisario. En caso de que una guerra estalle de nuevo, el régimen marroqui sería el mayor perdedor, peor aún, los soldados abandonarían sus posiciones.

El 99% de los saharauis están con el Frente Polisario, la autodeterminación es la única solución

Anouar Malek: ¿Cómo evalúa usted la situación de los derechos humanos en Marruecos y el Sáhara Occidental?

Abdelilahou Issou: Los derechos humanos no se respetan, ni en Marruecos ni en el Sáhara Occidental. Los saharauis son considerados ciudadanos de segunda clase. Ellos son maltratados, perseguidos y oprimidos, y muchos de ellos se unieron al Frente Polisario. El 99% de los saharauis están con el Frente Polisario, en cuerpo y alma. Es, además, por esta razón que el régimen marroquí les niega el referéndum de autodeterminación. Los saharauis diariamente ven sus riquezas saqueadas. Un día vi un barco cargado de arena saharaui en venta en las Islas Canarias. Los ejemplos sobre la explotación ilegal de los recursos saharauis abundan.

Anouar Malek: El pueblo saharaui está oprimido, sus riquezas saqueadas, ¿nos podría comentar acerca de la injusticia que sufre este pueblo?

Abdelilahou Issou: Un amigo oficial me dijo un día que a finales de los años 70, un grupo de soldados del 6º Regimiento de Intervencion llegó a un hammam (baño turco) para mujeres, en la ciudad de Smara y violaron a todas las mujeres que estaban allí. Los soldados irrumpían en las casas, robaban todo lo que tenía valor y violaban a las mujeres allí mismo, en sus casas. Incluso los niños y los ancianos no escapaban a la barbarie de los soldados marroquíes. El pueblo saharaui sufre de la opresión y la injusticia, y la violencia que sufren es física y moral. Por lo tanto, un gran número de refugiados saharauis en Tinduf fueron al sur oeste de Argelia para salvar sus vidas.

[Estos son algunos extractos - traducidos del francés - de la entrevista reciente del ex-oficial marroquí al periódico argelino “Echorouk” ].

Traducción: Muntada Sáhara.

Enlace al original de la entrevista (en arabe): http://www.anouarmalek.com/?p=3860

*Fuente: Por un Sáhara Libre quiere agradecer al Sr. Abdelilahou Issou por su colaboración para la publicación de esta entrevista.

Fonte: MJDH/BRASIL

Informe marroquí confirma la muerte de 352 saharauis. Reacción saharaui

Informe marroquí confirma la muerte de 352 saharauis. Reacción saharaui

afrol News, 19 de Enero - El Consejo Real Consultivo para los Derechos Humanos (CCDH) de Marruecos confirma en un informe único la muerte de 352 desaparecidos saharauis de 1992. De ellos, más de 200 murieron en las bases militares y centros secretos de detención, incluyendo menores.

afrol News ha tenido acceso a una traducción en inglés del informe del CCDH, cuya elaboración concluyó en diciembre de 2010, pero no estaba pensado en llegar a la opinión pública.

Marruecos ha sido acusado durante años de la práctica sistemática de detenciones extrajudiciales y asesinatos, especialmente contra quienes se oponen a la ocupación del Sáhara Occidental. Esto ha sido negado categóricamente, todo el tiempo, por las autoridades marroquíes.

Desde la década de 1990, sin embargo, los derechos humanos han sido gradualmente más respetados en Marruecos, en particular después de que el actual monarca, Mohamed VI, llegase al trono en 1999. Desde entonces, se han creado instituciones como el CCDH y se les permite profundizar en los abusos antes de promover la reconciliación nacional. Pero, en el caso concreto de los territorios ocupados del Sáhara Occidental, las violaciones de los derechos humanos, incluyendo las desapariciones, siguen siendo la norma habitual.

El informe de CCDH describe cómo 352 saharauis con nombre, cuyo paradero se desconocía desde hace décadas, o bien murieron en combate o fueron asesinados en los centros de detención. De estos, unos 144 saharauis habían muerto en combate militar, según el informe, que sin embargo no da detalles sobre las circunstancias de su muerte. Las familias de estos saharauis muertos en combate, hasta el momento, no han sido informadas de la muerte o entierro de sus familiares.

La mayoría de los saharauis mencionados en el informe marroquí murieron durante su detención, sin haber tenido un juicio previo. Alrededor de 115 personas murieron en varias bases militares marroquíes, entre ellas 14 menores con edades comprendidas entre los 3 meses y los 15 años. Unas 13 personas fueron ejecutadas por un tribunal marcial en 1976.

El resto de "desaparecidos" saharauis murieron en centros de detención de civiles, tanto en las prisiones ordinarias marroquíes como en los centros secretos de detención, que eran habituales en aquella época. El informe describe cómo en su mayoría estos prisioneros murieron a causa de los malos tratos durante su detención o traslado.
Tampoco las familias de estas víctimas han recibido hasta el momento información alguna sobre el paradero o el estado de sus familiares. Los presos muertos fueron enterrados, por lo general dentro de las prisiones, sin el conocimiento de sus familiares.

La investigación del CCDH va hasta 1992. En aquel momento, unos 261 saharauis encarcelados fueron liberados, muchos de los cuales habían pasado más de diez años en centros secretos de detención, sin pasar por un proceso judicial. Algunos de estos supervivientes sirvieron como informantes a los funcionarios del CCDH.
Las primeras reacciones saharauis a este reconocimiento indirecto marroquí de los abusos de derechos humanos han sido negativas. Abdeslam Omar Lahsen, líder de una asociación saharaui de familiares de desaparecidos, dice que el informe documenta que se habían cometido "crímenes de lesa humanidad" y exige que un tribunal internacional investigue el caso.

"Lejos de curar heridas, este reconocimiento por parte de Marruecos reabre el caso de las víctimas de desapariciones forzadas", dice Lahsen a través de un comunicado. Y añade que Marruecos sigue "manteniendo la impunidad de los autores de los crímenes de lesa humanidad cometidos contra el pueblo saharaui".

DECLARACIÓN

El domingo 9 de enero de 2011, en El Aaiun ocupado, se reúne El Comité de Familiares de Desaparecidos Saharauis. En esta reunión se examinó el contenido del último informe emitido por el Consejo Consultivo de Derechos Humanos, sobre las conclusiones de la Comisión que sigue las recomendaciones de la Instancia Equidad y Reconciliación sobre los asuntos pendientes para las víctimas de desaparición forzada.

Condenan el trato recibido por las familias por el Consejo y, anteriormente, por la Instancia Equidad y Reconciliación, desde la comunicación del informe de los saharauis secuestrados. También condenan la forma en la que se anunció las conclusiones del Consejo sobre sus familiares, ya que las familias han conocido la presentación de este informe a través de Internet, lo que es un desprecio para el sufrimiento de estas familias. Debían haber sido llamados de manera formal para informarles de las investigaciones, siendo también una aparente contradicción con la ley básica que regula el Consejo y la Comisión, así como una transgresión de las promesas hechas a las familias por la antigua Instancia. También manifiestan las familias, tras la lectura del informe lo siguiente:

1- El informe fue aprobado, en lo que respecta a los secuestrados saharauis en paradero desconocido, tras los testimonios de las familias y las víctimas de desapariciones forzadas que se realizó durante la visita a la región, en el año 2004, sin un trabajo serio en la investigación.
2- Según el informe, se habla del caso de 13 saharauis que fueron condenados a muerte, sin dar otros detalles, tales como: número de expediente, fecha del juicio, etc.

3- Existen contradicciones en los datos contenidos en el informe sobre los saharauis en comparación con la respuesta que el Estado marroquí dio al Grupo de Trabajo sobre Desapariciones Forzadas o Involuntarias de las Naciones Unidas años atrás.

4- En el informe figuran algunos casos de muertes, mientras que las familias confirman que aún están vivos, refutando las afirmaciones del Consejo.

5- En 2006, ASVDH, tras encontrar restos humanos en el desierto, envió una carta al Consejo y la Comisión solicitando una investigación y nunca tuvo respuesta a dicha petición.

Firma: Comité de Familiares de Desaparecidos Saharauis.

Fonte: MJDH/BRASIL

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Saharauis celebram aniversário com críticas a Marrocos sobre presos

Saharauis celebram aniversário com críticas a Marrocos sobre presos



Escrito por Mireya Ortiz Bécquer

20 de enero de 2011, 08:13
Argel, 20 jan

Um variado programa de celebrações marcará os 35 anos da proclamación da República Árabe Saharaui Democrática (RASD), acompanhado de denúncias contra Marrocos pela dramática situação dos presos políticos, soube-se hoje.

Ativistas políticos e fontes jornalísticas do Serviço de Imprensa Saharaui (SPS) confirmaram a Imprensa Latina que se preparam comemorações em duas etapas nas wilayas (províncias) e instituições nacionais de cara ao 27 de fevereiro próximo.

A RASD, instalada no deserto de Tindouf cedido por Argélia aos refugiados saharauis, foi proclamada o 27 de fevereiro de 1976 na região de Bir Lehlu, em um dia após ser arriada a bandeira de Espanha do Sahara Ocidental, depois de quase em um século de domínio colonial.

Segundo as fontes, o Comitê Preparatorio prevê realizar reuniões nas quatro wilayas para ler comunicados destacando a importância desse acontecimento para os saharuis, pese a viver baixo severas condições nessa zona de extrema aridez.

O referido comitê concebeu uma celebração inicial da efemérides nos acampamentos de refugiados, particularmente na wilaya de Smara, onde se organizará a undécima edição do Sahara Maratona , uma carreira benéfica internacional de 42, 21, 10 e cinco quilômetros.

A segunda etapa se desenvolverá nos Territórios Libertados da RASD, como definem à região recuperada dos ocupantes marroquinos em Tifariti, e acolherá os desfiles militares e culturais, segundo disseram as fontes desde a localidade de Chahid O Hafed.

Assim mesmo, ativistas políticos e humanitários vinculados a essa república no exílio"reconhecida já por mais de 80 países- instaram à comunidade internacional a reagir ante a que definiram como dramática e preocupante situação dos presos políticos no Aaiún.

O Comitê para a Defesa do Direito à Autodeterminação do Povo Saharaui (CODAPSO) denunciou que os prisioneiros sofrem torturas, violações, surras, insultos e falta de atenção médica nos cárceres Negra, do Aaiún, e na de Salguei, cerca de Rabat.

Acrescentou que 130 réus em Salguei (incluídas seis mulheres) detidos depois do brutal desmantelamiento do acampamento Gdeim Izik, em novembro, foram obrigados a assinar ou pôr sua impressão em relatórios policiais com os olhos vendados sem poder ler, ver ou escutar o que diziam.


Fonte: www.prensa-latina.cu

sábado, 8 de janeiro de 2011

"GARTUFA"














Fonte: Nossa admiração e respeito ao excepcional documentário produzido pelo JORNALISTA LÚCIO DE CASTRO

Os "Filhos das Nuvens" não estão sós.


Lúcio de Castro é carioca, formado em História e em Jornalismo, que exerce há 10 anos. Conquistou alguns dos principais prêmios de jornalismo como o Embratel (2003 e 2006), Anamatra de Direitos Humanos 2009, Prêmio Direitos Humanos MJDH/OAB 2008 e 2010, Ibero-Americano (UNICEF-EFE) e Fundación Nuevo Periodismo (dirigida por Gabriel Garcia Márquez)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

ACAPS inaugura el hospital para tuberculosos en el campamento de refugiados saharauis

ACAPS inaugura el hospital para tuberculosos en el campamento de refugiados saharauis
La Associació Comarcal d'Ajuda al Poble Sahrauí inaugura el centro Suleiman Ramdan,una infraestructura que permitirá la atención y cuidado de los afectados de tuberculosis pulmonar en los campamentos de Argelia.

S.G._05/01/2011



Una delegación de la Associació Comarcal d'Ajuda al Poble Sahrauí (ACAPS), encabezada por su presidente, Salvador Pallarés, inauguró en fechas navideñas en los campamentos de Argelia el hospital para tuberculosos que ha promovido esta asociación. Al acto también asistió el ministro de Salud Pública de la República Árabe Saharaui Democrática (RASD), Sidahmed Teyeb.

Las fuentes de financiación para la construcción del centro han procedido finalmente de la misma población de la Safor, entre ellas la ayuda del 0,7% del Ayuntamiento de Gandia durante el año 2009, y de ayudas puntuales de diferentes ayuntamientos de la comarca, sin ninguna otra subvención externa.

Este edificio, bautizado con el nombre de Suleiman Randam, sustituye al antiguo hospital, "que estaba en condiciones precarias, ruinosas, y muy alejado del centro de las infraestructuras sanitarias de los campamentos de refugiados", informaron fuentes de ACAPS a través de un comunicado.

El centro tiene capacidad para acoger a 12 enfermos y cuenta con las dependencias necesarias para su funcionamiento como sala de cuidado, farmacia, salas de estar, cocina o comedor. El hospital dispone de energía eléctrica continuada, lo cual también permite comodidades como la de disponer de aire acondicionado en las dependencias comunes.

A pesar de todo, aún hay carencias en el mobiliario que serán superadas con la ayuda de los 10.000 euros del 0,7% de 2010 del Ayuntamiento de Gandia. Con esta cantidad económica, el centro podrá contar con camas nuevas, armarios para las habitaciones y para la farmacia, mobiliario de las consultas, renovar el paramento del comedor y de la cocina.

Los enfermos ya se han instalado. Ahora se continuará asegurando el funcionamiento, de forma que, segun ACAPS, las líneas de trabajo a seguir son: amueblar en condiciones óptimas el edificio, mejorar el sistema de proveimiento de agua, asegurar la manutención alimenticia y sanitaria de los enfermos, proveer fondo para incentivar los profesionales que trabajan, y completar la red de aire acondicionado en las habitaciones.

Fonte: www.saforguia.com

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Crianças Saharauis - exemplo para o mundo


Ano novo, vida nova, será?

Este blog, como vocês sabem, tem objetivos bem definidos:

1. Divulgar a causa Saharaui;
2. Buscar o reconhecimento do Estado Saharaui como nação independente pelo Brasil;
3. Pressionar a Espanha, França, Portugal e EUA, para que renunciem aos interesses escusos que os mantém ligados umbilicalmente ao regime genocida de Mohamed VI, Rei do Marrocos.

Ao longo deste ano garimpamos, isto mesmo, garimpamos na imprensa nacional e internacional, notícias sobre a situação do Povo Saharaui.
Apesar do apego da imprensa as notícias sobre tragédias, o extermínio dos Saharauis não desperta nenhum interesse. Assim, a vida privada das celebridades, o acidente na Fórmula 1, o título mundial perdido, a novela das 9:00, o replay interminável dos gols feitos e perdidos e os bolas muchas e os bolas cheias, inundam nossas casas num besterol que parece não ter fim.
O processo de infantilização do povo caminha a passos de gigante.
Os mesmos meios de comunicação que trabalham matérias sobre tragédias pretéritas, com o nobre intuito de que o conhecimento das atrocidades praticadas no passado não se repitam, criminosamente calam diante do extermínio do povo Saharaui no presente.

Ora, como poderia um muro de 2.500 KM de extensão, guarnecido por 150.000 mercenários fortemetente equipados com armamento Francês, dividindo um país de norte a sul, segregando um povo em cárcere privado dentro do seu próprio teritório, ser manchete e provocar o repúdio mundial?

Como poderia milhões de minas terrestres serem colocadas ao pé deste infame muro para evitar que os legítimos donos da terra transitem livremente, provocando mutilações e mortes aos milhares de um povo indefeso, ser manchete e provocar o repúdio mundial?

Como poderia a tortura praticada nos porões das prisões Marroquinas, contrariando e colocando a mostra toda a hipocrisia da política de Direitos Humanos apregoadas e não praticadas pela União Européia e EUA, ser manchete e provocar o repúdio mundial?

Como poderia a conduta do governo brasileiro que apoiou energicamente o direito do Irã produzir energia nuclear, enfrentando posição contrária das potências mundiais, e mantém posição de neutralidade em relação a independência do Povo Saharaui - última colônia da África - e ao seu Direito à Liberdade, ser manchete e provocar o repúdio mundial?

Como poderia o PT ser governo durante oito anos, agora mais quatro, esquecer uma das resoluções do seu terceiro Congresso, quando apoiaram expressamente a independência do povo Saharaui e após assumirem, negarem este sagrado direito ao povo Saharaui e a própria incoerência na defesa da liberdade ser manchete e provocar o repúdio mundial?

Como poderia a França continuar vendendo armas ao Marrocos para garantir a continuidade da opressão ao povo Saharaui, a Espanha continuar roubando fosfato das minas Saharauis, Portugal e outros gatunos europeus continuarem pescando no litoral Saharaui, maior banco pesqueiro do mundo, pagando pedágio ao genocida Mohamed VI, enquanto as crianças Saharauis nunca viram um peixe e não tem o que comer, ser manchete e provocar o repúdio mundial?

O trato (trato porque contrato precisa ter objeto lícito e boa fé entre as partes) espúrio celebrado entre o Marrocos e seus comparsas Europeus, para espoliação dos recursos naturais abundantes na terra e no mar Saharaui, financia o enriquecimento ilícito de Mohamed VI e a presença do aparelho estatal de repressão, estacionado permanentemente na região.

Como vimos, parece que a palavra chave é COERÊNCIA.

Não há coerência possível enquanto a cobiça e a ganância das grandes potências, a omissão criminosa de países como o Brasil, mais a cumplicidade da imprensa internacional, prevalecerem sobre o direito à vida e à liberdade do povo Saharaui!!!

A reflexão sobre os fatos atuais não diminui nossa disposição para a luta. Nem poderia, pois, as vítimas diretas deste galopante processo de extermínio, o povo Saharaui, não se entregam, não correm da luta, não se curvam ao inimigo e mantém firme seu sonho invencível de liberdade.

Aos bravos combatentes Saharauis, às mujeres Saharauis de excepcional carácter e força frente às adversidades, às crianças Saharauis que não tem o que comer, não tem água, moram em tendas, frequentam escolas precárias, desconhecem a fauna, a flora, os rios, seu mar e mesmo assim são FELIZES, a nossa solidariedade, respeito e admiração à vossa causa, e o desejo que 2011 seja o ano da redenção deste bravo e heróico POVO.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Saharauis: o povo que o mundo esqueceu

Saharauis: o povo que o mundo esqueceu

Reportagem 03 - 10 - 2009

Texto e fotografia de Paulo Nunes dos Santos

São quatro da manha quando finalmente chego ao destino final – o deserto Hamada a sudoeste da Argélia. No aeroporto de Tindouf, uma cidade construída em redor de uma base militar, aguarda-me Malainin Lakhal, um jornalista Saharaui representante da Frente Polisario que será o meu guia, tradutor, guarda-costas e excelente fonte de informação durante a minha visita a região. Após ultrapassadas todas as formalidades e burocracias comuns a uma zona de conflito, é tempo de mudar de transporte e iniciar as duas horas de viagem de jipe pelo deserto guiados apenas pela forte luz do luar. É durante esta viagem que tenho a oportunidade de iniciar o meu trabalho ao pedir a Malainin que me fale um pouco de si.



Á semelhança de mais de 200,000 Saharauis, Malainin viu-se forçado a abandonar a sua terra natal, deixando para trás os seus pais, irmãos, mulher e filhos. “Passaram já 17 anos desde a última vez que vi os meus filhos”, conta Malainin. “Era estudante universitário em Agadir (Marrocos) quando me envolvi em manifestações pela liberação do Sahara Ocidental. Como Saharaui é o meu dever lutar pela independência e liberdade do meu povo”.

Malainin, juntamente com outros activistas, foi um dos elementos envolvidos na Intifada de 1992 no sul de Marrocos e zonas ocupadas do Sahara Ocidental. Nessa mesma altura foi capturado, espancado e torturado pela polícia secreta marroquina. “Este sou eu nos dias a seguir a minha captura”, diz Malainin ao mostrar-me uma fotografia de um rosto maltratado e praticamente desfigurado. Contínua, explicando que enquanto aguardava julgamento, teve a oportunidade de fugir. Juntamente com dois companheiros atravessou o deserto, durante uma semana a pé, desde Laayoune (cidade militarmente ocupada e controlada por Marrocos) até aos campos de refugiados na Argélia. Durante esta viagem teve de atravessar o famoso muro construído por Marrocos, que divide o Sahara Ocidental de norte a sul. “Não foi fácil, porque tivemos de atravessar as zonas fortemente minadas sem que as tropas marroquinas se aperceberem”. Nos anos que se seguem, Malainin é julgado à revelia, e condenado a nove anos de prisão. Desde o dia que deixou Laayoune nunca mais teve a oportunidade de voltar a ver a sua família e amigos que deixou para trás.






Fascinado pela história de Malainin, a viagem até ao campo de refugiados passa num ápice. “Este é o 27 de Fevereiro”, informa-me Malainin. Á semelhança de todas as outras habitações neste campo, a construção é rudimentar. As casas são pequenas, feitas de tijolos de lama e palha, não existe água canalizada nem rede de esgotos. Quando as ocasionais chuvas torrenciais assolam esta inóspita parte do Sahara as inundações destroem-nas por completo, rotina que obriga a uma (re)construção sistemática desde a 34 anos.

Após duas horas de descanso, despertado pelo calor abrasador típico do deserto e pelas moscas que insistem em sobrevoar a minha cara, segue-se o pequeno-almoço e o primeiro contacto com fantástica hospitalidade do povo Saharaui. Café, pão fresco e doce de pêssego são-me servidos numa mesa tipo tabuleiro onde o tradicional chá de menta está também a ser preparado. Com a ajuda de Malainin tento obter um pouco de informação sobre a família anfitriã. É então que me contam a historia de Elkeihel, o dono da casa, activista e poeta Saharaui que, á semelhança de muitos outros, passou a sua infância nos territórios ilegalmente ocupados por Marrocos e viveu de perto a opressão e tortura do regime de Rabat.

Filho de uma revolucionária, Elkeihel passa a maior parte da sua vida na clandestinidade e ao fim de 12 anos consegue finalmente reunir-se com a sua mãe, avó e irmãos nos campos de refugiados. Hoje em dia Elkeihel trabalha como jornalista para a Radio Nacional criada pela Frente Polisário nos campos de refugiados, e tornou-se um símbolo vivo da resistência Saharaui.





De 27 de Fevereiro parto para outro campo, Rabouni, onde os edifícios dos ministérios do governo da Republica Democrática Árabe Saharaui estão estabelecidos. Apesar de ser o campo onde está a sede do governo em exílio, Rabouni tem o mesmo aspecto que os outros campos. Algo que me chama á atenção é o facto de que independentemente do cargo, posição ou importância das pessoas nestes campos, toda a gente vive nas mesmas condições. Pude confirmar este facto, quando uns dias mais tarde sou convidado a casa de Bouhabini Yahia, o presidente do Crescente Vermelho Saharaui (Saharawi Red Crescent – SRC) para lhe fazer uma entrevista. A sua casa é e contem exactamente o mesmo que as outras casas das famílias onde pernoitei e visitei.





No total existem 5 campos de refugiados: 27 de Fevereiro, Rabouni, Smara, Dajla e Laayone. Entre eles, estima-se uma população de 200 mil pessoas.

Construções rudimentares, as improvisadas vedações para as cabras, as ocasionais antenas parabólicas, os pequenos painéis solares e escassos depósitos de água, completam a paisagem árida destes campos. Negócios são quase inexistentes, e as poucas lojas que existem servem apenas para abastecer a população com os mais básicos dos produtos. Em cada campo existe também um jardim colectivo que, devido a escassez de agúa, permite apenas uma produção mínima que é distribuída por hospitais e população em geral.





Os refugiados que estão classificados em duas categorias – Vulneráveis (75 mil) e Muito Vulneráveis (125 mil), dependem unicamente da ajuda humanitária internacional que, segundo Bouhabini Yahia presidente da SRC não é suficiente para garantir as necessidades básicas de todos. ” Toda os refugiados nestes campos dependem de ajuda humanitária. Todos sem qualquer excepção. Mas Infelizmente estão muito longe de receber ajuda suficiente”, afirma. No entender de Bouhabini as Nações Unidas são em muito responsáveis por esta situação, afirmando que “não levam a serio a situação em que esta gente vive”. Acrescenta ainda que “não é aceitável que as Nações Unidas classifique estes refugiados com um estatuto de Emergência desde que os campos foram criados”. O facto de não serem classificados como refugiados não permanentes significa que a quantidade de ajuda humanitária recebida não vai ao encontro das necessidades reais da população.

Existe no entanto, uma forte participação da comunidade civil espanhola que em geral, e ao contrário do governo (o principal responsável pelo conflito, pelo facto de ter abandonado a ex-colonia a mercê da politica imperialista dos países vizinhos), reconhece o direito a um estado independente e sente a obrigação moral de apoiar os Saharauis. São várias as Organizações Não Governamentais (ONG) espanholas com um papel activo na ajuda aos Saharaui, com acções que vão desde a distribuição de água potável á implementação de escolas e acções de formação técnica de varias vertentes.





De caminho ao sul, é altura de visitar o campo de Smara, o maior e mais populacionado da região. Zorgan, um outro representante da Frente Polisário, leva-me numa visita guiada ao campo, passando pelo hospital, escola, jardim e pelo único cemitério da região. Na realidade, Smara não é mais do que os outros campos por onde passei, um aglomerado de casas feitas de tijolos de barro e com telhados de zinco, estradas de areia, depósitos de água e muitas vedações para cabras.

Terminada a visita, Zorgan faz questão que o acompanhe a sua casa e me junte à família durante a hora de almoço. Aceito o convite sem excitações. À chegada sou recebido com o maior dos entusiasmos pela mulher e filhos de Zorgan que me guiam até ao compartimento onde o tradicional chá de menta é imediatamente servido, seguido de uma caldeirada de camelo, batatas fritas e feijão. A seguir ao almoço, Zorgan conta-me um pouco da sua história de vida e paixão pela causa Saharaui. “O facto de ter perdido um braço quando era criança, não impediu de (aos 17 anos) me juntar a guerrilha e lutar pelo meu povo”, diz Zorgan com um orgulho evidente. Quando lhe pergunto se voltaria a fazer o mesmo, afirma com convicção que “se a guerra recomeçar estarei pronto para dar a minha vida pela independência e pela liberdade dos meus filhos e gerações futuras”. É altura de descansar por umas horas antes da longa viagem até ao próximo campo.





Após várias horas de viagem, debaixo de um calor intenso e coberto de pó e areia, chego a Dajla, o mais isolado de todos os campos. Dajla, construído praticamente nas dunas do Sahara, é disperso, com casas ainda mais frágeis do que nos outros campos. Malainin explica-me que o único poço de água existente no campo esta agora praticamente seco, e o minúsculo jardim que durante vários anos existiu junto a esta fonte de água tornou-se impossível de manter. A única água a que os habitantes de Dajla têm acesso, é distribuída por camiões cisterna uma vez por semana. O difícil acesso e longa distancia a percorrer torna impossível um abastecimento mais regular.





Num esforço para minimizar o isolamento dos refugiados estabelecidos em Dajla, as autoridades decidiram desde a dois anos atrás usar este campo como palco para o FISAHARA – um festival internacional de cinema organizado para os refugiados Saharaui. Este festival, que esta agora na sua sexta edição, foi criado com o intuito de proporcionar aos refugiados a participação em actividades culturais e acções de formação a nível cinematográfico e escrita criativa, e implementar uma plataforma de divulgação da cultura tradicional Saharaui. Este projecto, que conta com a participação e apoio de nomes importantes no mundo das artes a nível internacional, tenciona também alertar a comunidade internacional para as condições de vida a que os Saharaui estão sujeitos.

Com todo o ambiente de festa proporcionado pelo FISAHARA é fácil esquecer as dificuldades a que este povo está sujeito desde a 34 anos. Mas são acções como esta que mantêm viva a esperança e o sonho de um dia poderem voltar a sua terra natal, de verem unido o território que por direito lhes pertence.




Fonte: www.a23online.com

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

EEUU considera que Marruecos "gestionó el caso Haidar de forma desastrosa"


EEUU considera que Marruecos "gestionó el caso Haidar de forma desastrosa"
La filtración de Wikileaks señala que Marruecos ha puesto "en grave peligro" sus relaciones con España y otros aliados debido a "su gestión beligerante".

El embajador estadounidense en Rabat, Samuel L. Kaplan, considera que el Gobierno de Marruecos gestionó el caso de la activista saharaui Aminetu Haidar "de forma desastrosa" y atribuye la resolución del mismo a la presión de Estados Unidos y Francia y, "en menor medida", de España, según un documento diplomático estadounidense filtrado por Wikileaks.

"El regreso de Haidar llega en el momento justo, especialmente teniendo en cuenta el grave deterioro de su salud en los últimos días. También supone el cierre de un episodio desastroso para el Gobierno de Marruecos, que ha estado peligrosamente cerca de perpetrar un caso de exilio forzado", señala el comentario adjunto al cable enviado por la Embajada estadounidense en Rabat el 18 de diciembre de 2009, al día siguiente de que Haidar regresara a El Aaiún.

El documento, firmado por Kaplan, señala además que Marruecos ha puesto "en grave peligro" sus relaciones con España y otros aliados debido a "su gestión beligerante de este caso y con su diplomacia sorprendentemente torpe".

En cuanto a los motivos que forzaron al Gobierno marroquí a aceptar el retorno de Haidar, el embajador señala que "la prensa local como nuestros contactos saharauis en El Aaiún han dado un crédito enorme a Estados Unidos, Francia y, en menor medida, a España por su presión sobre el Gobierno de Marruecos para lograr una solución al problema".

También se refiere a la influencia de las "duras" declaraciones del ministro de Asuntos Exteriores y de Cooperación marroquí, Taieb Fassi-Fihri, que fueron "cruciales" para el "repentino cambio de actitud" de Rabat.

Como colofón, el embajador señala que "debemos ser conscientes de que el caso Haidar ha dejado al Gobierno de Marruecos gravemente conmocionado" y destaca el "enfado y la desconfianza" de las autoridades marroquíes, especialmente en lo que respecta a Argelia.

Fonte: www.diariodejerez.es

Perseguição dos activistas saharauis por parte de Marrocos


Perseguição dos activistas saharauis por parte de Marrocos

19.12.2010

Parlamento Europeu condena detenção e perseguição dos activistas saharauis por parte de Marrocos no Sahara Ocidental ocupado
O Parlamento Europeu (PE) adoptou ontem um relatório que condena a detenção ilegal de defensores saharauis dos direitos humanos e a perseguição aos mesmos por Marrocos no Sahara Ocidental.

O relatório anual sobre os direitos humanos no mundo em 2009, elaborado por Laima Liucija ANDRIKIENĖ (PPE, Lituânia), "condena a repressão e detenção de defensores saharauis dos direitos humanos nos territórios do Sahara Ocidental controlados por Marrocos", refere o texto.

O PE insta a ONU a que "inclua o acompanhamento da situação dos direitos humanos no mandato da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental (MINURSO)".

O PE realça a importância das cláusulas relativas aos direitos humanos e à democracia e de "mecanismos eficazes de resolução de conflitos" nos acordos comerciais, acordos pesqueiros incluídos, entre a UE e os países não pertencentes à União.

Neste sentido, o relatório pede uma vez mais que estas cláusulas sejam acompanhadas de um mecanismo de execução que garanta a sua aplicação prática.

Por último, insta a Alta Representante da UE, Catherine Ashton, que se assegure que os direitos humanos e a consolidação da democracia se convertam no "fio condutor que guie todas as vertentes da política externa da União".

O PE pede ainda que seja criada uma Direcção de Direitos Humanos e Democracia no interior do Serviço de Acção Exterior, encarregada de desenvolver uma estratégia sólida da UE e de estabelecer uma coordenação global nos fóruns multilaterais. (SPS)

AAPSO

Fonte: port.pravda.ru

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

JANE ELLIOTT - A CLASSROOM DIVIDED

One day in 1968, Jane Elliott, a teacher in a small, all-white Iowa town, divided her third-grade class into blue-eyed and brown-eyed groups and gave them a daring lesson in discrimination. This is the story of that lesson, its lasting impact on the children, and its enduring power thirty years later.
One day in 1968, Jane Elliott, a teacher in a small, all-white Iowa town, divided her third-grade class into blue-eyed and brown-eyed groups...todos » One day in 1968, Jane Elliott, a teacher in a small, all-white Iowa town, divided her third-grade class into blue-eyed and brown-eyed groups and gave them a daring lesson in discrimination. This is the story of that lesson, its lasting impact on the children, and its enduring power thirty years later.«

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Iniciam novo contato Polisário-Marrocos sobre Saara Ocidental


Iniciam novo contato Polisário-Marrocos sobre Saara Ocidental

Escrito por Bianka de Jesus

jueves, 16 de diciembre de 2010

Victor M. Carriba

Nações Unidas, 16 dez (Prensa Latina)

A Frente Polisário e Marrocos iniciam hoje outro contato informal organizado pela ONU e sob a sombra da crise criada pelo assalto de forças marroquinos contra um acampamento saaraui no mês passado. Trata-se do quarto encontro desse caráter realizado desde agosto de 2009 em resposta à resolução 1871 do Conselho de Segurança, que chamou a buscar a retomada das conversas oficiais.

O encontro foi convocado na semana passada pelo enviado especial da ONU para esse território, Christopher Ross, e terá lugar na localidade nova-iorquina de Greentree, em Long Island.

A reunião anterior efetuou-se a princípios de novembro passado, quando as delegações persistiram em sua rejeição às propostas da outra parte como base para futuras negociações, segundo informou Ross em um comunicado. Um dia antes, militares e agentes da segurança de Marrocos lançaram um ataque contra o acampamento de Gdeim Izik, habitado por civis saharauis que protestavam contra a ocupação marroquina dessa ex colônia espanhola.

Ontem, o presidente da República Árabe Democrática Saarauí, Mohamed Abdelaziz, solicitou ao secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, o envio de uma missão internacional independente que investigue a agressão perpetrada por Rabat.

De acordo com fontes saarauis, o pedido está contido em uma carta que acusa Marrocos de semear o terror, o medo e a intimidação nos territórios ocupados do Saara Ocidental.

A carta reclama a criação de um mecanismo da ONU para a proteção dos direitos humanos na região e denuncia o assédio militar implantado por Rabat em torno da cidade do Aaiun para impedir a chegada de observadores e jornalistas.

Com respeito à nova reunião em Nova Iorque, Abdelaziz disse há dois dias que o Polisário participará com a esperança de que nesta ocasião Marrocos permita avançar para a celebração de um referendo sobre a autodeterminação do Saara Ocidental.

Por sua vez, o coordenador saaraui na Missão da ONU para o Referendo nesse território (Minurso), Mhamed Jadad, defendeu por que esse mecanismo se encarregue da supervisão dos direitos humanos no território.

Há uma semana a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução sobre o Saara Ocidental que reafirmou "o direito inalienável de todos os povos à livre determinação e a independência".

O texto saudou os contatos entre o Polisário e Marrocos e destacou os gerenciamentos de Ross para "uma solução política, justa, duradoura e mutuamente aceitável que conduza à livre determinação do povo do Saara Ocidental".

Ao mesmo tempo exortou às partes "a cooperar com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e a cumprir as obrigações que lhes incumbem conforme o direito internacional humanitário".

Antes das quatro turno de conversas informais, Marrocos e o Polisario celebraram várias rodadas de negociações oficiais em junho de 2007, agosto desse ano e janeiro e março de 2008, quando ficaram interrompidas.

Fonte: www.prensa-latina.cu

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Repórter Lúcio de Castro é premiado por documentário exibido no Sportv

Abaixo reproduzo matéria sobre a justa homenagem prestada ao JORNALISTA LUCIO DE CASTRO pela reportagem que me fez conhecer e abraçar a causa SAHARAUI.


Repórter Lúcio de Castro é premiado por documentário exibido no Sportv



O repórter Lúcio de Castro foi a Porto Alegre receber um prêmio pelo documentário "Gartufa", exibido em 2009, no Sportv. O jornalista ganhou na categoria "Denúncia Internacional", na 27ª edição do Prêmio de Direitos Humanos, organizado pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) e pela Ordem dos Advogados do Brasil.



O documentário "Gartufa" revela o cotidiano dos saharauis, povo que vive num campo de refugiados, no deserto do Saara, na África. Há três décadas eles aguardam o cumprimento da resolução da ONU que reconhece o direito dos saharauis como nação. A narração é de Sérgio Chapelin.

Fonte: http://oglobo.globo.com

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Poemas creados por los jóvenes poetas saharauis Luali y Saleh Abdalahe

Un tumulto de voces

Quiebra el silencio de la noche

Mientras la ciudad duerme

ajena a las garras de la sombra,

que en la sombra,

arañan sus paredes,

desfiguran su rostro



Cuando estoy solo

solo estoy rumiando los recuerdos

que llenaron mis brazos con tu cuerpo.

Las migajas de amor que dejó desparramada

Tu ausencia en mi alma.

Cuando estoy solo.

Solo repaso los rincones

Donde nuestra imaginación

Retozó en el polvo de la noche

Con la cómplice discreción de una duna

Cuando estoy solo.

espero, solo, que el siroco me devuelva

La duna a esta desolada estación

Donde reconstruyo tu imagen sobre

El silencio de las piedras

Cuando estabamos juntos

estabamos, juntos, rompiendo las

Fronteras con las consignas

De nuestros besos.



Las miserias del mundo

yacen olvidadas bajo

el escombro de los metalenguajes.

El lenguaje con que chillan

Los intestinos del sur

Es un enigma en los oídos

Del norte.

El monstruo de la ciudad

Se comió nuestra inocencia.

La fe se estrella contra los gigantes

Que rascan un cielo que no pica.

Los pequeños dioses agonizan

Ante el vacío de los verbos

Politizados.

Y la guerra es una proyección

Del diablo que deambula como

Una posiblidad en las desoladas

Praderas de nuestra esperanza.



Cuando esquivo las espinas

del tiempo y me refugio en el

silencio de tu cuerpo.

Solo estoy buscando paz.

Cuando le viro el rostro

A la incertidumbre de esta

Rutina, y sucumbo ante

El encanto de la memoria

De tu imagen.

Solo estoy buscando paz.

incluso,

Cuando maldigo el peso de tu nombre

sobre mis vértebras, la recurrencía

de tus horizontes en mi mirada,

el ardor de tus lágrimas sobre mis mejias

sólo estoy buscando paz.

Pero cuando te mires en el

Espejo del recuerdo y solo

Encuentres el gerogrifico

De mis besos en tu cuerpo.

Es que me he ido,

Me he ido a componer

Los cristales rotos de otra

causa de amor.

para la paz

Fonte: www.lasonet.com

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Um povo a mais na guerra de interesses do Sara Ocidental

Um povo a mais na guerra de interesses do Sara Ocidental

Publicado em 11 de Novembro de 2010
.


Aminatu Haidar esteve ontem em Lisboa, mas o governo não recebeu activista de direitos humanos

"As patrulhas do exército e da polícia marroquina estão neste momento a entrar em casas de sarauís à procura de jovens. Um adolescente sarauí de 13 anos foi detido no bairro de Colomina Nueva. Trata-se de Mohamed el Mujtar Mulay Jedemmu. [...] Procuram jovens sarauís na generalidade. Além disso têm uma lista com nomes de activistas a ser detidos. Só vão a casas onde há rapazes jovens." As mensagens foram publicada ontem às 15h11 no blogue Territórios Ocupados (http://territoriosocupadosminutoaminuto.blogspot.com) - alinhado com a resistência sarauí - e revela que, apesar de as conversações bilaterais, mediadas pelas Nações Unidas, terem sido retomadas, o conflito armado é iminente.

A acompanhar a situação a partir de Portugal está Aminatu Haidar, activista que em Novembro de 2009 ficou 32 dias em greve de fome no aeroporto de Lanzarote, depois de, no regresso de uma viagem a Nova Iorque, ter sido impedida por Marrocos de regressar ao Sara Ocidental. Na terça-feira foi homenageada pela Universidade de Coimbra pelo trabalho que tem feito na defesa dos direitos humanos. Ainda assim, ontem à tarde a secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, negou uma audiência à activista. O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda já pediu uma explicação ao governo sobre a recusa. O i tentou contactar a governante, mas tal não foi possível. A activista, que deixa hoje o país, confessou sentir-se "frustrada" e "decepcionada" com a falta de consideração do governo português.

No terreno A Frente Polisário, organização que luta pela independência do território, assegurou ontem que já havia pelo menos 19 mortes e que em El Aaiun, capital do Sara Ocidental, se vivia uma "situação de terror". De acordo com o ministro sarauí dos Assuntos Exteriores, Mohamed Uld Salek, "estão a aparecer corpos degolados e cadáveres com marcas de balas, alguns deles crianças", que são "muito difíceis de identificar".

Porém, Rabat contabiliza apenas a morte de dez elementos das forças de segurança marroquinas e um sarauí. As diferenças de números continuam, com o movimento independentista a dar conta de 723 feridos e 159 desaparecidos, enquanto Marrocos afirma apenas ter detido 163 pessoas, garantindo não haver "qualquer desaparecido". A violência agravou-se na segunda-feira, depois de as forças marroquinas terem desmantelado um acampamento de protesto que mais de 20 mil sarauís tinham erguido nos arredores da capital.

Negociações e interesses Marrocos e a Frente Polisário decidiram na terça-feira continuar as negociações de dois dias e voltar a encontrar-se em Dezembro e no início de 2011 para avançarem com o processo, atendendo às resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Taib Fassi Fihri, ministro marroquino dos Assuntos Exteriores, alertou, durante o encontro nos arredores de Nova Iorque, para a necessidade de uma "nova dinâmica" nas negociações sobre o Sara Ocidental. Já Khatri Addouh, chefe da delegação sarauí, insistiu na "legalidade da causa" da Frente Polisário, ou seja, na legitimidade de pedir "liberdade e independência".

Do outro lado do Atlântico, em Madrid, o Partido Popular, principal partido da oposição espanhola, pediu ao governo um comunicado com a posição oficial de Espanha sobre a região, que foi uma colónia espanhola até 1975, sublinhando que, "legalmente, e apesar de ao governo parecer mentira, Espanha continua a ser a potência administradora do Sara e assim o afirmam as Nações Unidas e a legalidade internacional". A reacção vem na sequência das declarações do ministro da Presidência espanhol, Ramón Jáuregui, reconhecendo a soberania de Marrocos na região. As afirmações foram desmentidas no dia seguinte pela ministra espanhola dos Assuntos Exteriores, Trinidad Jiménez.

Para Diogo Noivo, investigador do Instituto Português de Relações Internacionais para as questões do Médio Oriente e Magrebe, "o Sara Ocidental é talvez a maior pedra no sapato na política do Magrebe islâmico" e tem sido "usado como arma de arremesso" entre Marrocos e Argélia - duas maiores potências no Norte de África.

Segundo explicou o especialista ao i, como a Europa tem interesses fundamentais na região em matérias económicas, políticas e de segurança, todos os "temas sensíveis", como é o caso do povo sarauí, "são postos de parte". Já Tiago Ferreira Lopes, do Observatório de Segurança Humana, identifica outras causas para o problema humanitário de El Aaiun. "A União Europeia tem mostrado uma incapacidade quase genética de intervir em questões de natureza etnopolítica que envolvam reivindicações de natureza autonómica ou independentista, pela sua incapacidade de definir uma voz única, mesmo polifónica) na sua política externa", explicou ao i. Para Ferreira Lopes, Catherine Ashton, alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, podia, em teoria, fazê-lo, mas tem exercido o seu cargo "de modo periclitante e pouco pró-activo".

Fonte: www.ionline.pt

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Dos docenas de saharauis afincados en Valencia acampan frente a la Delegación del Gobierno para que Zapatero intervenga en el conflicto con Marruecos

SAHARA OCCIDENTAL 06.12.2010

Dos docenas de saharauis afincados en Valencia acampan frente a la Delegación del Gobierno para que Zapatero intervenga en el conflicto con Marruecos

Jóvenes acampados frente a la Delegación del Gobierno de Valencia. FOTO EPDA


Pancartas frente a la Delegación.


Nadhira Mohamed: ''Ya han muerto más de 100 personas y hay cientos de desaparecidos en El Aaiún''

Primero fue la toma de la sede de los socialistas valencianos, en la calle Blanqueries, y desde hace dos semanas dos docenas de activistas saharauis están acampados enfrente de la Delegación del Gobierno en Valencia para exigir al Ejecutivo de Rodríguez Zapatero que ''tome cartas en el asunto'' en el conflicto que enfrente al Sahara Occidental con Marruecos. Así lo ha explicado hoy a EPDA la portavoz de este colectivo, Nadhira Mohamed, quien denuncia que ya han muerto más de 100 personas y hay cientos de desaparecidos en El Aaiún.

Además, Nadhira advierte que ''las fuerzas marroquíes violan los derechos del pueblo saharaui todos los días y de ello hay muchas pruebas y vídeos en internet''. ''Queremos que el Gobierno español intervenga activamente en el conflicto, pues todo se remonta a la muy mala descolonización iniciada por España. De ahí que ahora tenga que reconocer su responsabilidad y no quedarse al margen'', explica.

Los activistas, que estarán acampados por ''tiempo indefinido'', recuerdan que Marruecos está ''sacando a la fuerza a muchas personas y ha impuesto el veto de información a periodistas extranjeros y alguien que no ha maltratado a nadie supuestamente no puede vetar a periodistas''.

Además de concienciar a la opinión pública española de cuanto acontece en la antigua colonia española, estos saharauis quieren trasladar un mensaje a sus compatriotas que están sufriendo el acoso de Marruecos. ''Queremos que sepan que estamos identificados con ellos en esta causa y queremos trasladarles nuestro apoyo y el de mucha gente de España. Hacemos, a nuestra manera, lo que podemos''.

Otra de las actuaciones más recientes y que tuvo resonancia nacional fue la ocupación de la sede del PSPV en Valencia, donde fueron recibidos finalmente por el secretario general de los socialistas valencianos, Jorge Alarte. ''Aquel día fuimos con las manos pintadas de rojo y una chica saharaui con nacionalidad española que se había afiliado al PSOE por aquello de la Alianza de las Civilizaciones, fue a darse de baja al sentirse traicionada''.

Fonte: www.elperiodicodeaqui.com