República Árabe Saharaui Democrática


O POVO QUE O MUNDO ESQUECEU


O POVO QUE O MUNDO ESQUECEU


O POVO QUE O MUNDO ESQUECEU


Bem-vindos ao blog phoenixsaharaui.blogspot.com.br


A criação deste espaço democrático visa: divulgar a causa Saharaui, buscar o reconhecimento pelo Brasil da República Árabe Saharaui Democrática e pressionar a União Européia, especialmente a Espanha, a França e Portugal, mais os EUA, países diretamente beneficiados pela espoliação dos recursos naturais do povo Saharaui, para retirarem o apoio criminoso aos interesses de Mohammed VI, Rei do Marrocos, e com isto permitir que a ONU prossiga no já tardio processo de descolonização da Pátria Saharaui, última colônia na África.


Membro fundador da União Africana, a RASD é reconhecida por mais de 82 nações, sendo 27 latino-americanas.


Nas páginas que seguem, você encontrará notícias do front, artigos de opinião, relato de fatos históricos, biografias de homens do porte de Rosseau, Thoreau, Tolstoy, Emersom, Stuart Mill e outros que tiveram suas obras imortalizadas - enxergaram muito além do seu tempo - principalmente em defesa da Liberdade.


"Liberté, Égalité, Fraternité", a frase que embalou tantos sonhos em busca da Liberdade, é letra morta na terra mãe.


A valente e obstinada resistência do povo Saharaui, com certeza encontraria em Jean Molin - Herói da resistência francesa - um soldado pronto para lutar contra a opressão e, em busca da Liberdade, morrer por sua Pátria.


A Literatura, a Música, a Pintura e o Teatro Saharaui estarão presentes diariamente nestas páginas, pois retratam fielmente o dia-a-dia deste povo, que a despeito de todas as adversidades, em meio a luta, manteve vivas suas tradições.


Diante do exposto, rogamos que o nosso presidente se afaste da posição de neutralidade, mas que na verdade favorece os interesses das grandes potências, e, em respeito a autodeterminação dos povos estampada como preceito constitucional, reconheça, ainda em seu governo, a República Árabe Saharaui Democrática - RASD.


Este que vos fala não tem nenhum compromisso com o erro.


Se você constatar alguma imprecisão de datas, locais, fatos, nomes ou grafia, gentileza comunicar para imediata correção.


Contamos com você!


Marco Erlandi Orsi Sanches


Porto Alegre, Rio Grande do Sul/Brasil

sábado, 15 de fevereiro de 2020

FUTURO DA DEMOCRACIA EM JOGO

FUTURO DA DEMOCRACIA EM JOGO

Donald Trump diz ter o 'direito legal' de interferir na Justiça





O insano presidente acabou de se igualar aos ditadores que diz combater em nome da "democracia".
O modus operandi é o mesmo: calar a imprensa, sufocar movimentos estudantis, usar a força bruta contra opositores, assumir funções do judiciário e manipular o congresso venal (maioria).

O bufão platinado olha no espelho e vê Putin e Xi Jinping, caras de tonto e mãos de ferro sujas de sangue.

Quando olha pra baixo, lá estão Duterte, Erdogan e Netanyahu com o facão manchado nas garras...

E têm os aprendizes de feiticeiro...Maduro, Messias, Duque, Piñera...entre a cruz e a espada ou, com a cruz e a espada num continente que, sem ter atingido a maioridade democrática, submerge no obscurantismo medieval, sucumbe à inconstitucional tutela militar e se curva ao capital.

Sinais estavam por toda a parte...os próximos passos já conhecemos. Falsas acusações, sequestros, prisões ilegais, tortura e morte em nome da lei.

Mas a grande ameaça é outra. 

Em todo o continente sul-americano, mentes insanas, tuteladas por Trump, chegaram ao poder através do voto, o que revela ostensivo apoio à regimes totalitários, sendo este um grande enigma e o maior desafio para as forças de resistência democrática.

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Tragédias: omissão e prazo de validade


Tragédias: omissão e prazo de validade


Dicionário 

Tragédia: Acontecimento triste, catástrofe, desgraça, calamidade, desastre, cataclismo...

Na antiga Grécia, peça em verso, em que figuram personagens ilustres ou heroicos e a ação, elevada, nobre e própria para suscitar o terror e a piedade, termina por um acontecimento funesto.

A presença de um vírus capaz de ameaçar a humanidade pelo grau de letalidade revela uma tragédia anunciada, desprezada pelos governantes, blindada nas assépticas  mansões e suportada pela grande massa populacional.

Apesar da comoção que tomou conta da sociedade mundial, assumindo inteiramente as páginas dos jornais e as redes sociais, não é somente pela contaminação com o vírus que morre o homem.

No Brasil temos 63.000 homicídios, 200 feminicídios e 47.000 mortos no trânsito por ano, noticiados e naturalizados diariamente pela mídia, e justificados de forma branda e técnica pelas "autoridades".





Temos ainda os eventos extraordinários: Mariana (19), Brumadinho (253) e Ninho do Urubu, onde morreram 10 meninos enquanto sonhavam com o destino como jogador, sendo que já haviam calçado as chuteiras e vestido a camiseta do maior time do Brasil.

Com certeza esqueci algumas tragédias pessoais e coletivas de grande envergadura que, como as relacionadas, padecem de responsabilização civil e penal, mais a reparação material, já que as vidas interrompidas pela ganância humana  são insubstituíveis, e os danos causados às famílias que perderam seus entes queridos restam perenes.

O que causa horror é a combinação de três condutas que estão presente em todos os casos: a impunidade, a repetição e a omissão.

Nos eventos que resultaram nas tragédias citadas, as organizações empresariais/esportivas envolvidas permanecem impunes, rejeitam imputação de responsabilidade e tratam a reparação material como um negócio a ser realizado pelo menor preço. 

Não há nenhum apreço pelas vidas dos colaboradores, ou, no caso dos meninos, das promessas que o "clube" mantinha no cativeiro em condições sub-humanas (containers).

Embora o porte da tragédia e a comoção que tomou conta da sociedade brasileira, não podemos esquecer que as crianças jogavam e estavam "abrigadas" no maior time do Brasil, cujo valor do orçamento anual dá inveja ao mercado europeu.

Assim, não é obra de ficção imaginar que as estruturas precárias dos clubes carecem de fiscalização para evitar a repetição desta desgraça, possível diante da venialidade dos agentes públicos e da criminosa gestão dos administradores.




No caso da empresa Vale, a repetição de eventos danosos revela estruturas construídas ao arrepio da legislação em conluio com a gestão municipal onde se localizam as barragens, mais a irresponsabilidade arrecadatória do governo estadual, em total desprezo pela vida humana e o meio ambiente.

De modo geral as grandes tragédias parecem muito distantes de nós, ocupam amplos espaços na mídia durante algum tempo e somem como se tivessem prazo de validade.

Neste contexto é que temos a omissão... 

Críticos de pequenas rodas, acusamos os gestores responsáveis pelo cataclismo e pelo sinistro, exigimos a responsabilização das organizações, sofremos com os familiares das vítimas, gritamos por justiça e sucumbimos à ausência de notícias.

Notícias? Sobre os meios de comunicação precisamos saber que estes servem ao capital e ao estado quando atuam (90%) como chapa branca. 

Aquela imprensa que representava pleitos libertários e era portavoz das demandas da sociedade é coisa do passado. 

Hoje, grandes grupos detém o controle da informação e agem em conformidade com os interesses dos patrocinadores, e pela manutenção do poder econômico e político dos donos do capital.

O que nos resta é a covardia diante do capital e do estado que engessa nossa nação e joga  o princípio da dignidade humana, assegurado na constituição, no lixo. 

Por derradeiro, a melhor maneira de homenagear vítimas das grandes tragédias ocorridas no passado é lutar no presente para evitar a repetição e, quando ocorrerem, trabalhar pela superação da impunidade.

Enquanto escrevo esta manifestação, leio que as famílias dos meninos que morreram no "Ninho do Urubu" foram impedidas de entrar no centro de treinamento - transformado em túmulos daquelas crianças - revelando a bestialidade humana em grau máximo. 

Vergonha!!!

Já que a imprensa se mostra compassiva e conivente com o clube carrasco, quem sabe a torcida deixe de ir ao estádio, os jogadores se neguem a jogar, ex-jogadores exerçam a cidadania e a Associação dos atletas lute pelos direitos dos seus enquanto não houver a reparação para as famílias dos meninos?

A indignação diante da injustiça é o motor da ação coletiva... 


domingo, 26 de janeiro de 2020

GRETA THUNBERG - AVIS RARA II


GRETA THUNBERG - AVIS RARA II




O Brasil é dono de indicadores terríveis em relação aos jovens com idade entre 15 e 20 anos.

Evasão escolar, analfabetismo funcional, maternidade/paternidade precoce, consumo de drogas, letalidade, criminalidade e ausência de oportunidades.

A divulgação de dados que revelam uma situação de extrema calamidade não é capaz de criar comoção, colapso social, desespero ou caos na sociedade brasileira. Reação e mobilização nacional com o escopo de reverter este cenário caótico nem pensar.

Neste contexto, os jovens são ao mesmo tempo vítimas e protagonistas num estado que abdicou de políticas sociais voltadas para o seu futuro, e se transformou num barco à deriva comandado por um capitão insano.

A desesperança se instalou e não tem prazo para sair...

Por que esta reflexão neste momento? Greta Thunberg, a menina que, tratando de temas que o mundo reconhece que são urgentes e cruciais para o futuro da humanidade, conseguiu mobilizar o planeta com um discurso qualificado, direto, incisivo e verdadeiro.

Pois bem, o governo revela ser incapaz de lidar com os problemas gravíssimos que assolam a sociedade, mas, seguindo o obscurantista capitão do mato, mantém a manada ouriçada para atacar diuturnamente a menina de 16 anos que conseguiu a proeza de mobilizar a terra em prol do Meio Ambiente.

O mesmo “povo” que sucumbiu às trevas quando mistificou um ignorante, agora pratica um massacre robotizado - robôs e gado - desnudando uma sociedade doente que assiste passivamente a destruição de uma geração enquanto sataniza uma jovem que fugiu da zona de conforto em favor do próximo, correndo o risco de ser alvo da bestialidade humana.

Neste mundo há poucos gênios, muitos talentos e uma multidão de esforçados, mas a capacidade de ação e mobilização que você possui é raríssima, tanto é que mesmo cérebros geniais carecem deste fundamento essencial para o progresso da humanidade.

Já vimos isto antes na história.

Fogueiras, suplício...

Desculpa, eles não sabem o que fazem...


Fonte:

https://istoe.com.br/uma-nova-e-preocupante-evasao-escolar/ 
https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/ibge-23-dos-jovens-de-15-29-anos-nao-estudam-nem-trabalham-23748808
https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/geral/jovens-entre-15-e-29-anos-s%C3%A3o-maioria-entre-v%C3%ADtimas-de-homic%C3%ADdios-no-brasil-1.343501



sábado, 9 de novembro de 2019

ABOMINÁVEIS MUROS

ABOMINÁVEIS MUROS

A maior homenagem que os europeus poderiam fazer para lembrar as vítimas da segregação imposta pelo muro de Berlim, 155 km, seria lutar ao lado dos saharauis para derrubar o muro da vergonha, 2.720 km, que aprisiona o pacífico povo em sua própria terra. 
Chega de hipocrisia!!

sábado, 2 de novembro de 2019

A SABEDORIA DAS PONTES


A SABEDORIA DAS PONTES


Silenciosamente repousam sob nossos pés as pontes.

Apoiadas nas cabeceiras das águas, doce ou salgadas, encurtam caminhos e destinos sem reclamar da condição de coadjuvante quando o sol se põe no horizonte.

Em tempos de paz se releva o protagonismo dessas robustas e seguras travessias que se confundem com o cenário da região.

Já na guerra será prioridade das bombas jogadas pela bestialidade humana que transformarão em arma o avião.

Mas nem todas cairão, muitas resistirão...

Construtores se orgulham da estrutura levantada com técnica, precisão e destreza, que parecem eternas, mas são presas fáceis diante das forças da natureza. 

No seu dorso encontros imortais unem pessoas pelo amor, quedas fatais separam as que desistem pela dor.

Com pressa ali passam os que são movidos pela cobiça, devagarzinho e com preguiça, os que não deixam de aproveitar a vista.

Insanos governantes preferem os muros às pontes, segregar em vez de conectar, dividir e oprimir, torturar e matar.

Num ambiente cada dia mais hostil proliferam povos sem memória que fomentam a xenofobia, o racismo e o desprezo pela diversidade de ser e de agir dos seres humanos.

Enquanto isso, a hospitaleira ponte a todos acolhe em seu gentil leito, mesmo que por breves instantes, transpondo barreiras aparentemente inconciliáveis, unindo povos, alavancando o progresso e gerando riquezas.

Nesse andar, desprezando rótulos, revelando uma impensável humanidade, pessoas por ali passam sem distinção de origem, raça, sexo, cor, credo, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Assim, em busca de respostas, desenvolvemos sofisticadas fórmulas de soluções tecnológicas que em regra estimulam a desumanização, desprezando o que a velha ponte nos ensina diariamente, pois reúne valores suficientes para fazer feliz a nossa sociedade: Liberdade, igualdade e fraternidade.


sexta-feira, 27 de setembro de 2019

GRETA THUNBERG - AVIS RARA

GRETA THUNBERG - AVIS RARA

Seja bem-vinda Greta!! 
Parecia que esta geração não seria capaz de produzir uma única liderança com capacidade de mobilização diante das grandes causas, direitos humanos e meio ambiente, quando exsurge você com uma determinação incomparável em busca de seus objetivos.
Objetivos verbalizados de forma direta, sem rodeios, sem temores, sem dependência ideológica ou de patrocínio, com impressionante eco na sociedade, especialmente nos jovens herdeiros deste mundo.

Você demonstra uma capacidade insuperável para tirar o jovem da apatia, e de desafiar o conformismo e os temores que assolam os adultos.

ConscientizAÇÃO, IndignAÇÃO, PolitizAÇÃO e ParticipAÇÃO.


Greta Thunberg: uma pessoa, uma causa, um ideal, uma voz, um passo, uma revolução...

Respeito, admiração e esperança, esses são os sentimentos que você provoca em m'alma.

BRAVO!!!


C

segunda-feira, 10 de junho de 2019

PARADIGMA SAHARAUI: CERTEZAS...

PARADIGMA SAHARAUI

CERTEZAS...

1) Não há disputa territorial na região;

2) Corte Internacional de Justiça já reconheceu a soberania do povo saharaui sobre o território;

3) Marrocos é "potência agressora";

4) Pilhagem de recursos naturais em território não-autônomo viola normas internacionais;

5) Flagrante violação de direitos humanos;

6) MINURSO, única missão das UN sem equipe de monitoramento dos DHs;

7) Maior concentração de minas anti-personas do mundo;

8) Povo saharaui não quer viver na europa;

9) Refugiados há 46 anos, querem viver em sua própria terra. CERTEZAS!

CERTEZAS...

10) Lutam por seus direitos pela via diplomática, sem retaliação armada;

CERTEZAS...CERTEZAS...CERTEZAS.

Até quando a "comunidade internacional vai sustentar esta hipocrisia, esta injustiça, esta vergonha??

Independência saharaui já!!!

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Del muro de Carlos Liscano Carta para un muchacho

Del muro de Carlos Liscano

Carta para un muchacho

Muchacho, no me conocés.
Soy yo quien te inventa.
Yo sé cómo eras.
O creo saberlo.
Muchacho, no me quejo.
Ya no soy aquel joven que tiembla y grita en la noche.
Yo soy éste, el hombre viejo que recuerda y escribe a aquel muchacho que fuiste.
Soy yo quien te recuerda, encapuchado, empapado y descalzo, tiritando en la madrugada.
La belleza es un instante y es eterna.
La tortura es un instante y es también eterna.
El torturador se eterniza.
No su nombre ni su cara ni su puño.
No la patada en el estómago.
Eterno es su olor, eterna es su voz.
La memoria es una cárcel que ata al instante.
Suerte el olvido, que nos permite seguir viviendo.
Pena que al olvidar se vayan también tantos instantes que fueron bellos.
Hay días, muchacho, en que quisiera volver a ver tu hermosura, tu cuerpo corriendo, el torso desnudo, jugando al fútbol.
Aquel instante, aquel que eras, que fui.
No quiero verte ni inventarte en tus peores momentos.
A veces recupero tu miedo.
No me da vergüenza tu miedo.
Yo quiero la vida y no quiero la muerte.
Pero de pronto, una noche, sueño con los muertos.
Una larga fila de muertos rodea mi casa.
Muertos míos, muertos que conocí y que no conocí.
No quiero huir.
Quiero decirles que me dejen en paz, que necesito dormir, porque yo sigo vivo.
Que se vayan a donde han de estar los muertos, en la paz de los muertos.
El dolor de los muertos no es que estén muertos sino que nadie los ha explicado.
Los muertos no pueden decirnos cómo fue que murieron ni dónde están enterrados.
Intentamos decir cómo y por qué y fracasamos.
Siempre fracasamos y vamos a tientas.
¿Fue el tiro en la nuca?
¿Fue por asfixia?
¿Fue el corazón que se paró de golpe?
Mucho peor para ellos, nuestros muertos, es no poder explicar a los más jóvenes por qué.
¿Por qué uno se expone a que lo maten joven?
¿Hay algo en el mundo que valga la pena entregarle la vida?
Si hay, ¿qué es, qué fue eso tan valioso para ustedes?
Es imposible encontrarle palabras a los muertos.
Por eso vamos a tientas, explicando lo que no sabemos.
Por eso nuestros muertos andan errantes.
Esperan que alguien los explique para quedarse en paz. Que es lo que les corresponde, como muertos que son.
Algunas noches, en el viento, vienen los gritos de los muertos.
Mujeres y hombres asesinados en la tortura, ajusticiados sin juicio, el tiro en la nuca, la asfixia, el garrotazo, la
fosa común, el pozo indigno al fondo del cuartel.
Los muertos vuelven porque nadie los ha enterrado, porque no hay palabras para explicarlos.
Duele, pero es mejor que siempre vuelvan, para que no olvidemos.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

CATA DORES


CATA  DORES


Lixo do povo 
Povo do lixo

Lixo contamina 
Povo subestima
Hiroshima

Lixo anima
Povo recicla adrenalina
Auto-estima

Lixo desanima
Povo e cocaína
Estricnina

Lixo extermina
Povo sem estima
Carnificina

Lixo é lixo
Povo é povo

Lixo é resto
Povo é tudo 

Lixo é morte
Povo é vida

segunda-feira, 22 de abril de 2019

MULHERES SAHARAUIS

MULHERES SAHARAUIS


Será que a violência praticada DIARIAMENTE contra as mulheres saharauis na zona ocupada pelo genocida marroquino não é digna de pauta para as mulheres do mundo todo que lutam pelos direitos das mulheres?

Será que existe minorias invisíveis dentro das minorias?

HELP!!!!

domingo, 21 de abril de 2019

REFLEXÕES SOBRE A PÁSCOA...

REFLEXÕES SOBRE A PÁSCOA...

Que eu nunca me conforme com as injustiças!

sexta-feira, 29 de março de 2019

IPES - Qualquer semelhança não é mera coincidência...

IPES - qualquer semelhança não é mera coincidência...

IPES - Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais


Este artigo é parte da série Regime militar no Brasil

1964–1985

O Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES), fundado em 29 de novembro de 1961 por Augusto Trajano de Azevedo Antunes (ligado à Caemi) e Antônio Gallotti (ligado à Light), serviu como um dos principais catalisadores do pensamento anti Goulart.

O IPES, durante seu principal período de ação, era localizado no edifício avenida Central no Rio de Janeiro, vigésimo sétimo andar, possuindo treze salas. Sua estrutura, tal qual à de sua entidade-irmã, o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD), equivale ao que hoje se conhece como organização não-governamental (ONG).

A função primordial do IPES, era integrar os diversos movimentos sociais de direita para criar as bases de uma oposição que pudesse deter "o avanço do comunismo sovietico no ocidente".

Fundação

O IPES foi fundado por um grupo de empresários de São Paulo e do Rio de Janeiro durante o período politicamente conturbado da década de 1960, tendo sua articulação inicial em novembro de 1961, logo após João Goulart assumir a presidência do Brasil, em setembro.

Pouco após a sua fundação, em 29 de novembro de 1961, o IPES passou a ser dirigido pelo general Golbery do Couto e Silva, um dos professores da Escola Superior de Guerra e estudioso da geopolítica e, anos depois, um dos artífices da ditadura militar, logo após pedir para passar para a reserva do Exército Brasileiro.

Financiadores

Os maiores financiadores do IPES foram cinco empresas: Refinaria União, Light, Cruzeiro do Sul, Icomi, Listas Telefônicas Brasileiras, além de trezentas empresas de menor porte(desde indústrias alimentícias até farmacêuticas), além de diversas entidades de classe. 

O capital inicial liberado para o instituto foi de quinhentos mil dólares. Muitas entidades filantrópicas de senhoras cristãs, de orientação conservadora, também colaboraram com dinheiro em espécie, jóias e trabalho voluntário.

Mobilização

Políticos, empresários, jornalistas, intelectuais e grupos de donas-de-casa, estudantes e trabalhadores militavam sob a orientação ideológica da cúpula do IPES/IBAD.

A base de apoio, direta ou indireta, incluiu sobretudo os políticos da UDN e de setores do PSD. Empresários como Walther Moreira Salles, Mário Henrique Simonsen, Augusto Frederico Schmidt, também poeta, Alceu Amoroso Lima, também escritor e pensador católico, entre tantos outros, militavem pelo IPES, que tentou cooptar para o movimento escritores como Rachel de Queiroz, Fernando Sabino e Rubem Fonseca, que chegou a fazer roteiros para os documentários do IPES. 

O elenco de apoio ia desde o general Jurandir de Bizarria Mamede, que em 1955 fez um discurso violento contra a vitória de Juscelino Kubitschek durante o enterro do general Canrobert da Costa, até o então apenas empresário Paulo Maluf, que mais tarde tornaria famoso como político brasileiro.

Objetivos

A função do IPES era coordenar a oposição política ao governo Jango, e para tal tinha financiamento de grandes empresas nacionais e multinacionais.

O objetivo do instituto, era fazer um levantamento da maneira de expressão do brasileiro de forma a mapear o comportamento social do público alvo, que era a classe média baixa da população, além dos formadores de opinião, como entidades religiosas diversas, para elaborar filmes publicitários, documentários, confecção de panfletos, e propagandas.

Atividades

Basicamente o IPES trabalhava com pesquisas e estatísticas para coleta de informações para elaborar filmes publicitários, documentários, panfletos, e propagandas contra o governo de João Goulart e seus aliados.

O IPES colaborou com diversas entidades de tendência direitista, como a União Cívica Feminina, Campanha da Mulher pela Democracia, além de outras entidades ligadas à Igreja Católica. 

Também tentou cooptar os estudantes e operários para a oposição antijanguista, sendo um dos livros publicados intitulado "UNE, instrumento de subversão", de autoria de Sônia Seganfredo, estudante de tendência anticomunista.

O discurso adotado pelo IPES e pelos movimentos que colaboravam com o mesmo era o da defesa da democracia. Segundo consta, um dos pontos estabelecidos para as militantes era nunca dizer que estavam combatendo o comunismo, mas, sim, trabalhando em defesa da democracia, assim se fez a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em 19 de março de 1964, que definitivamente desencadeou a queda de Jango.

Na verdade, havia uma mobilização para extinguir todo o legado do populismo varguista, no qual o IPES e o IBAD fizeram parte. 

A princípio, viram em Juscelino Kubitschek, apesar de ligado a um partido político conservador, um mal-disfarçado herdeiro de Vargas, tendo sido o último governador que recebeu o então presidente antes do suicídio deste, em 1954. 

Várias instituições tinham seus métodos específicos. O IBAD era mais militante, enquanto o IPES mais "racional". O IPES agia na defensiva, pregando o lado "positivo" do capitalismo dos países ricos e as "vantagens" do Brasil de se subordinar a eles. 

Por outro lado, já havia entidades de ação ofensiva, como o Grupo de Ação Patriótica (GAP) e o Comando de Caça aos Comunistas (CCC). O CCC, entre outras ações, promoveu o incêndio da sede da UNE, em 1964, e o confronto sangrento com estudantes da USP, em 1968.

Durante o período anterior a Revolução de 1964, o IPES encomendou a elaboração de documentários que seriam exibidos em salas de cinema, bairros de baixa renda, entre outros lugares. Os principais documentários foram:

* A vida marítima
* Conceito de empresa
* Criando homens livres
* Deixem o estudante estudar
* Depende de mim
* História de um maquinista
* Nordeste problema número um
* O Brasil precisa de você
* O IPÊS é o seguinte
* O que é democracia
* O que é o IPÊS
* Portos Paralíticos
* Uma economia estrangulada

Os métodos

A propaganda do IPES baseava-se na égide da defesa da moral e dos bons costumes da família brasileira, do direito à propriedade privada e à livre iniciativa empresarial, além de estimular a ampla participação de investidores estrangeiros na economia brasileira.

Dentre os métodos utilizados pelo IPES para mobilizar a população contra o trabalhismo de Goulart, houve palestras direcionadas às mães e donas de casa alertando para o possível dano que o comunismo causaria a entidade familiar. 

Aliás, muitas palestras, panfletos, documentários e livros foram feitos no sentido de difundir uma "racionalidade" ideológica capaz de convencer as pessoas sobre a suposta falência do governo Goulart.

Simultaneamente eram distribuídos panfletos entre a população, endereçados aos fazendeiros e agricultores, outros panfletos davam ênfase à palavras chave, como democracia, subversão, liberdade, o clero fazia publicar mensagens dirigidas ao Presidente.

Por fim, o IPES mantinha contato estreito com a Igreja Católica e mantinha diversos programas de radio em cadeia local e nacional, aonde personalidades da direita brasileira apresentavam seus discursos. 

Sua atuação não era ostensiva, daí sua sobrevida diante da CPI que os parlamentares da linha governista (favoráveis a Jango) instauraram contra o IBAD, cujas provas de participação de capital estrangeiro fizeram o governo a decretar a extinção desta. O IPES desapareceu em 1972, quando o AI-5 parecia ter controlado todos os focos de manifestação antidireita no país.

Bibliografia

  • DREIFUSS, Rene Armand. 1964: A Conquista do Estado. 1 ed. Petrópolis: Vozes, 1981. 814 p. ISBN 8532632327
  • RAMÍREZ, Hernán Ramiro. "Os institutos econômicos de organizações empresarias e sua relação com o Estado em perspectiva comparada: Argentina e Brasil, 1961-1996". (Tese de Doutorado). Porto Alegre, UFRGS, 2005.
  • RAMÍREZ, Hernán Ramiro. Corporaciones en el poder. Institutos económicos y acción política en Brasil y Argentina: IPÊS, FIEL y Fundación Mediterránea. Buenos Aires, Lenguaje Claro, 2007. En prensa.