República Árabe Saharaui Democrática


O POVO QUE O MUNDO ESQUECEU


O POVO QUE O MUNDO ESQUECEU


O POVO QUE O MUNDO ESQUECEU


Bem-vindos ao blog phoenixsaharaui.blogspot.com.br


A criação deste espaço democrático visa: divulgar a causa Saharaui, buscar o reconhecimento pelo Brasil da República Árabe Saharaui Democrática e pressionar a União Européia, especialmente a Espanha, a França e Portugal, mais os EUA, países diretamente beneficiados pela espoliação dos recursos naturais do povo Saharaui, para retirarem o apoio criminoso aos interesses de Mohammed VI, Rei do Marrocos, e com isto permitir que a ONU prossiga no já tardio processo de descolonização da Pátria Saharaui, última colônia na África.


Membro fundador da União Africana, a RASD é reconhecida por mais de 82 nações, sendo 27 latino-americanas.


Nas páginas que seguem, você encontrará notícias do front, artigos de opinião, relato de fatos históricos, biografias de homens do porte de Rosseau, Thoreau, Tolstoy, Emersom, Stuart Mill e outros que tiveram suas obras imortalizadas - enxergaram muito além do seu tempo - principalmente em defesa da Liberdade.


"Liberté, Égalité, Fraternité", a frase que embalou tantos sonhos em busca da Liberdade, é letra morta na terra mãe.


A valente e obstinada resistência do povo Saharaui, com certeza encontraria em Jean Molin - Herói da resistência francesa - um soldado pronto para lutar contra a opressão e, em busca da Liberdade, morrer por sua Pátria.


A Literatura, a Música, a Pintura e o Teatro Saharaui estarão presentes diariamente nestas páginas, pois retratam fielmente o dia-a-dia deste povo, que a despeito de todas as adversidades, em meio a luta, manteve vivas suas tradições.


Diante do exposto, rogamos que o nosso presidente se afaste da posição de neutralidade, mas que na verdade favorece os interesses das grandes potências, e, em respeito a autodeterminação dos povos estampada como preceito constitucional, reconheça, ainda em seu governo, a República Árabe Saharaui Democrática - RASD.


Este que vos fala não tem nenhum compromisso com o erro.


Se você constatar alguma imprecisão de datas, locais, fatos, nomes ou grafia, gentileza comunicar para imediata correção.


Contamos com você!


Marco Erlandi Orsi Sanches


Porto Alegre, Rio Grande do Sul/Brasil

terça-feira, 10 de março de 2020

CARTA ABERTA AO EXCEPCIONAL CIDADÃO BRASILEIRO, Dr. Drauzio Varella

CARTA ABERTA AO EXCEPCIONAL  CIDADÃO BRASILEIRO, 
DR. DRAUZIO VARELLA




"Sob um governo que prende qualquer homem injustamente, o único lugar digno para um homem justo é também a prisão. Hoje em dia, o lugar próprio, o único lugar que Massachusetts reserva para os seus habitantes mais livres e menos desalentados são as suas prisões, nas quais serão confinados e tranca­dos longe do Estado, por um ato do próprio Estado pois os que vão para a prisão já antes tinham se confinado nos seus princípios. E aí que devem ser encontrados quando forem procurados pelos escravos fugidos, pelo prisioneiro mexicano em liberdade condicional e pelos indígenas, para ouvir as denúncias sobre as humilhações impostas aos seus povos; é aí, nesse chão discriminado, mas tão mais livre e honroso, onde o Estado planta os que não estão com ele mas sim contra ele - a única casa num Estado-senzala na qual um homem livre pode perseverar com honra."

THOREAU, HENRY DAVID. A DESOBEDIÊNCIA CIVIL. 1848


Estimado Dr. Drauzio Varella.

Não lhe conheço pessoalmente. Quiçá um dia terei esta grande honra.   

Na verdade, a primeira vez que notei sua presença não foi pela sua reconhecida competência na área médica. O que chamou minha imediata atenção foi a extraordinária semelhança física com meu querido avô, o vô Moso. 

Tudo no senhor faz lembrar daquela amada figura humana. Tão serena, de voz doce, de entonação cativante e aparência professoral. Sem perder a autoridade, conquistada e assegurada pela reta conduta e não pelo discurso acima do tom, nunca levantava a voz. 

Jamais assisti alguém desafiar suas ordens, lançadas que nem flechas através dos olhos azuis que contrastavam com sua tez morena...calvo desde jovem, gostava de usar uma linda boina de lã e jogar bolão, onde sua técnica insuperável se sobressaia e o consagrou como um jogador eternamente campeão. 

Tranquilo diante das adversidades diárias, nunca usou o robusto e ameaçador relho de couro, preso na parede com uma argola de aço e colocado estrategicamente em um lugar bem visível. 

Feita as apresentações, diante das agressões que o Dr. vem sofrendo, mesmo sabendo que o senhor não precisa de defensores pois a reputação que o senhor construiu é suficiente para repelir tamanha insanidade, decidi expressar minha solidariedade e revelar meu respeito e admiração por vossa pessoa, orgulho para o nosso país.  

Assim, após as primeiras impressões passei a escutá-lo sempre que havia uma oportunidade, tornadas frequentes com suas aparições no Fantástico, lançamento de livros e filmes.

Toda vez que o Dr. aborda um assunto peço silêncio para quem estiver na sala e anuncio: tem um craque falando! Nunca me decepcionei com o desinteressado aval. 

Domingo retrasado não foi diferente...quando o Dr. apresentou a reportagem no presídio sobre seres humanos trans ali segregados.  

Agora uma pequena regressão...

Sou casado com minha amada esposa faz 43 anos, temos três filhos e dez netos. Ela professa a fé cristã, convertida faz uns 20 anos, e frequenta regularmente uma Igreja evangélica. 

Ao longo destes 20 anos, alguns princípios basilares da fé cristã me levou a admirar a Instituição: a honestidade de propósitos, a solidariedade, a forma cordial e receptiva como você é recebido no ambiente cristão; a insuperável defesa da família; a  persistente luta contra os vícios ditos sociais (drogas lícitas e ilícitas); e o perdão, isto mesmo, O PERDÃO. 

Considero a capacidade de perdoar o ápice da condição humana, junto com a liberdade, a igualdade, a fraternidade, a gratidão e o livre arbítrio.

Por que trago estas questões agora? o que tem a ver com as agressões sofridas pelo emérito cidadão Drauzio?

Duas condições mudaram radicalmente nas igrejas evangélicas nos últimos 20 anos: 

1) havia uma firme posição nos cultos evangélicos em relação ao ostensivo apoio para candidatos que disputavam cargos públicos, no sentido de não permitir campanha dentro das igrejas.

Hoje o púlpito se transformou em palanque e o apoio da comunidade via pastor é comprado a peso de ouro. A disputa pelo poder político restou institucionalizada nas igrejas. São excepcionais e raras as exceções. 

Assim, temos um nefasto discurso que confunde ética e moral, estado e igreja, lei e interpretações bíblicas, além da contraditória pregação que estimula amor aos irmãos e ódio aos que pensam diferente. 

Mais, neste contexto, arautos da salvação da pátria assumiram a condição de mito, algo impensável até outro dia na fé cristã (evangélica) que é refratária aos santos, imagina aos de carne e osso.   

2) a salvação era defendida e garantida à todas as pessoas, independente do crime que tivessem praticado, bastando para tanto a conversão na fé cristã. 

Nesta senda, programas sociais dentro das igrejas tinham como escopo a visita permanente e assídua aos presídios, onde os salvadores desprezavam os riscos e peleavam pela conversão dos apenados. 

Assim, Pastores se tornaram célebres pelo trabalho realizado junto aos presos. Quanto maior o crime praticado, maior era a comemoração pelo resgate daquela alma.

Estupradores, assassinos, pedófilos, ladrões, corruptos, estelionatários e traficantes eram bem-vindos, desde que, demonstrassem vontade de se converter. 

Por vezes o duvidoso processo de conversão levava anos e envolvia pleno apoio às suas famílias lá fora. Muitas vezes os destemidos pastores foram acusados de fazerem parte de quadrilhas, mas nada os detinha, nada impedia a missão divina de conversão. 

Quando os presos se convertiam era festa no céu. Muitos livros foram escritos sobre verdadeiras e profícuas conversões. Lembro de ex-apenados se tornarem pastores e comparecerem para dar palestras com o salão lotado, com autógrafos de livros ao final. 

Confesso que tive divergências sérias com minha esposa sobre esta questão, e ainda tenho. 

Ela acredita piamente na possibilidade de recuperação do ser humano que tenha praticado algum crime, a partir da sincera conversão. Eu respeito.

As pessoas que participaram da entrevista estão onde deveriam estar, ou seja, condenadas e presas pela prática de crimes. No caso concreto, objeto dos ataques desferidos contra um homem honrado, entendo que, quem pratica crimes contra idosos ou crianças é irrecuperável e deve permanecer segregado para sempre. Como sabemos, nossa legislação prevê pena máxima de reclusão de 30 anos.

O tema da entrevista era revelar para o público como vivem as pessoas trans no sistema prisional brasileiro. Não tratava a abordagem de vitimizar ou denunciar injusticas cometidas contra os apenados. 

E o Dr. Drauzio, profissional médico com larga experiência junto a população carcerária, conduziu a reportagem como sempre faz: sem julgar, com empatia e respeito pelos entrevistados.   

Voltando à entrevista do Dr. Drauzio...

A insana polarização política e o interesse comercial das emissoras concorrentes do plin-plin, aliadas ao governo de plantão, especialista na disseminação do ódio e da intolerância, acabou por respingar no Dr. Drauzio Varella. 

Com o objetivo claro de atacar a Globo, grupos extremistas acionaram a máquina de moer carne e disparam ataques ao médico mais respeitado do Brasil, referência mundial na área. 

Das pessoas que buscaram minha opinião sobre o assunto, nenhuma tinha assistido a entrevista. Os que não falaram comigo mas compactuam com as agressões não assistem a Globo por convicção ou por ordem de seus patrões, portanto, compraram o pacote de maldades pronto, embalado, sem filtro.  

No cenário atual constatamos um retorno aos períodos mais sombrios da história quando vemos grupos extremistas afastarem-se da identidade partidária, que pelo menos no conteúdo programático zelam pelo bem comum, apropriando-se de rótulos (direita/esquerda) para justificar ações criminosas praticadas contra seres humanos.

Assim, agrupamentos sociais radicais e antidemocráticos tentam naturalizar a xenofobia, o racismo, o preconceito, a homofobia, a intolerância, a misoginia, a calúnia e tantas outras formas de discriminação que pensávamos já estarem erradicadas nas sociedades plurais e protegidas pela lei.

Desta forma, o desrespeito à diversidade, o extermínio e a segregação de pessoas que pensam diferente torna-se uma prática corrente, desafiando cartas constitucionais que asseguram a liberdade e a igualdade entre todos.

Embora tenha havido diversas tentativas de dividir o povo brasileiro entre ricos e pobres, negros e brancos, capitalistas e comunistas, héteros e homossexuais, católicos e evangélicos, ateus e cristãos, patrões e empregados, petralhas e coxinhas, vândalos e bonzinhos, civis e militares, esquerda e direita, o fato é que até agora a nação se mantinha unida e refratária a qualquer iniciativa que fraturasse a identidade geográfica, cultural, social, econômica e política do Brasil.

Não mais...

Em nosso país, reconhecido pela pluralidade e respeito pelas diversas manifestações da fé, vemos o governo de plantão desafiar e violar a Constituição ao pregar a disseminação do ódio e da intolerância com a Bíblia na mão, interpretando e distorcendo o legado símbolo da fé cristã que é o amor, a igualdade, a liberdade, a fraternidade e a solidariedade.

O Dr. Drauzio não se deixa contaminar, navega e sempre navegou contra a corrente. É um homem a frente do seu tempo...Lembra a memorável Dra. Nise da Silveira, desprezada no seu tempo, eternizada na história. 

Poeminho do Contra


Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!


Mario Quintana

Mas, tenho certeza que o senhor já os perdoou. Eles não sabem o que fazem...

A essência do humanismo  é matéria prima presente no seu DNA.

Como afirma em sua nota de esclarecimento - não precisava - quando em contato com seres humanos vivendo no limite do impossível - carceragem, aids, sífilis, tuberculose e doenças contagiosas de toda espécie, o senhor nunca pergunta o que levou aquele ser humano até ali. 

O que importa naquele momento é demonstrar afeto e compartilhar um pouco das dores, dos sentimentos e dos sonhos interrompidos daquelas vidas que estão segregadas em decorrência de suas escolhas.

Mas não é só. Na condição de notável oncologista, o Dr. dedica sua vida às pessoas que convivem com doenças tidas como fatais, crianças e adultos, exercendo sua profissão de forma abnegada, altruísta e profissional, distribuindo afeto e compartilhando um pouco das dores, dos sentimentos e dos sonhos interrompidos daquelas vidas que, na maioria esmagadora dos casos, não tiveram escolha.

A redundância observada foi necessária para enfatizar que o senhor não mudou, dispensa sempre o mesmo tratamento para todos. 

Neste andar, jamais haverá assepcia de pessoas e sempre os seres humanos estarão em primeiro lugar, porque o Doutor não trata e não acolhe as escolhas das pessoas, trata e acolhe os seres humanos em estado de necessidade.

Durante a maior parte da minha vida, oncologia era somente uma especialidade médica. 

Hoje, quando passo horas dentro do Cepon - Centro de Pesquisas Oncológicas, Florianópolis/SC, excelência em atendimento público, acompanhando consultas e a quimioterapia que a minha amada esposa está fazendo, constato que a permanente demonstração de afeto vinda de outros pacientes e de todos os funcionários, mais o tratamento dispensado pelo corpo médico e pelas insuperáveis enfermeiras amenizam a dor, regam a esperança, renovam as energias, valorizam a vida e alimentam o frágil ser humano que resiste para sobreviver.

Desafios fazem parte do cotidiano deste humanista médico que dedica sua vida ao próximo. Assim, resiliente e de caráter inquebrantável, tenho certeza que continuará sua luta em prol da humanidade.

Serve esta modesta manifestação para declarar minha solidariedade ao Dr. Drauzio Varella diante do injusto e covarde ataque à sua honra.

Com respeito e admiração.

Respeitosamente,

Marco Erlandi Orsi Sanches

sábado, 15 de fevereiro de 2020

FUTURO DA DEMOCRACIA EM JOGO

FUTURO DA DEMOCRACIA EM JOGO

Donald Trump diz ter o 'direito legal' de interferir na Justiça





O insano presidente acabou de se igualar aos ditadores que diz combater em nome da "democracia".
O modus operandi é o mesmo: calar a imprensa, sufocar movimentos estudantis, usar a força bruta contra opositores, assumir funções do judiciário e manipular o congresso venal (maioria).

O bufão platinado olha no espelho e vê Putin e Xi Jinping, caras de tonto e mãos de ferro sujas de sangue.

Quando olha pra baixo, lá estão Duterte, Erdogan e Netanyahu com o facão manchado nas garras...

E têm os aprendizes de feiticeiro...Maduro, Messias, Duque, Piñera...entre a cruz e a espada ou, com a cruz e a espada num continente que, sem ter atingido a maioridade democrática, submerge no obscurantismo medieval, sucumbe à inconstitucional tutela militar e se curva ao capital.

Sinais estavam por toda a parte...os próximos passos já conhecemos. Falsas acusações, sequestros, prisões ilegais, tortura e morte em nome da lei.

Mas a grande ameaça é outra. 

Em todo o continente sul-americano, mentes insanas, tuteladas por Trump, chegaram ao poder através do voto, o que revela ostensivo apoio à regimes totalitários, sendo este um grande enigma e o maior desafio para as forças de resistência democrática.

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Tragédias: omissão e prazo de validade


Tragédias: omissão e prazo de validade


Dicionário 

Tragédia: Acontecimento triste, catástrofe, desgraça, calamidade, desastre, cataclismo...

Na antiga Grécia, peça em verso, em que figuram personagens ilustres ou heroicos e a ação, elevada, nobre e própria para suscitar o terror e a piedade, termina por um acontecimento funesto.

A presença de um vírus capaz de ameaçar a humanidade pelo grau de letalidade revela uma tragédia anunciada, desprezada pelos governantes, blindada nas assépticas  mansões e suportada pela grande massa populacional.

Apesar da comoção que tomou conta da sociedade mundial, assumindo inteiramente as páginas dos jornais e as redes sociais, não é somente pela contaminação com o vírus que morre o homem.

No Brasil temos 63.000 homicídios, 200 feminicídios e 47.000 mortos no trânsito por ano, noticiados e naturalizados diariamente pela mídia, e justificados de forma branda e técnica pelas "autoridades".





Temos ainda os eventos extraordinários: Mariana (19), Brumadinho (253) e Ninho do Urubu, onde morreram 10 meninos enquanto sonhavam com o destino como jogador, sendo que já haviam calçado as chuteiras e vestido a camiseta do maior time do Brasil.

Com certeza esqueci algumas tragédias pessoais e coletivas de grande envergadura que, como as relacionadas, padecem de responsabilização civil e penal, mais a reparação material, já que as vidas interrompidas pela ganância humana  são insubstituíveis, e os danos causados às famílias que perderam seus entes queridos restam perenes.

O que causa horror é a combinação de três condutas que estão presente em todos os casos: a impunidade, a repetição e a omissão.

Nos eventos que resultaram nas tragédias citadas, as organizações empresariais/esportivas envolvidas permanecem impunes, rejeitam imputação de responsabilidade e tratam a reparação material como um negócio a ser realizado pelo menor preço. 

Não há nenhum apreço pelas vidas dos colaboradores, ou, no caso dos meninos, das promessas que o "clube" mantinha no cativeiro em condições sub-humanas (containers).

Embora o porte da tragédia e a comoção que tomou conta da sociedade brasileira, não podemos esquecer que as crianças jogavam e estavam "abrigadas" no maior time do Brasil, cujo valor do orçamento anual dá inveja ao mercado europeu.

Assim, não é obra de ficção imaginar que as estruturas precárias dos clubes carecem de fiscalização para evitar a repetição desta desgraça, possível diante da venialidade dos agentes públicos e da criminosa gestão dos administradores.




No caso da empresa Vale, a repetição de eventos danosos revela estruturas construídas ao arrepio da legislação em conluio com a gestão municipal onde se localizam as barragens, mais a irresponsabilidade arrecadatória do governo estadual, em total desprezo pela vida humana e o meio ambiente.

De modo geral as grandes tragédias parecem muito distantes de nós, ocupam amplos espaços na mídia durante algum tempo e somem como se tivessem prazo de validade.

Neste contexto é que temos a omissão... 

Críticos de pequenas rodas, acusamos os gestores responsáveis pelo cataclismo e pelo sinistro, exigimos a responsabilização das organizações, sofremos com os familiares das vítimas, gritamos por justiça e sucumbimos à ausência de notícias.

Notícias? Sobre os meios de comunicação precisamos saber que estes servem ao capital e ao estado quando atuam (90%) como chapa branca. 

Aquela imprensa que representava pleitos libertários e era portavoz das demandas da sociedade é coisa do passado. 

Hoje, grandes grupos detém o controle da informação e agem em conformidade com os interesses dos patrocinadores, e pela manutenção do poder econômico e político dos donos do capital.

O que nos resta é a covardia diante do capital e do estado que engessa nossa nação e joga  o princípio da dignidade humana, assegurado na constituição, no lixo. 

Por derradeiro, a melhor maneira de homenagear vítimas das grandes tragédias ocorridas no passado é lutar no presente para evitar a repetição e, quando ocorrerem, trabalhar pela superação da impunidade.

Enquanto escrevo esta manifestação, leio que as famílias dos meninos que morreram no "Ninho do Urubu" foram impedidas de entrar no centro de treinamento - transformado em túmulos daquelas crianças - revelando a bestialidade humana em grau máximo. 

Vergonha!!!

Já que a imprensa se mostra compassiva e conivente com o clube carrasco, quem sabe a torcida deixe de ir ao estádio, os jogadores se neguem a jogar, ex-jogadores exerçam a cidadania e a Associação dos atletas lute pelos direitos dos seus enquanto não houver a reparação para as famílias dos meninos?

A indignação diante da injustiça é o motor da ação coletiva... 


domingo, 26 de janeiro de 2020

GRETA THUNBERG - AVIS RARA II


GRETA THUNBERG - AVIS RARA II




O Brasil é dono de indicadores terríveis em relação aos jovens com idade entre 15 e 20 anos.

Evasão escolar, analfabetismo funcional, maternidade/paternidade precoce, consumo de drogas, letalidade, criminalidade e ausência de oportunidades.

A divulgação de dados que revelam uma situação de extrema calamidade não é capaz de criar comoção, colapso social, desespero ou caos na sociedade brasileira. Reação e mobilização nacional com o escopo de reverter este cenário caótico nem pensar.

Neste contexto, os jovens são ao mesmo tempo vítimas e protagonistas num estado que abdicou de políticas sociais voltadas para o seu futuro, e se transformou num barco à deriva comandado por um capitão insano.

A desesperança se instalou e não tem prazo para sair...

Por que esta reflexão neste momento? Greta Thunberg, a menina que, tratando de temas que o mundo reconhece que são urgentes e cruciais para o futuro da humanidade, conseguiu mobilizar o planeta com um discurso qualificado, direto, incisivo e verdadeiro.

Pois bem, o governo revela ser incapaz de lidar com os problemas gravíssimos que assolam a sociedade, mas, seguindo o obscurantista capitão do mato, mantém a manada ouriçada para atacar diuturnamente a menina de 16 anos que conseguiu a proeza de mobilizar a terra em prol do Meio Ambiente.

O mesmo “povo” que sucumbiu às trevas quando mistificou um ignorante, agora pratica um massacre robotizado - robôs e gado - desnudando uma sociedade doente que assiste passivamente a destruição de uma geração enquanto sataniza uma jovem que fugiu da zona de conforto em favor do próximo, correndo o risco de ser alvo da bestialidade humana.

Neste mundo há poucos gênios, muitos talentos e uma multidão de esforçados, mas a capacidade de ação e mobilização que você possui é raríssima, tanto é que mesmo cérebros geniais carecem deste fundamento essencial para o progresso da humanidade.

Já vimos isto antes na história.

Fogueiras, suplício...

Desculpa, eles não sabem o que fazem...


Fonte:

https://istoe.com.br/uma-nova-e-preocupante-evasao-escolar/ 
https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/ibge-23-dos-jovens-de-15-29-anos-nao-estudam-nem-trabalham-23748808
https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/geral/jovens-entre-15-e-29-anos-s%C3%A3o-maioria-entre-v%C3%ADtimas-de-homic%C3%ADdios-no-brasil-1.343501



sábado, 9 de novembro de 2019

ABOMINÁVEIS MUROS

ABOMINÁVEIS MUROS

A maior homenagem que os europeus poderiam fazer para lembrar as vítimas da segregação imposta pelo muro de Berlim, 155 km, seria lutar ao lado dos saharauis para derrubar o muro da vergonha, 2.720 km, que aprisiona o pacífico povo em sua própria terra. 
Chega de hipocrisia!!

sábado, 2 de novembro de 2019

A SABEDORIA DAS PONTES


A SABEDORIA DAS PONTES


Silenciosamente repousam sob nossos pés as pontes.

Apoiadas nas cabeceiras das águas, doce ou salgadas, encurtam caminhos e destinos sem reclamar da condição de coadjuvante quando o sol se põe no horizonte.

Em tempos de paz se releva o protagonismo dessas robustas e seguras travessias que se confundem com o cenário da região.

Já na guerra será prioridade das bombas jogadas pela bestialidade humana que transformarão em arma o avião.

Mas nem todas cairão, muitas resistirão...

Construtores se orgulham da estrutura levantada com técnica, precisão e destreza, que parecem eternas, mas são presas fáceis diante das forças da natureza. 

No seu dorso encontros imortais unem pessoas pelo amor, quedas fatais separam as que desistem pela dor.

Com pressa ali passam os que são movidos pela cobiça, devagarzinho e com preguiça, os que não deixam de aproveitar a vista.

Insanos governantes preferem os muros às pontes, segregar em vez de conectar, dividir e oprimir, torturar e matar.

Num ambiente cada dia mais hostil proliferam povos sem memória que fomentam a xenofobia, o racismo e o desprezo pela diversidade de ser e de agir dos seres humanos.

Enquanto isso, a hospitaleira ponte a todos acolhe em seu gentil leito, mesmo que por breves instantes, transpondo barreiras aparentemente inconciliáveis, unindo povos, alavancando o progresso e gerando riquezas.

Nesse andar, desprezando rótulos, revelando uma impensável humanidade, pessoas por ali passam sem distinção de origem, raça, sexo, cor, credo, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Assim, em busca de respostas, desenvolvemos sofisticadas fórmulas de soluções tecnológicas que em regra estimulam a desumanização, desprezando o que a velha ponte nos ensina diariamente, pois reúne valores suficientes para fazer feliz a nossa sociedade: Liberdade, igualdade e fraternidade.


sexta-feira, 27 de setembro de 2019

GRETA THUNBERG - AVIS RARA

GRETA THUNBERG - AVIS RARA

Seja bem-vinda Greta!! 
Parecia que esta geração não seria capaz de produzir uma única liderança com capacidade de mobilização diante das grandes causas, direitos humanos e meio ambiente, quando exsurge você com uma determinação incomparável em busca de seus objetivos.
Objetivos verbalizados de forma direta, sem rodeios, sem temores, sem dependência ideológica ou de patrocínio, com impressionante eco na sociedade, especialmente nos jovens herdeiros deste mundo.

Você demonstra uma capacidade insuperável para tirar o jovem da apatia, e de desafiar o conformismo e os temores que assolam os adultos.

ConscientizAÇÃO, IndignAÇÃO, PolitizAÇÃO e ParticipAÇÃO.


Greta Thunberg: uma pessoa, uma causa, um ideal, uma voz, um passo, uma revolução...

Respeito, admiração e esperança, esses são os sentimentos que você provoca em m'alma.

BRAVO!!!


C

segunda-feira, 10 de junho de 2019

PARADIGMA SAHARAUI: CERTEZAS...

PARADIGMA SAHARAUI

CERTEZAS...

1) Não há disputa territorial na região;

2) Corte Internacional de Justiça já reconheceu a soberania do povo saharaui sobre o território;

3) Marrocos é "potência agressora";

4) Pilhagem de recursos naturais em território não-autônomo viola normas internacionais;

5) Flagrante violação de direitos humanos;

6) MINURSO, única missão das UN sem equipe de monitoramento dos DHs;

7) Maior concentração de minas anti-personas do mundo;

8) Povo saharaui não quer viver na europa;

9) Refugiados há 46 anos, querem viver em sua própria terra. CERTEZAS!

CERTEZAS...

10) Lutam por seus direitos pela via diplomática, sem retaliação armada;

CERTEZAS...CERTEZAS...CERTEZAS.

Até quando a "comunidade internacional vai sustentar esta hipocrisia, esta injustiça, esta vergonha??

Independência saharaui já!!!

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Del muro de Carlos Liscano Carta para un muchacho

Del muro de Carlos Liscano

Carta para un muchacho

Muchacho, no me conocés.
Soy yo quien te inventa.
Yo sé cómo eras.
O creo saberlo.
Muchacho, no me quejo.
Ya no soy aquel joven que tiembla y grita en la noche.
Yo soy éste, el hombre viejo que recuerda y escribe a aquel muchacho que fuiste.
Soy yo quien te recuerda, encapuchado, empapado y descalzo, tiritando en la madrugada.
La belleza es un instante y es eterna.
La tortura es un instante y es también eterna.
El torturador se eterniza.
No su nombre ni su cara ni su puño.
No la patada en el estómago.
Eterno es su olor, eterna es su voz.
La memoria es una cárcel que ata al instante.
Suerte el olvido, que nos permite seguir viviendo.
Pena que al olvidar se vayan también tantos instantes que fueron bellos.
Hay días, muchacho, en que quisiera volver a ver tu hermosura, tu cuerpo corriendo, el torso desnudo, jugando al fútbol.
Aquel instante, aquel que eras, que fui.
No quiero verte ni inventarte en tus peores momentos.
A veces recupero tu miedo.
No me da vergüenza tu miedo.
Yo quiero la vida y no quiero la muerte.
Pero de pronto, una noche, sueño con los muertos.
Una larga fila de muertos rodea mi casa.
Muertos míos, muertos que conocí y que no conocí.
No quiero huir.
Quiero decirles que me dejen en paz, que necesito dormir, porque yo sigo vivo.
Que se vayan a donde han de estar los muertos, en la paz de los muertos.
El dolor de los muertos no es que estén muertos sino que nadie los ha explicado.
Los muertos no pueden decirnos cómo fue que murieron ni dónde están enterrados.
Intentamos decir cómo y por qué y fracasamos.
Siempre fracasamos y vamos a tientas.
¿Fue el tiro en la nuca?
¿Fue por asfixia?
¿Fue el corazón que se paró de golpe?
Mucho peor para ellos, nuestros muertos, es no poder explicar a los más jóvenes por qué.
¿Por qué uno se expone a que lo maten joven?
¿Hay algo en el mundo que valga la pena entregarle la vida?
Si hay, ¿qué es, qué fue eso tan valioso para ustedes?
Es imposible encontrarle palabras a los muertos.
Por eso vamos a tientas, explicando lo que no sabemos.
Por eso nuestros muertos andan errantes.
Esperan que alguien los explique para quedarse en paz. Que es lo que les corresponde, como muertos que son.
Algunas noches, en el viento, vienen los gritos de los muertos.
Mujeres y hombres asesinados en la tortura, ajusticiados sin juicio, el tiro en la nuca, la asfixia, el garrotazo, la
fosa común, el pozo indigno al fondo del cuartel.
Los muertos vuelven porque nadie los ha enterrado, porque no hay palabras para explicarlos.
Duele, pero es mejor que siempre vuelvan, para que no olvidemos.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

CATA DORES


CATA  DORES


Lixo do povo 
Povo do lixo

Lixo contamina 
Povo subestima
Hiroshima

Lixo anima
Povo recicla adrenalina
Auto-estima

Lixo desanima
Povo e cocaína
Estricnina

Lixo extermina
Povo sem estima
Carnificina

Lixo é lixo
Povo é povo

Lixo é resto
Povo é tudo 

Lixo é morte
Povo é vida

segunda-feira, 22 de abril de 2019

MULHERES SAHARAUIS

MULHERES SAHARAUIS


Será que a violência praticada DIARIAMENTE contra as mulheres saharauis na zona ocupada pelo genocida marroquino não é digna de pauta para as mulheres do mundo todo que lutam pelos direitos das mulheres?

Será que existe minorias invisíveis dentro das minorias?

HELP!!!!

domingo, 21 de abril de 2019

REFLEXÕES SOBRE A PÁSCOA...

REFLEXÕES SOBRE A PÁSCOA...

Que eu nunca me conforme com as injustiças!