República Árabe Saharaui Democrática


O POVO QUE O MUNDO ESQUECEU


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Bem-vindos ao blog phoenixsaharaui.blogspot.com.br


A criação deste espaço democrático visa: divulgar a causa Saharaui, buscar o reconhecimento pelo Brasil da República Árabe Saharaui Democrática e pressionar a União Européia, especialmente a Espanha, a França e Portugal, mais os EUA, países diretamente beneficiados pela espoliação dos recursos naturais do povo Saharaui, para retirarem o apoio criminoso aos interesses de Mohammed VI, Rei do Marrocos, e com isto permitir que a ONU prossiga no já tardio processo de descolonização da Pátria Saharaui, última colônia na África.


Membro fundador da União Africana, a RASD é reconhecida por mais de 82 nações, sendo 27 latino-americanas.


Nas páginas que seguem, você encontrará notícias do front, artigos de opinião, relato de fatos históricos, biografias de homens do porte de Rosseau, Thoreau, Tolstoy, Emersom, Stuart Mill e outros que tiveram suas obras imortalizadas - enxergaram muito além do seu tempo - principalmente em defesa da Liberdade.


"Liberté, Égalité, Fraternité", a frase que embalou tantos sonhos em busca da Liberdade, é letra morta na terra mãe.


A valente e obstinada resistência do povo Saharaui, com certeza encontraria em Jean Molin - Herói da resistência francesa - um soldado pronto para lutar contra a opressão e, em busca da Liberdade, morrer por sua Pátria.


A Literatura, a Música, a Pintura e o Teatro Saharaui estarão presentes diariamente nestas páginas, pois retratam fielmente o dia-a-dia deste povo, que a despeito de todas as adversidades, em meio a luta, manteve vivas suas tradições.


Diante do exposto, rogamos que o nosso presidente se afaste da posição de neutralidade, mas que na verdade favorece os interesses das grandes potências, e, em respeito a autodeterminação dos povos estampada como preceito constitucional, reconheça, ainda em seu governo, a República Árabe Saharaui Democrática - RASD.


Este que vos fala não tem nenhum compromisso com o erro.


Se você constatar alguma imprecisão de datas, locais, fatos, nomes ou grafia, gentileza comunicar para imediata correção.


Contamos com você!


Marco Erlandi Orsi Sanches


Porto Alegre, Rio Grande do Sul/Brasil

sábado, 31 de agosto de 2013

ELOGIO DA LOUCURA

DE ERASMO DE ROTtERDAm (1466 – 1536)



Perplexo com o atrevimento dos nossos Representantes com assento na Câmara Federal, onde 233 dos 513 deputados votaram pela cassação do colega condenado a pena de prisão (sentença transitada em julgado) e 280 votaram contra ou se abstiveram, revelando o ardil que impediu a perda do mandato, em manobra de altíssimo risco, previsível desfecho e cumplicidade mórbida, busquei refugio - não conforto - na leitura referida acima e não me arrependi. Recomendo com louvor...é atual, muito atual.

(...)

DECLAMAÇÃO DE ERASMO DE ROTTERDAM


EMBORA os homens costumem ferir a minha reputação e eu saiba muito bem quanto o meu nome soa mal aos ouvidos dos mais tolos, orgulho-me de vos dizer que esta Loucura, sim, esta Loucura que estais vendo é a única capaz de alegrar os deuses e os mortais.

A prova incontestável do que afirmo está em que não sei que súbita e desusada alegria brilhou no rosto de todos ao aparecer eu diante deste numerosíssimo auditório.

De fato, erguestes logo a fronte, satisfeitos, e com tão prazenteiro e amável sorriso me aplaudistes, que na verdade todos os que distingo ao meu redor me parecem outros tantos deuses de Homero, embriagados pelo néctar com nepente.

No entanto, antes, estivestes sentados, tristes e inquietos, como se há pouco tivésseis saído da caverna de Trofônio.

Com efeito, como no instante em que surge no céu a brilhante figura do sol, ou como quando, após um rígido inverno, retorna a primavera com suas doces aragens e vemos todas as coisas tomarem logo um novo aspecto, matizando-se de novas cores, contribuindo tudo para de certo modo rejuvenecer a natureza, assim também, logo que me vistes, transformastes inteiramente as vossas fisionomias.

Bastou, pois, a minha simples presença para eu obter o que valentes oradores mal teriam podido conseguir com um longo e longamente meditado discurso: expulsar a tristeza de vossa alma.

Se, agora, fazeis questão de saber por que motivo me agrada aparecer diante de vós com uma roupa tão extravagante, eu vo-lo direi em seguida, se tiverdes a gentileza de me prestar atenção; não a atenção que costumais prestar aos oradores sacros, mas a que prestais aos charlatães, aos intrujões e aos bobos das ruas, numa palavra, a que o nosso Midas prestava ao canto do deus Pã.

E isso porque me agrada ser convosco um tanto sofista: não da espécie dos que hoje não fazem senão imbuir as mentes juvenis de inúteis e difíceis bagatelas, ensinando-os a discutir com uma pertinácia mais do que feminina.

Ao contrário, pretendo imitar os antigos, que, evitando o infame nome de filósofos, preferiram chamar-se sofistas, cuja principal cogitação consistia em elogiar os deuses e os heróis. Ireis, pois, ouvir o elogio, não de um Hércules ou de um Solon, mas de mim mesma, isto é, da Loucura.

Para dizer a verdade, não nutro nenhuma simpatia pelos sábios que consideram tolo e impudente o auto-elogio.

Poderão julgar que seja isso uma insensatez, mas deverão concordar que uma coisa muito decorosa é zelar pelo próprio nome.

De fato, que mais poderia convir à Loucura do que ser o arauto do próprio mérito e fazer ecoar por toda parte os seus próprios louvores?

Quem poderá pintar-me com mais fidelidade do que eu mesma?

Haverá, talvez, quem reconheça melhor em mim o que eu mesma não reconheço?

De resto, esta minha conduta me parece muito mais modesta do que a que costuma ter a maior parte dos grandes e dos sábios do mundo.

É que estes, calcando o pudor aos pés, subornam qualquer panegirista adulador, ou um poetastro tagarela, que, à custa do ouro, recita os seus elogios, que não passam, afinal, de uma rede de mentiras.

E, enquanto o modestíssimo homem fica a escutá-lo, o adulador ostenta penas de pavão, levanta a crista, modula uma voz de timbre descarado comparando aos deuses o homenzinho de nada, apresentando-o como modelo absoluto de todas as virtudes, muito embora saiba estar ele muito longe disso, enfeitando com penas não suas a desprezível gralha, esforçando-se por alvejar as peles da Etiópia, e, finalmente, fazendo de uma mosca um elefante.

Assim, pois, sigo aquele conhecido provérbio que diz:

Não tens quem te elogie?

Elogia-te a ti mesmo.

(...)

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O deputado Natan Donadon (sem partido-RO) se declarou inocente em discurso de 40 minutos nesta quarta-feira (28), da tribuna do plenário da Câmara, na sessão em que os demais parlamentares decidirão se ele terá o mandato cassado.

O parecer do relator do processo de Donadon na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, deputado Sérgio Zveiter (PSD-RJ), foi pela cassação. O parecer foi aprovado pela CCJ.

"Eu não viria para mentir. Minha consciência não me deixa mentir. A Bíblia diz: 'Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará'. Eu estou dizendo a verdade aos senhores", declarou aos demais parlamentares, que ouviam em silêncio, do plenário. "Não sou ladrão, nunca roubei nada. É acusação injusta", afirmou.

Eu sou inocente nessas acusações que estão impondo contra mim. Vejo o relatório do deputado relator dizendo absurdos, dizendo asneiras, coisas que não conferem com meu caráter, com minha vida pública."

Deputado Natan Donadon

Condenado a 13 anos de detenção pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por peculato e formação de quadrilha e preso no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, o deputado foi à Câmara com autorização da Justiça, conduzido algemado e em um "camburão", segundo relatou.

A condenação se deu com base em denúncia do Ministério Público Federal (MPF), que acusou Donadon de liderar uma quadrilha que desviava recursos da Assembleia Legislativa de Rondônia. Os desvios teriam sido feitos entre 1995 e 1998, num total de R$ 8,4 milhões.

Segundo o MPF, os valores eram distribuídos a empresas de comunicação do Estado com o objetivo de favorecimento político a integrantes da família de Donadon.

Donadon disse que, no presidio, é tratado "como um preso qualquer". Ele relatou que, antes de ir à Câmara, algemado, estava ensaboado e faltou água na prisão.

"Tive que recorrer a um preso e ele tinha umas garrafinhas de água, não mineral, mas garrafinha de água, para quando faltar", declarou.
  
“Esqueci no meu discurso de passar um recado que os presos da Papuda, quando ficaram sabendo que eu viria aqui fazer a minha defesa, eles falaram para mim assim: ‘não esqueça de falar da nossa alimentação, que é muito ruim’. A comida não é de boa qualidade lá. A gente tem dificuldades na alimentação. Inclusive, tenho síndrome de intestino irritado e, associado ao estresse, tenho passado muitas dificuldades lá por causa dessas questões”, reivindicou Donadon no plenário.



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Pelo visto, o grito das ruas não foi capaz de desencorajar o contumaz desprezo dispensado pelos parlamentares ao povo brasileiro.


RESOLVI BUSCAR RESPOSTAS NOS NÚMEROS:

Última eleição para Presidente do Senado

SENADO: 81 SENADORES
                   03 ausentes
                   78 em plenário
                   56 Renan Calheiros(PMDB) 69,1358%
                   18 Pedro Taques (PDT)
                   02 votos nulos
                   02 votos em branco

Última eleição para Presidente da Câmara Federal

CÂMARA FEDERAL: 513 DEPUTADOS
                                        16 ausentes
                                      497 em plenário
                                 271 Henrique Alves(PMDB) 52,8265%
                                        11 Chico Alencar (Psol)
                                      165 Julio Delgado (PSB)
                                        47 Rose de Freitas (PMDB)
                                         03 voto em branco

Conclusões:

1 O deputado condenado a 13 anos de reclusão escapou da cassação amparado pelo grupo que vota no presidente (271 votos) mais os 9 votos arrecadados com seu bizarro discurso. Totalizou 280 votos, ou seja, 54,5809% da casa;

2 O Presidente da Câmara, encoberto pelo voto secreto, resgatou do inferno um dos seus;

3 O PMDB controla as duas casas do Congresso;

4 O PT não disputa o poder no Legislativo;

5 Para ser Presidente da Câmara e do Senado precisa responder processo criminal;



6 O PT - acuado pelo mensalão e guardião da chave do cofre - é cúmplice no assalto perpetrado contra o erário público;

7 Liberação de emendas espúrias e distribuição de cargos são os únicos instrumentos de negociação entre o executivo e os "aliados" (comprados);

8 A Câmara Federal, em votação secreta, autorizou o deputado recluso a trabalhar sem máscara, o restante não pode;

9 Os VÂNDALOS são maioria no Congresso Nacional (70%);

10 Os VÂNDALOS são minoria nas manifestações de rua (5%); 

11 O grito das ruas revela que o povo não é cordeiro e o jovem não é um alienado;

12 ELEIÇÕES GERAIS JÁ!!!!!!!!!


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

VIDRAÇAS QUEBRADAS

VIDRAÇAS QUEBRADAS

EDUCAÇÃO PRECÁRIA
SAÚDE CARENTE
SEGURANÇA ARBITRÁRIA
SANEAMENTO DEFICIENTE

ALIMENTAÇÃO CARA
MORADIA RARA
TRABALHO RARO
TRANSPORTE CARO

EXECUTIVO PREPOTENTE
LEGISLATIVO INDECENTE
JUDICIÁRIO CONSENTE
IMPRENSA MENTE

PECULATO 312
CONCUSSÃO 316
CORRUPÇÃO 317
PREVARICAÇÃO 319

FUTEBOL MASCARA
NOVELA ESCANCARA
SAMBA DECLARA
POPULAÇÃO ARARA

REALIDADE CRUA
POVO NA RUA
SOCIEDADE NUA
PODER NA LUA

PASSE LIVRE ACORDOU
MONOPÓLIO BALANÇOU
PEC 37 INCENDIOU
CONGRESSO RECUOU 

MOVIMENTO SEM CABEÇA
IMPUNIDADE FENEÇA
JUVENTUDE CABEÇA
ESTADO NÃO ESQUEÇA

POVO NAS RUAS
VIDRAÇAS QUEBRADAS
POLÍTICOS CORRUPTOS
VIDAS EXTERMINADAS

TODO
PODER
EMANA
DO
POVO 

domingo, 4 de agosto de 2013

O SOL POR TESTEMUNHA

                 O SOL POR TESTEMUNHA



Em 1885 - Conferência de Berlim - a Espanha privatizou o solo e o sol SAHARAUI.

Desde então, o deserto virou inferno e o dia virou noite para o valoroso povo daquela terra.

Cento e vinte e oito (128) longos anos se passaram e o "feitiço virou contra o feiticeiro".



A Espanha privatizou o sol espanhol e agora investe contra seu próprio povo, que poderá antever o futuro consultando os "filhos das nuvens".



Com larga experiência na privatização do sol alheio, a Espanha com certeza dispensará aos conterrâneos que ousarem resistir, o mesmo tratamento dispensado ao povo saharaui, ou seja: sequestros, prisões, tortura, estupros, desaparecimento forçado e assassinatos.

Orientados pelos norte americanos - especialistas em segregação humana pela construção de barreiras físicas - construirão um MURO dividindo o país entre os que desfrutarão do sol e os que viverão na escuridão. 

Para garantir a realização da obra, os construtores apresentarão um case onde constará: o muro construído entre a Palestina e Israel, entre os EUA e o México e o que divide o território Saharaui, que mais se parece com o que será erguido, pois divide irmãos.

Não será lembrado o Muro de Berlim, porque aquele era feio e foi construído pelo concorrente, portanto, tinha que ser demolido para simbolizar a vitória da DEMOCRACIA.

Mas, como a península ibérica oferece muitas possibilidades de acesso ao mar, o governo americano mandará seus melhores engenheiros para garantir que os sem sol não vejam o mar, e que os com sol possam vender cotas de exploração da pesca aos seus comparsas.  

Ao longo deste MURO colocarão milhões de  minas terrestres para impedir que os sem sol ultrapassem os limites da bestialidade humana, e que a eficácia da medida de "segurança" seja comprovada pela mutilação de milhares de crianças desavisadas ou intrépidas.

O brioso exército espanhol construirá alojamentos e reunirá o todo poderoso arsenal militar em cima do MURO, para proteger os com sol da ameaça dos sem sol, armados até os dentes com perigosos estilingues.

Famílias espanholas ficarão divididas para sempre de um lado e do outro do infame MURO, mas poderão enviar cartas previamente censuradas.

Portugal, com certeza, acolherá em seu território as mulheres e as crianças espanholas que sobreviverem ao bombardeio com Fósforo Branco e Napalm - enviados por Kissinger - permitindo que vivam em barracas nos acampamentos de Espandouf.

No verão, as crianças espanholas - filhos dos sem sol - serão recepcionadas por solidárias famílias francesas para passarem as férias em Côte d'Azur, na Riviera Francesa, onde viverão, durante 15 dias, um conto de fadas. Ao retornarem, a vida continua...


Estabelecido o conflito entre os com sol e os sem sol, imediatamente a ONU irá intervir para promover a paz, garantir ajuda humanitária e marcar a data do referendum, sine die.

Menos os com sol, o restante dos países europeus reconhecerão a independência dos sem sol, e o direito de receberem ajuda humanitária, viverem na escuridão e serem gradualmente exterminados.

Infelizmente, não será assegurado o monitoramento da violação dos direitos humanos na região de conflito, pois os com sol compram armamentos e equipamentos bélicos dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, maiores fabricantes de armas do mundo, e com esta gente não se brinca, pois falam em democracia e praticam genocídio à luz do dia.

Três países da América do Sul - Brasil, Argentina e Chile - não reconhecerão a independência dos sem sol, pois compram regularmente fatias de sol dos com sol, e temem ficar sem fornecedor. 

Assim, justificam sua criminosa neutralidade no respeito a solução pacífica dos conflitos e autodeterminação dos povos, mesmo quando um lado está sendo exterminado com apoio condicional dos maiores fabricantes de armas do mundo, avalizados pela ONU.



Notícia alviçareira é que no ano de 2103, após 90 anos do jugo dos com sol, a Corte Internacional de Justiça se manifestará reconhecendo o direito dos sem sol viverem sob o sol, decisão que irá dar início a recuperação de todos os direitos usurpados durante os quase 100 anos.

Porém, a histórica decisão contraria os interesses do Rei Marroquino, Hassan III, que mora do outro lado do mar, mas quer ampliar sua fatia de sol, e gastará sua fortuna, se necessário for, para negociar a cota com o  Rei dos com sol e manter os sem sol na escuridão. 

Bem sucedido na maléfica empreitada, iniciada com um ditador moribundo e concretizada com um Rei fraco e desleal, o reino alauita irá manter por, no mínimo, 38 anos a fatia de sol sob seus domínios, mantida a ferro e fogo pelo genocida Mohamed VII, herdeiro de Hassan III.

Certos de que jamais conseguirão privatizar a alma dos sem sol, tal como nunca conseguiram privatizar a alma Saharaui, os com sol e seus cúmplices continuarão tentando exterminá-los para manter seus interesses políticos, econômicos e militares na região.

* Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência.

                                              The end



Considerações finais

A privatização do sol, patrocinada pela Espanha, revela o desespero de uma nação acostumada a financiar o status quo dos seus, com recursos expropriados de países outrora subjugados e que aos poucos se desprendem do Império predador, obrigando governos forjados na corrupção e desonestidade, vassalos de estruturas monárquicas perdulárias e corroídas pela ociosidade, comprometidos com o capital e não com seus povos, a buscar a saída mais próxima, dividindo e fazendo sangrar seus irmãos.

A máxima - "dividir para vencer" - que causou um banho de sangue no Continente africano, desembarcou em solo espanhol com o facão hutu na mão.

sábado, 3 de agosto de 2013

ESPANÃ PRIVATIZA EL SOL

España privatiza el sol. Prohibido generar energía para autoconsumo



Fuente: Elpais.cr  |  2013-07-21
España privatiza el sol. Prohibido generar energía para autoconsumo

Madrid, 21 jul (kaosenlared.net) - Se "privatiza" el Sol en España: si te pillan recogiendo fotones de luz solar para tu propio consumo te puede caer una multa de hasta 30 millones. Así que si estabas pensando que con esta falsa crisis provocada, la mejor opción era precisamente tener unas placas solares que bajaron un 80% su coste y tener la oportunidad de desconectar de la red eléctrica y su factura estafa, ya puedes ir olvidándote.

Con el  terror que tienen las eléctricas a que se “desestabilice” el consumo eléctrico (por no decir desaparecer), a alguien en contra de lo que la lógica dicta, se ha propuesto sepultar la industria foto-voltaica (ahora que es más necesaria que nunca) en un pozo sin fondo, en algún momento del 2010 alguien ha decidido privatizar el sol….sí sí has leído bien, en España totalmente al contrario de Europa, se impone un peaje a quien genere electricidad y la inyecte a la línea… en vez de recibir ganancias, pero eso no es todo, si te pillan recogiendo fotones de luz solar para tu propio consumo te puede caer una multa de 30 millones de euros. Tal cual si de una droga se tratara. Cometer el sacrilegio de ser independiente energéticamente puede costar muy caro, el sol ahora es sólo para unos pocos privilegiados y las compañías eléctricas en las cuales están de consejeros ex-presidentes y ex-ministros del partido dualista ppsoe.

“La Unión Española Fotovoltaica (UNEF), que agrupa a unas 300 empresas y representa a un 85% del sector, asegura que, de implantarse estos cambios, sería más caro el autoconsumo solar que recurrir al suministro convencional. “Se impide el ahorro a los consumidores y se paraliza la entrada de nueva competencia en el mercado eléctrico”, contemplan.”

Así que si estabas pensando que con esta falsa crisis provocada, la mejor opción era precisamente tener unas placas solares que bajaron un 80% su coste y tener la oportunidad de desconectar de la red eléctrica y su factura estafa, ya puedes ir olvidándote.

En España se ha "privatizado" el sol sin la consulta de sus ciudadanos, sin la consulta al sistema solar sin la consulta al universo etcétera…

La posibilidad de producir tu propia electricidad utilizando recursos renovables —paneles solares o pequeños molinos eólicos instalados en una propiedad privada— es algo muy atractivo para los hogares españoles. “De cada 50 llamadas que entran al mes, 35 son de particulares interesados en el autoconsumo”, asegura Francesc Mateu, gerente de Sol Gironés, empresa especializada en energías renovables y pioneras en este sector. “De momento les decimos que tienen que esperar hasta septiembre u octubre, a que las cosas estén más claras”, añade.

La tendencia a la tarifa plana en la factura de la luz, en la que cada vez hay que pagar una mayor cantidad de fijo y menos por el gasto energético, y las tasas específicas que impone el decreto de autoconsumo, que todavía no se ha aprobado, encarecen esta alternativa frente al consumo convencional.

El Gobierno se ha propuesto que el autoconsumo energético se implante poco a poco y sin alterar el sistema eléctrico español. Para ello se reserva el derecho de subir y bajar esas tasas o peajes específicos, y que denominan “de respaldo”, en función de cómo vaya evolucionando el sector. “Vamos a pagar un peaje por la energía recibida del sol”, resume Mario Sorinas, de la empresa oscense Electrobin, con más de 20 años de experiencia en energía solar.

La autarquía energética está más que consolidada en países como Estados Unidos o Japón. Muchos países europeos la tienen implantada con diferentes fórmulas. “Es el futuro”, coinciden varios expertos en energía. Permite generar tu propia electricidad con energías renovables y darle un descanso al medio ambiente y al bolsillo. También existe la posibilidad de ceder la energía sobrante a compañías eléctricas y recuperarla cuando se necesite o, directamente, venderla, algo que se conoce como autoconsumo con balance neto. El Gobierno de España ni se lo plantea. El proyecto de decreto de autoconsumo deja bien claro que no se remunerará la energía sobrante que se vierta a la red.

Ahora mismo, en España se puede producir energía de forma privada y consumirla en el momento, una modalidad que se denomina autoconsumo instantáneo. La última legislación es de 2011. Antes no se hacía porque no salía rentable. El abaratamiento hasta en un 80% de las instalaciones fotovoltaicas en los últimos cinco años y el incremento de la factura de la luz la han convertido en una opción de ahorro muy interesante en época de crisis. La utilizan desde granjas de vacas hasta supermercados, residencias geriátricas, restaurantes y algún consumidor particular. La energía sobrante no se puede almacenar en baterías porque está prohibido. Cuando no hay sol o viento, hay que engancharse a la red y pagar la factura normal.

No hay un registro oficial de autoconsumo. La revista económica Alimarket ha contabilizado 43 casos. Otro fichero, elaborados de forma voluntaria por los autoconsumidores en el portal Energética 21, los eleva a 74.

Sol Gironés, con 14 trabajadores, está echando el resto con el autoconsumo instantáneo. “Está funcionando y bien, sobre todo con empresas como cárnicas u hostelería, que dependen mucho de cámaras frigoríficas, y en las que la factura de la luz se lleva al menos el 15% de sus gastos fijos anuales”, relata su gerente. Con estos sistemas llegan a reducir entre un 20% y un 30% su consumo, aunque tienen un caso en el que han logrado una bajada del 44%. Hasta ahora no pagan impuestos de ningún tipo por este tipo de generación de energía.

El Club Naútico Estartit, situado en Torroella de Montgrí (Girona), es uno de sus clientes. Se han trazado un plan a cinco años para que el 20% de su consumo venga de energía renovable. De momento generan con paneles solares el 7%. “Estamos muy cerca de un parque natural y queremos tener la mínima incidencia sobre el medio ambiente”, dice Eugeni Figa, su director. Entre sus planes también está incluir molinos eólicos.

En Galicia, los hermanos Domínguez llevan trabando con renovables desde 1998. “Éramos cuatro pelagatos”, recuerda Manuel. En 2007 dieron ejemplo abasteciendo sus propias oficinas de Sanxenxo (Pontevedra) con una planta solar. Aunque tienen proyectos de autoconsumo en España, la mayoría de su mercado está fuera del país en grandes parques de Chile, México, Rumanía o Inglaterra.

La reforma energética ha caldeado enormemente al sector renovable. “De todos los escenarios posibles, este es el peor”, resume José Donoso, director general de la Unión Española Fotovoltaica (Unef), que representa al 85% de la actividad del sector. “Sin que todavía se haya aprobado nada específico sobre autoconsumo, ya se lo han cargado”, añade. Donoso se refiere al incremento en la parte fija de la factura eléctrica, y que supondrá un 77% de subida en este tramo para una tarifa doméstica —algo de lo que los productores domésticos no pueden prescindir— y una bajada del 23% en la parte del consumo —la que reduce con la autoproducción—.

“Hasta ahora, el gasto se podía repartir en un 30% de parte fija y un 70% de parte variable. Se camina al 50%-50% por lo que cualquier iniciativa de generar tu propia potencia se desincentiva”, aporta Ignacio Cruz, investigador de la división de Energías Renovables del Centro de Investigaciones Energéticas, Tecnológicas y Medioambientales (CIEMAT).

“Esto es un rejonazo de muerte al balance neto y al ahorro energético”, opina Javier García Breva, consultor de energías renovables y exdirector del Instituto para la Diversificación y el Ahorro de Energía (IDAE). Este especialista mantiene que se trata de medidas puramente recaudatorias para que las eléctricas ingresen más. Unesa, la patronal de las grandes eléctricas, ha rehusado valorar la situación del autoconsumo hasta conocer mejor los cambios legislativos. El Ministerio de Industria tampoco ha respondido a las peticiones de información de EL PAÍS.

Con los cambios conocidos hasta ahora el tiempo de amortización de las instalaciones fotovoltaicas crece considerablemente. Si antes de la reforma hacían falta 12 años para recuperar la inversión de una instalación en un domicilio de 2,4 kilovatios de potencia ahora harán falta 23 más, según cálculos de Unef. Este consumidor es el más tocado, ya que en los casos de instalaciones de servicios o para regadío los tiempos de amortización se han incrementado 5 y 4,75 años respectivamente.

Con todo, siempre hay quien ya trabaja en buscarle la vuelta. Sol Gironés asegura que sus clientes están reduciendo la parte de potencia contratada, la que registrará mayor incremento en la factura, porque el autoconsumo instantáneo les permite tener sus necesidades energéticas cubiertas. Otra de sus metas es conseguir que el autoconsumo doméstico sea rentable.
Fonte: http://elpais.cr/frontend/noticia_detalle/6/83700?fb_action_ids=604341192919588&fb_action_types=og.likes&fb_source=other_multiline&action_object_map=%7B%22604341192919588%22%3A604892356217086%7D&action_type_map=%7B%22604341192919588%22%3A%22og.likes%22%7D&action_ref_map=%5B%5D

terça-feira, 30 de julho de 2013

OAB debate Lei da Anistia e punição do país por Guerrilha do Araguaia

OAB debate Lei da Anistia e punição do país por Guerrilha do Araguaia

Brasília – A Comissão Especial da Memória, Verdade e Justiça do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) realizará na próxima quinta-feira (01) um amplo debate sobre os efeitos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no caso Gomes Lund e outros versus Brasil. O debate será realizado das 9h às 17h no Salão Nobre do Conselho Federal da OAB, em Brasília.
O objetivo é subsidiar o ajuizamento junto ao Supremo Tribunal Federal, por parte da OAB, de nova Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) para questionar o alcance da Lei nº 6.683/79 (Lei de Anistia) à conduta do Estado Brasileiro com relação às mortes e desaparecimentos de 62 pessoas ocorridos entre 1972 e 1974 – período Guerrilha do Araguaia.
Ao examinar o caso Gomes Lund versus Brasil em julgamento concluído em 26 de novembro de 2010, a Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou o Estado brasileiro pelos atos ocorridos neste período da ditadura militar e determinou que o governo brasileiro adotasse uma série de providências.
Entre as medidas estão a determinação de esclarecimento dos fatos e apuração do paradeiro dos desaparecidos, promovendo, quando for o caso, a entrega dos restos mortais às respectivas famílias; a identificação dos agentes responsáveis pelos desaparecimentos, apontando as responsabilidades penais e sanções cabíveis; e que adote as medidas necessárias para tipificar o crime de desaparecimentos forçado de pessoas, tudo em conformidade com os parâmetros interamericanos.
Na sentença, a Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA considerou, ainda, que as disposições da Lei de Anistia brasileira não têm o condão de impedir a investigação e a sanção aos responsáveis pelas graves violações de direitos humanos ocorridas durante a Guerrilha do Araguaia.
Sem cumprimento
O presidente da Comissão Especial da Memória, Verdade e Justiça, o conselheiro federal da OAB por Pernambuco, Henrique Mariano, lembra que, até hoje, o Estado brasileiro não implementou qualquer das determinações que constam da sentença exarada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, o que força a OAB e as demais entidades representativas da sociedade civil a tomarem providências.
Em julho deste ano, o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado, enviou ofício ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, questionando quais providências foram adotadas pelo governo para dar cumprimento às determinações da Corte Interamericana de Direitos Humanos (veja matéria aqui).
“Passados quase três anos da divulgação da sentença que condenou o Estado Brasileiro, a sociedade e, especialmente, as vítimas e familiares, esperam a adoção de providências para seu integral cumprimento, conforme artigo 68 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, a qual aderiu o Estado Brasileiro”, afirmou Marcus Vinicius no documento enviado ao ministro da Justiça.
Programação
Participarão do debate no Salão Nobre da OAB o renomado jurista e Medalha Rui Barbosa da OAB, Fábio Konder Comparato, e o procurador regional da República da Terceira Região, Marlon Alberto Weiuchert. Também estarão presentes conselheiros federais, dirigentes de Seccionais e a diretoria da OAB Nacional.

Fonte: http://www.oab.org.br/noticia/25914/oab-debate-lei-da-anistia-e-punicao-do-pais-por-guerrilha-do-araguaia

quinta-feira, 4 de julho de 2013

EUROPA, EUA e a MENTIRA: MALI E SAHARA OCIDENTAL

EUROPA, EUA e a MENTIRA: MALI E SAHARA OCIDENTAL 

A Europa está tão perto do Grande Magreb¹ e do Sahel², que é possível ouvir ecoar no deserto os sussurros dos inocentes encarcerados e o grito desesperado do povo saharaui clamando por liberdade.

Forjados no embate diário com os desígnios da natureza - calor extremo, frio intenso, escassez de alimentos e falta d'água - ameaças permanentes e inafastáveis enfrentadas sem medo, o povo do deserto tem como maior predador o europeu e o norte americano, sustentáculos da mão de ferro do genocida Mohamed VI, rei do Marrocos.

Começo assim, pois recente decisão do Conselho de Insegurança da ONU, resolução 2099 de 25 de abril de 2013, diante da renovação da MINURSO e da proposta de inclusão de monitoramento dos direitos humanos na região de conflito, negou incluir o monitoramento dentre as atribuições da missão estacionada na área desde 1991, enviada para promover a realização do referendo e fornecer ajuda humanitária.

O referendo programado para ser realizado em 1992 segue pendente até hoje, diante da submissão da ONU ao projeto expansionista do Marrocos; dos interesses econômicos e políticos da União Européia, especialmente Espanha, França e Portugal; e da posição geopolítica assumida pelo norte americano na região.

Verificamos também, que o fornecimento de ajuda humanitária, apesar de precária, garante a sobrevivência na inóspita região, sem, contudo, apontar para a solução definitiva da situação de calamidade suportada pelos saharauis.

Temos então, uma política assistencialista bancada pelos sócios/cúmplices do agressor - Marrocos - avalizada pela ONU e controlada a ferro e fogo pelo genocida Mohamed VI, enquanto os recursos minerais são drenados para o Continente vizinho.


Combinando todos os agentes envolvidos, temos o seguinte cenário:

1 Um povo numa luta pacífica pela defesa de seu território, por sua liberdade e pela sobrevivência, rico em recursos humanos e naturais, vivendo das migalhas jogadas pelas potências ocidentais, sofrendo todas as violações previstas nos manuais de direitos humanos, sem receber nenhuma proteção do organismo criado para este fim (ONU);

2 A decisão (1974) da Corte Internacional de Justiça que retirou o caráter de disputa territorial do conflito, ao declarar os saharauis como verdadeiros senhores daquela terra, cristalizando a verdadeira causa da ocupação, que é a espoliação econômica praticada pelos povos ocidentais e gerenciada pelo Marrocos;

3 O status de território não autônomo pendente de descolonização, ainda vinculado a potência administradora (Espanha) que de forma covarde e desonesta, facilitou a invasão (1975) do território pelo Marrocos;

4 A repressão exercida contra o povo saharaui que vive na zona ocupada, praticada pela cruel e sanguinária polícia marroquina, treinada dentro de elaboradas e refinadas técnicas de tortura desenvolvida pela Escola Francesa, autora intelectual do "esquadrão da morte" (La Guerre Moderne, Roger Trinquier) - vide Argélia (Batalha de Argel) e Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Chile (Operação Condor) - que deixou milhares de mortos e desaparecidos;   

5 A resistência obstinada, tenaz e invencível da Frente Polisário, estacionada na zona liberada em compasso de espera, respeitando integralmente o cessar fogo acordado entre as partes, assistindo a desmobilização de seu brioso efetivo, sucateamento do material bélico e fortalecimento do agressor com a adesão recente (ostensiva) da Rússia, país que, vencido na guerra fria, tornou-se como que uma doença oportunista que ataca áreas sensíveis ou desprotegidas do organismo mundial;

6 O acampamento de refugiados de Tindouf, disponibilizado pela solidária Argélia, onde 350.000 saharauis vivem em barracas ou habitações precárias, sem saneamento básico, limitado atendimento médico, exposição a doenças contagiosas, carências alimentares, falta d'água e, onde, surpreendentemente, mais de 90% das crianças frequentam as escolas, instaladas de forma precária, mas ricas em conteúdo e esperança;  

7 O silêncio criminoso da imprensa internacional, Brasil incluído, que submete sua redação aos caprichos e interesses das grandes potências, envergando a coluna dorsal de uma Instituição que já foi símbolo de resistência e instrumento de enfrentamento contra a tirania;

8 O reconhecimento da independência saharaui por oitenta e duas nações, incluídos todos os países africanos, menos o Marrocos, por óbvio, sendo que, na América do Sul, somente o Brasil (para minha vergonha), o Chile (em adiantado processo legislativo para reconhecer) e a Argentina ainda não reconheceram a tardia independência;

9 Todas as iniciativas diplomáticas, opção de luta saharaui, esbarram nos interesses econômicos, políticos e militares dos países membros com assento permanente no Conselho de Segurança da ONU com poder de veto.

Não bastasse a contundência dos fatos para o desprestígio total da Organização das Nações Unidas - omissa, incompetente, cúmplice, impotente - o caso saharaui não resiste a uma abordagem jurídica, pois o extermínio em curso do povo saharaui viola todos os princípios contidos na:

Carta das Nações (1945);
Disponível em: http://unicrio.org.br/img/CartadaONU_VersoInternet.pdf 

Declaração Universal de Direitos Humanos (1948);
Disponível em: http://unicrio.org.br/img/DeclU_D_HumanosVersoInternet.pdf

Convenção para Prevenção e Repressão ao Crime de Genocídio (1948);
Disponível em: http://www.dhnet.org.br/direitos/sip/onu/genocidio/conv48.htm

Convenção de Genebra (1949);
Disponível em: http://www.icrc.org/por/war-and-law/treaties-customary-law/geneva-conventions/index.jsp

Declaração sobre a Concessão da Independência aos Países e Povos Coloniais (1960);
Disponível em: http://dhnet.org.br/direitos/sip/onu/spovos/dec60.htm

Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados. jus cogens (1969) ;
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D7030.htm

Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos (1981)
Disponível em: http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-dh/tidhregionais/carta-africa.html

Convenção Contra a Tortura ou Penas Cruéis, Desumanas ou Degradantes (1984).
Disponível em: http://www.dhnet.org.br/direitos/sip/onu/tortura/lex221.htm


Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas Contra o Desaparecimento Forçado (2006)

http://pfdc.pgr.mpf.mp.br/atuacao-e-conteudos-de-apoio/legislacao/direito-a-memoria-e-a-verdade/convencoes/convencao-internacional-desaparecimento-forcado

Cumpre informar, que as graves violações suportadas pelo povo saharaui chegaram a sala de reuniões onde o Conselho de Segurança estava reunido, através das mãos do representante norte americano destacado para mediar o conflito, Christopher Ross, dos relatórios produzidos pelos enviados da ONU, do depoimento pessoal do Secretário Geral das Nações Unidas, Ban ki-moon, e de credenciadas entidades de direitos humanos como Anistia Internacional, Fundação Robert Kennedy e Human Rights Watch, acompanhados de robusta documentação.

Tamanha agressão a um povo pacífico patrocinada por quem deveria prevenir conflitos e promover a paz, é prova suficiente para concluirmos que estamos diante de uma organização criminosa, criada para legitimar ações de extermínio praticadas em nome dos negócios, e garantir a impunidade dos sócios permanentes com poder de veto.

Mas, no caso concreto, a dissimulada organização se superou, ao negar o monitoramento dos direitos humanos no Sahara Ocidental, conforme Resolução 2099 de 25/04/2013, e na mesma reunião aprovar a Resolução 2100 (25/04/2013) que aprovou a intervenção no Mali, país vizinho dos saharauis, garantindo segurança, ajuda financeira, humanitária e MONITORAMENTO DOS DIREITOS HUMANOS, com imediata abertura de procedimento junto ao Tribunal Penal Internacional, visando identificar e punir os que praticaram violação de direitos humanos na região, em período anterior à intervenção.

É muita safadeza!!

O povo saharaui luta há 38 anos pela independência e pretendia nesta reunião, tão somente a inclusão do monitoramento dos direitos humanos pela ONU para proteger sua população do extermínio verificado no dia a dia, onde convive com sequestros, torturas, estupros e assassinatos dos seus filhos. 

É muita crueldade!!!!!

Como pode o povo europeu ser cúmplice do genocídio do povo saharaui?

Como pode o povo norte americano ser cúmplice do genocídio do povo saharaui?

Sabemos que seus governantes pregam dois discursos - internamente/externamente - mas será que são tão alienados que desconhecem tamanha violação de direitos patrocinada por seus países em nome da "democracia"?

Quem sabe apoiam?

Já afirmei neste espaço, que a origem dos problemas vivenciados pelos europeus está na falta de compreensão de que o modelo de exploração dos recursos dos países periféricos se esgotou, e na contradição da sua política externa em confronto com a política interna, onde Verdade e Mentira, Discurso e Prática se confundem num lamaçal sem fim.

Logo após vem Hobbes... 

A mentira é a causa, Hobbes a consequência.

A imposição dos valores econômicos sobre os direitos humanos e a sustentabilidade do planeta é uma opção européia, está em curso e vai se impondo.

"Bellum omnium contra omnes" 

Espanha, Portugal, Itália, Grécia....França. 

Não por coincidência, estas nações apresentam os maiores índices de corrupção verificado na Europa, segundo relatório da Organização Transparência Internacional³, comportamento que drena os recursos do país para o bolso de "lideranças" nacionais - políticas/empresariais - e predadores transnacionais.

Imagino que o termômetro que mediu a França quebrou, por isso sentimos sua ausência no topo da lista. 
Conhecida é a relação incestuosa mantida pelas lideranças francesas com o reino alauita - Hassan II e Mohamed VI - com proveito para ambos os lados e desgraça de suas nações. Mais, um país onde seus líderes saem do governo direto para o banco dos réus, não pode ser considerado um Estado confiável.

Neste contexto, a quebra será sempre questão de tempo.  

Como exigir uma conduta honesta dos governantes europeus em relação ao povo saharaui, se estes estão roubando seu próprio povo?

Como exigir uma conduta honesta dos governantes norte americanos - eternos vassalos da indústria bélica - em relação ao povo saharaui, se as máquinas de guerra turbinam a indústria da morte, enquanto o fantoche Obama cuida da rotina da casa e os falcões comandam a política externa, leia-se, fomentam a guerra em terras alheias.

Em tempo: a ocupação do território saharaui (Marcha Verde,1975) é resultado da negociata entre Kissinger e Hassan II, donde partiu a ordem para bombardear a região com Fósforo Branco e Napalm, mesma prática utilizada no Vietnam, Timor Leste...e de consequências conhecidas e sentidas até hoje.

Segue parte do texto aprovado pelo Parlamento Europeu em 13 de junho de 2013 - adesão ao plano de intervenção no Mali, conforme Resolução 2100/2013 do CS da ONU - que é um primor de hipocrisia e deslealdade com o povo saharaui:


 Resolução do Parlamento Europeu, de 13 de junho de 2013, sobre a reconstrução e democratização do Mali (2013/2587(RSP))
O Parlamento Europeu ,
(...)

18.  Louva os esforços dos países africanos que contribuíram para a AFISMA e congratula-se com o seu destacamento no Mali; congratula-se igualmente com a adoção da Resolução n.º 2100(2013) do Conselho de Segurança das Nações Unidas que estabelece a Missão das Nações Unidas de Estabilização Multidimensional Integrada no Mali (MINUSMA), uma operação dotada de um mandato robusto e que se destina, nomeadamente, a estabilizar o país, a apoiar a implementação do roteiro para a transição, a proteger os civis, a promover e a proteger os direitos humanos, bem como a apoiar a ajuda humanitária, a conservação cultural e a justiça nacional e internacional; manifesta a sua esperança de que a MINUSMA esteja plenamente operacional muito em breve e que a situação em termos de segurança possibilite o seu destacamento em 1 de julho de 2013;

19.  Congratula-se com a criação da EUTM Mali, em 18 de fevereiro de 2013, e com o seu mandato destinado a apoiar a reforma das forças armadas malianas sob controlo civil democrático; recorda a necessidade urgente de apoiar o governo do Mali na tarefa de assegurar a manutenção da sua integridade territorial a mais longo prazo, o que implica a disponibilidade dos meios para fazer face às ameaças assimétricas importantes que os grupos radicais islâmicos e os traficantes de pessoas, bens e armas representam; é de opinião que a UE deve considerar a inclusão de módulos relativos às boas práticas, aos direitos humanos e à luta contra a corrupção nos programas de formação das forças armadas malianas;

21.  Condena as violações dos direitos humanos e exige que os responsáveis sejam obrigados a responder pelas mesmas; acolhe com agrado a decisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) no sentido de abrir um inquérito e solicita às autoridades malianas que cooperem com o TPI; congratula-se com o destacamento dos primeiros observadores dos direitos humanos no Mali, em conformidade com as decisões do Conselho de Paz e Segurança da União Africana e da Ecowas; sublinha que a reconstrução política e a sua credibilidade dependem igualmente da criação de mecanismos de justiça de transição;
(...)
Texto completo em: http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+TA+P7-TA-2013-0281+0+DOC+XML+V0//PT&language=PT 

Considerações finais

Ao finalizar esse singelo texto - expressão de uma indignação - pensava em esmiuçar a estratégia que estaria por trás da contraditória, incompreensível e insana decisão do Conselho de Segurança; 
Talvez devesse falar sobre os "tambores da guerra", opção que rejeito diante de meus princípios e por recusar qualquer iniciativa que comprometa a vida humana; 
Quem sabe deveria abordar o estágio de saturação da tolerância deste povo diante das atrocidades praticadas impunemente durante 38 anos, de sua capacidade para o combate, comprovada pelas inúmeras vitórias obtidas sobre os invasores (Marrocos e Mauritânia) e seus aliados (França e EUA), da brutal desproporção entre os exércitos (Davi x Golias), da ternura das crianças saharauis, do caráter de suas mulheres, da bravura de seus homens, do sonho invencível de liberdade...

Mas não, ao assistir esta manhã uma entrevista com o Professor, Jurista, Juiz e Escritor alemão, Bernhard Schlink, na Globo News, onde comentava o filme "O Leitor", apoiado em obra escrita por ele,  quando discorreu brevemente, com sensibilidade e autoridade, sobre o indissociável sentimento de culpa que acompanha o povo alemão e as consequências na vida e formação dos jovens alemães, resolvi conclamar as pessoas a refletirem sobre como honrar as vítimas da guerra. 

Pois bem, diante do exposto, o primeiro dia do passado foi ontem, e quem irá escrever o futuro somos nós. 

A maior e verdadeira homenagem que podemos prestar às vítimas da bestialidade humana de todos os tempos é romper com imobilismo e intervir hoje com  nossas armas - caráter, experiência, conhecimento, cultura, sabedoria, talento, determinação - contra nossos governos, viciados na corrupção e desprovidos de respeito pela vida humana.

O caso saharaui não é maior nem menor do que outros flagelos que atingem nesse momento outros povos. A perda de uma vida humana já representa uma grande derrota para a humanidade. 

O paradigma representado pelo extermínio do povo saharaui é determinado pela figura e pelo porte dos agressores, a União Européia e os Estados Unidos da América que, movidos pela ganância, rejeitam os valores históricos acalentado por seus ancestrais e promovem destruição e morte no indefeso território saharaui.

Ora, tanto a União Européia como os Estados Unidos cultivam em seus redutos valores democráticos, respeitam a justiça, liberdade e igualdade são direitos inalienáveis, as fronteiras territoriais históricas são intransponíveis, obedecem às leis, defendem os direitos humanos e o meio ambiente. São solidários!

A Revolução Gloriosa (1689), "Bill of Rights", impôs limites aos caprichos do rei e aos atos de pura tirania, inaugurando a monarquia constitucional.

A Declaração de Independência dos EUA (1776) é um marco na luta dos povos que lograram escapar ao jugo dos impérios coloniais:

Quando, no curso dos acontecimentos humanos, se torna necessário a um povo dissolver os laços políticos que o ligavam a outro, e assumir, entre os poderes da Terra, posição igual e separada, a que lhe dão direito as leis da natureza e as do Deus da natureza, o respeito digno para com as opiniões dos homens exige que se declarem as causas que os levam a essa separação.

Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a procura da felicidade. 
Que a fim de assegurar esses direitos, governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados; que, sempre que qualquer forma de governo se torne destrutiva de tais fins, cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la e instituir novo governo, baseando-o em tais princípios e organizando-lhe os poderes pela forma que lhe pareça mais conveniente para realizar-lhe a segurança e a felicidade. 
Na realidade, a prudência recomenda que não se mudem os governos instituídos há muito tempo por motivos leves e passageiros; e, assim sendo, toda experiência tem mostrado que os homens estão mais dispostos a sofrer, enquanto os males são suportáveis, do que a se desagravar, abolindo as formas a que se acostumaram. 
Mas quando uma longa série de abusos e usurpações, perseguindo invariavelmente o mesmo objecto, indica o desígnio de reduzi-los ao despotismo absoluto, assistem-lhes o direito, bem como o dever, de abolir tais governos e instituir novos Guardiães para sua futura segurança. 
Tal tem sido o sofrimento paciente destas colónias e tal agora a necessidade que as força a alterar os sistemas anteriores de governo. 
A história do actual Rei da Grã-Bretanha compõe-se de repetidas injúrias e usurpações, tendo todos por objectivo directo o estabelecimento da tirania absoluta sobre estes Estados. 

Para prová-lo, permitam-nos submeter os factos a um mundo cândido.

(...)

Em cada fase dessas opressões solicitamos reparação nos termos mais humildes; responderam a nossas petições apenas com repetido agravo. Um príncipe cujo carácter se assinala deste modo por todos os actos capazes de definir um tirano não está em condições de governar um povo livre.
Tão-pouco deixamos de chamar a atenção de nossos irmãos britânicos. De tempos em tempos, os advertimos sobre as tentativas do Legislativo deles de estender sobre nós uma jurisdição insustentável. Lembramos-lhes das circunstâncias de nossa migração e estabelecimento aqui. Apelamos para a justiça natural e para a magnanimidade, e conjuramo-los, pelos laços de nosso parentesco comum, a repudiarem essas usurpações que interromperiam, inevitavelmente, nossas ligações e a nossa correspondência. 
Permaneceram também surdos à voz da justiça e da consanguinidade. Temos, portanto de aceitar a necessidade de denunciar nossa separação e considerá-los, como consideramos o restante dos homens, inimigos na guerra e amigos na paz.

Nós, por conseguinte, representantes dos ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, reunidos em CONGRESSO GERAL, apelando para o Juiz Supremo do mundo pela rectidão das nossas intenções, em nome e por autoridade do bom povo destas colónias, publicamos e declaramos solenemente: que estas colónias unidas são e de direito têm de ser ESTADOS LIVRES E INDEPENDENTES; que estão desobrigados de qualquer vassalagem para com a Coroa Britânica, e que todo vínculo político entre elas e a Grã-Bretanha está e deve ficar totalmente dissolvido; e que, como ESTADOS LIVRES E INDEPENDENTES, têm inteiro poder para declarar a guerra, concluir a paz, contrair alianças, estabelecer comércio e praticar todos os actos e acções a que têm direito os estados independentes. 

E em apoio desta declaração, plenos de firme confiança na protecção da Divina Providência, empenhamos mutuamente nossas vidas, nossas fortunas e nossa sagrada honra.

A Revolução Francesa (1789) consagrou os princípios que conduzem as sociedades libertas: Liberdade, Igualdade, Fraternidade.   

Portanto, a reação ao extermínio do povo saharaui tem que começar dentro destes países. Seus povos têm história e comprometimento com as lutas por liberdade e igualdade e hão de ser solidários com a luta saharaui. 

Tenho certeza que não endossam as arbitrariedades praticadas por seus governantes em nome dos negócios, transformando seus exércitos em mercenários à serviço de empresas privadas.

As iniciativas deverão mobilizar as Universidades, as Organizações de Direitos Humanos, o meio Cultural, as Escolas,  as Igrejas e a Sociedade Civil como um todo.

A causa saharaui já teve José de Sousa Saramago como defensor. 

Tem: Eduardo Galeano (Uruguai), Adolfo Pérez Esquível (Argentina), Javier Bardem, Carlos Martín Beristain e Eloísa González Hidalgo (Espanha).

Poderia ter: Antonio Augusto Cançado Trindade (Brasil), Fábio Konder Comparato (Brasil), Boaventura de Souza Santos (Portugal), Ralph Nader (EUA), Bernhard Schlink (Alemanha)... VOCÊ. 

Os saharauis não precisam de esmolas! 

Liberdade sim!

Ao prestar solidariedade aos saharauis, não estaremos lhes prestando favor e sim recuperando valores perdidos e garantindo a sobrevivência da humanidade.

INDEPENDÊNCIA JÁ!!!

Referências:

1. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Magrebe
2. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sahel
3. Disponível em: http://www.transparency.org/